quarta-feira, 28 de março de 2012

Midas

De repente olho pela janela e vejo a cavalgada sombria dos cavaleiros do apocalipse, montados em suas armaduras medievais, espalhando o medo do fim aos quatro cantos da Terra.
Diante dessa cena surreal, nada mais me restou... tive que rir.
Ri do final dos tempos, do fim do mundo e brindei à vida!
E a vida era tão doce, que mesmo quando parecia amarga, sentia o gosto açucarado de ser feliz além das expectativas dos reles mortais.
Isso tudo porque, tenho uma capacidade incrível de transformação, interior, exterior, física, mental e chego a ter um toque de Midas em transformar as coisas. Não em ouro claro, até porque se soubesse transformar qualquer coisa em ouro, já estaria rica.
O meu toque de Midas, transforma coisas simples, em coisas melhores, em coisas elementares e necessárias. Coisas absolutas, raras, necessárias e úteis. Jamais fúteis!
Coisas que se adequam a natureza essencial de viver e viver melhor. Em ser melhor, em ser feliz e em sorrir todos os momentos.
Esse sorriso fácil, que consola qualquer alma, que tem som de colo e abraço, que estampa felicidade no rosto dos outros, ou de todos.
Sou uma magnífica semeadora se sorrisos!
Lógico que nem todos sorrisos são verdades nesse contexto.
Há sempre quem irá sorrir por absoluta simpatia, gesto automático, vago, involuntário e até mesmo desnecessário.
Nossa que coisa... essa nossa sociedade às vezes tem uma coisa tão medíocre. Uma falsidade né?
Eu concordo que as pessoas tentam interagir com estranhos, tentando ser o que não são, mas para agradar (sei lá porque, já que são estranhos).
E o que existe de mais estranho, é um estranho querer não parecer estranho a outro estranho. Isso me causa enorme estranheza.
O ser humano adora agradar!
Tem coisas inexplicáveis mesmo, ou seria isso apenas uma convenção de simpatia para agradar a Gregos e Romanos (ou seria Troianos?)
Aqueles Cavaleiros do Apocalipse deram meia volta.
Eles estavam com uma caixa de som, conectada a um MP3, curtindo um Calypso e pareciam todos chapados ou alcoolizados.
Bando de inúteis!
Entornaram o caneco e esqueceram que hoje era o dia do juízo final e perderam o juízo e o mundo continuou a ser mundo e imundo.
E a vida continuou celebrando seus batimentos cardíacos e suas veias de vidas de seus habitantes, seguiu a jorrar contestamentos de para onde vamos e quem somos.
E o homem filosófa, as idéias vagam por entre nossos pés. Tropeçamos nelas e catamos por esse chão, indícios do que podemos fazer para sermos melhores, mas teimamos em não concordar e passamos a ser simplesmente nós mesmos, na simplicidade de nossa existência ímpar!
E assim, mais uma curta quarta vai chegando ao fim!
Amém