terça-feira, 18 de maio de 2010

O estranho mês de maio...

Meu mês!
O que eu nasci, o que eu comemoro mais um ano de vida, o que eu comemoro minha deliciosa maternidade, o que tem um clima que eu gosto, friozinho, veranico, friozinho...
Surpresas reveladas nesse mes que para mim é tão especial, que antes que ele terminasse, não poderia eu deixar de escrever sobre as coisas estranhas que aconteceram.
Meu aniversário foi comemorado por quase uma semana... festa, festa, festa e despedida, afinal cirurgia marcada e um mundo de privações pela frente então melhor fazer tudo o que você pode, enquanto pode!!!
E realmente eu fiz tudo, mas tudo mesmo e me diverti muito (como sempre aliás).
Dia 17, tudo certo! Sai de casa, passa no banco, vai para o hospital, pega acesso e espera, espera e o tempo podia ter sido generoso, para me dar tempo... Mas as horas voaram e antes das 16:00 lá ia eu num misto de pavor e alegria numa maca andando pelos corredores sempre frios, comum nos hospitais.
Entro no centro cirurgico e la vamos nós: colocar a tal meia minúscula nessas pernas carnudas, que dificuldade... e também, é só disso que me lembro e quem sabe de respirar numa máscara, se bem que disso não tenho certeza rs!
Dor... sensação de ter uma ferida aberta gigante em mim! Essa é a minha próxima lebrança, que veio acompanhada de morfina, sono e imagens distorcidas que não me lembro... não tenho noção das horas.
De repente ouço meu celular, acho que acordo, devia estar dormindo...
Minha irmã atende, parece nervosa, ouço nomes muito familiares e ela me conta o que aconteceu, um acidente, uma pessoa muito especial no hospital (o mesmo que eu estou). Dito com a voz cambaleante, um número de telefone e fico agitada, mas logo volto ao meu sono, vencida pelo efeito dos medicamentos.
Passo a noite com uma espécie de falta de ar, me afogo segudas vezes e isso aumenta a dor.
Amanhece, prontamente pergunto detalhes do telefonema, achava que poderia ser apenas sonho e não era.
Fico angustiada e nada posso fazer, aprisionada pelos dois litros de soro que pingam incesante e calmamente.
É minha irmã quem vai vê-lo e traz informações, volta preocupada, quase transtornada o que só me deixa mais aflita.
Vem o irmão dele e me conta também o que está se passando e minha mente começa a montar um cenário de falta de lembranças tão preciosas como filho e pai.
Quarta, finalmente posso vê-lo, ele vai até meu quarto e ainda fico preocupada, mesmo sabendo que ele me reconheceu, temo por ele, pela família, pelos problemas.
Quinta-feira, já posso me alimentar, sinto muita sede, meus lábios partem, sinto menos dor, acho que amanhã recebo alta.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

26/04/2010

Divagando...
A vida é uma caixinha de mistérios, de coisas que vivemos porque simplesmente temos que viver. Provas pelas quais temos que passar e tirar as melhores lições transformando o ruim em bom, a tristeza em alegria de certa forma, reconstruindo as nossas próprias histórias que não deram certo.
Em todos os momentos de nossas vidas, nos deparamos com segundas chances, re-começos, novas perspectivas para fazer uma nova história e um novo final.
As pessoas tentam se defender de suas imperfeições, com eternos bordões do tipo “nessa vida só me arrependo do que não fiz”, ou “se pudesse recomeçar, faria tudo exatamente igual”, mas na prática tudo é muito diferente. Desejamos o tempo todo uma outra vida, diferente da que temos e da que podemos ter, uma vida de sonho e perfeição que em nada lembre nosso presente e que seja também, diferente do passado.
Quem jamais se arrependeu de uma decisão, de uma palavra dita, uma escolha equivocada, de um caminho tomado?
Isso me leva a uma reflexão, a um exame de consciência, sobre como vivi, como vivo e como gostaria de viver.
Dessa forma ficou tudo muito claro diante de mim e assim percebi que os erros de minha vida foram somente meus e as coisas aconteceram devido a caminhos que optei percorrer e principalmente: foram o resultado de uma conduta que me parecia correta, mas que não era a melhor, nem a pior escolha, mas a que me pareceu mais adequada nos diversos momentos em que vivi, sem pensar em conseqüências, no futuro e na construção de algo sólido e verdadeiro.
A partir da minha vida solo as coisas começaram a depender apenas de mim e protagonizei todos os espetáculos, trocando sempre de papéis, sendo vilã e mocinha, culpada e vítima, amiga e inimiga, boa e má, mas precisei viver dos dois lados do muro, mesmo em cima dele, para saber onde era o melhor lugar e onde eu queria estar.
Confesso que existiram dias longos, tristes, sombrios em que tentei mesmo desistir de tudo e outros mais felizes, mas sempre uma sensação de vazio, de falta, de solidão denunciavam que coisas deixaram de ser feitas, entendidas, vividas, merecidas, conquistadas.
Foram todos esses anos de batalhas entre minhas vontades e meus limites e ainda não posso decretar um vencedor e nem sei se u dia haverá vitória.
É tudo muito relativo... mas de certa maneira isso é bom, simplesmente bom, pois ainda há vagas para eternas mudanças e que sejam elas sempre para melhor.
As paixões mundanas são as maiores vilãs de minha vida, me seduziram e me conduziram por caminhos tortuosos, dolorosos e dentre as que mais me cegaram, está indiscutivelmente o amor que foi palco pra vida e morte, espetáculos de horror, falsa felicidade e decepções sem fim.
O homem é um viciado em prazeres!
O homem busca sempre o prazer, pelo sexo, pela comida, pela bebida, pelo conforto, pelo bem estar, por sensações com as mais variadas facetas e nem percebe que é simplesmente o que ele busca: o prazer para de certa forma estar simplesmente bem.
Como boa humana que sou, fui caindo nas armadilhas, pelos caminhos que segui buscando os meus prazeres, sendo incapaz de detectá-las ou assumi-las preferindo ignorá-las vendo e aceitando tudo como absolutamente normal.
Mas o que é normal?
E o que á anormal?
São conceitos e preconceitos convencionados por civilizações que se reconhecem como racionais e nem percebem o quanto de primata há em cada um.
Quantos instintos meramente animais ainda guardamos e surpreendentemente usamos e usaremos por muitas gerações?
Um dos instintos, talvez o mais selvagem que ainda nos faz muito mais animais do que homens racionais é o sexo, a necessidade fisiológica que nos torna dependentes quase químicos daquele prazer gerado por um ritual animal.
Dois corpos em frenesi absoluto, se contorcendo, se invadindo. O suor, a respiração ofegante o grito surdo de um orgasmo, o cheiro...
Tudo remete à animalidade que conservamos em cada um de nós, por mais que tentemos fazer amor, acabamos fazendo sexo, só o sexo, aquele que é produto da nossa necessidade animal de prazer, reprodução, sobrevivência da espécie ou seja qual for a finalidade que usaremos como desculpa racional e civilizado, no final é só isso e tudo isso.
Em nossos arquivos mais secretos, sabemos que um dia, ou em vários dias fizemos alguma coisa da qual não nos orgulhamos muito devido à nossa necessidade animal e irracional de receber prazer.
Sou humana, desprezo minha parte animal, mas é um instinto natural acima de qualquer convenção, que sobrevive e cada vez mais quebra tabus, ganha mercado, se vende em balcões, ou se ganha em qualquer esquina.
Às vezes eu penso que gostava mais quando era criança e estava alheia às verdades do mundo adulto, porque eu acreditava no amor e hoje acho que ele é um rótulo fazendo parte de uma propaganda enganosa na qual ainda prefiro acreditar, mesmo sabendo que enquanto eu sonho como quando tinha 12 anos, aquela pessoa que eu amo, que diz também me amar, está curando seus instintos com qualquer animal como ele, vendendo o mesmo falso amor que me faz negar minha animalidade, porque eu acredito no amor, mesmo sendo fruto da minha adolescente imaginação!

terça-feira, 20 de abril de 2010

20/02/2010

Coragem... esse é o nome da coisa!!!
E ela voltou, andou de braços dados comigo e jurou que não vamos mais nos separar, mas sinceridade? Acho que em qualquer turbulência ela se esconde, não se acovarda é fato, mas fica ali, na espreita esperando um "Q" de força para agir.
Mas como sentir medo é normal, nós reles mortais temos que abrir mão da amiga coragem um "cadinho" e sentir o que é uma fobia momentânea em qualquer situação ou estágio de nossas vidas né? É justo, senão não saberíamos o que é a coragem, sem experimentar o medo assim como não saberíamos o que é luz se não conhecessemos a escuridão.
Eu senti medo hoje, foi um reflexo natural de defesa, por medo da dor, mas duas quadras bastaram para a coragem sair da toca e andar comigo, fazendo com que eu me enchesse de confiança para manter meu equilíbrio e ir adiante... e quilometros foram transpostos e fui e voltei no meio de carros, fumaça, ruídos e não me intimidei.
Voltei sã e salva ahhhhhhhh isso é bom!
O mal me ronda, mas não me domina, nem me derruba com suas armadilhas bem arquitetadas.
Esse dom de enxergar onde ninguém mais consegue ver é meu diferencial entre o que sou e o que é o resto do mundo.
Conheço a verdade, e ela é absoluta enquanto for pura em suas versões, que acabam sempre sendo denegridas pelos que tem interesse em escondê-la.
Mas ela tem pernas curtas e portanto não anda muito.
Coragem, eu tenho... porém, alguns a evitam.
A esses só resta a minha pena e a minha profunda decepção!

terça-feira, 13 de abril de 2010

12 para 13/04/2010

Quanta dificuldade em simplesmente fechar os olhos como quem desliga uma TV que sai do ar.
Sono, sono... por que só aparece quando não te posso dormir?
O escuro me traz angústia, inquietação e não consigo fechar os olhos de medo de não ver o que se passa ao meu redor e não quero perder nada, nem o espetáculo nem a tragédia que a vida pode ser.
No olho do furacão tudo se agita e o seu rodopio encanta e amedronta. É só a natureza dando seus passos. Enquanto o homem destrói, ela se ira!
Ele vem me visitar, outra vez atrasado, muito atrasado, mas não importa, veio AGAIN!!!
Sono, és bem vindo, entorpece meu corpo e transporta minha alma pra volitar livre no seu cordão prata, cordão umbilical do espírito que me prende ao corpo!
Andei pela Terra dias desses, quando estava prestes a acordar, volitei tão apressadamente que nem vi a paisagem, corri em direção ao meu corpo até encontrá-lo vestí-lo em minha alma para só então despertar.
Por isso que não gosto da química que induz ao repouso e ao sono... ele não nos deixa sonhar, a mente simplesmente apaga, é tirada da tomada e tudo o que se tem é uma noite vazia, com uma alma aprisionada a um corpo como um cárcere de pernoite.
Puxa, mas é tão difícil sonhar???
Só dormindo!
Acordados estamos sempre sonhando, planejando, arquitetando e construindo esses sonhos. Talvez por isso seja tão difícil dormir, com essa mente inquieta que quer concretizar, aumentar, melhorar, conquistar, dominar... e com tantas coisas a fazer, posso me dar ao luxo de dormir e perder o tempo precioso que tenho para construir minha vida?
Que coisa!? É terrível não saber quanto tempo ainda temos e pior ainda desperdiçar o que nos resta, mas é necessário!
Então vou tentar com maior decisão, parar de divagar, pensar, viajar e vou apenas fechar os olhos e aquietar a mente até que ela simplesmente esteja inconsciente e que o sono me domine.
E sonhem com os anjos (se é que eles existem)
Amém!!!

domingo, 11 de abril de 2010

11/04/2010

Ouço vozes... ouço sons!
Ainda sei que não é real, mas está se tornando tão real e tão constante que estou quase aceitando que é real, somente real, racionalmente real!
Dizem coisas desconexas, frases soltas!
Nada faz sentido, a não ser o medo que produzem.
Quem são eles?
Que são vocês?
Ninguém me responde...
Por favor alguém pode me ouvir?
Estou cansada de ficar só escutando, também quero falar.
Tá?
Cadê você?
Ah, já sei! Era só minha imaginação.
Então será que o que eu vivia, vivo... é totalmente imaginário?
Que eco é esse que revolve a mente a se propagar pelo nada?
Há perguntas sem respostas... e nenhuma verdade absoluta enquanto vivemos nesse mundo de transições.
O que parece ser, não é! E o que é parece não ser.
Você acredita? Você sabe?
Duvido!?
Porque vivemos no mundo das dúvidas e as certezas são privilégio de uma vida que simplesmente não existe, só no nosso mundo imaginário, onde inventamos nossas convicções, anseios e projetamos o que queremos quando queremos e se queremos!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sexta 19/02

Os dias passaram rápido e já é sexta.
Tenho conversado bastante, pensado bastante e olhado as coisas de maneira diferente, quem sabe de uma maneira melhor.
Não tenho me sentido só, nem triste e nem alegre...
Apenas tenho vivido como que me recuperando: um dia de cada vez e to tentando não ter pressa porque se amanhã não existir o que importa é o hoje ou o ontem sei lá, mas vivemos bem.
A melhor coisa é ter feito quase tudo que quis e com quem eu quis e no final não descobri nada de novo e nem entendi o que é a vida...
Minhas teorias foram caindo uma a uma e simplesmente ando, sem pressa ou rumo em direção a um ponto final que certamente chegará, quando tiver que chegar!