quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O hoje!

Sentimentos são sensações absolutamente particulares...
E cada um as sente de uma maneira, à sua maneira!
Mas eu me arrisco a falar sobre os meus e não a questionar os seus, nem tentar entendê-los, pois temos universos particulares dentro de nós, formados por nossas vivências, nossas dores e alegrias e o que tiramos delas.
Hoje estou satisfeita, tenho vivido sem aquela pressa toda que me sufocava, que me dava um aperto no peito e a sensação que algo me faltava, me afligia.
A ansiedade me governava, imperava em todos os meus movimentos e cada minuto era uma angústia de uma inquietude absurda.
Hoje eu mesma me questiono o porquê de tanta pressa, de tanta necessidade de correr, sem sair do lugar, pra chegar a nada, pois o que ganhei foi a perda, e isso é tão contrário, que nem sei se essa frase tem sentido... mas para mim tem!
Perdi tempo, saúde, alegria, relacionamentos, amor, qualidade de vida!
E hoje consegui colocar um freio em mim mesma, andar numa marcha mais lenta... e num texto que cita tantas vezes a palavra hoje, fica claro o que me importa é exatamente, evidentemente isso: o hoje, o agora, esse minuto, esse segundo, que tem que ser precioso, sagrado, intenso, lindo!
O que sinto agora é um amor maduro, mais altruísta, que não espera nada, um amor doado... E o bem tomou conta de mim de maneira tão intensa, que parece que fiquei até meio boba!
Tem gente que nem me reconhece mais...
Não importa, não vejo mal nenhum nisso, só não entendo às vezes, como isso pode incomodar!
Se eu pudesse prescrever algo para que você fosse feliz, receitaria isso, uma coisa bem simples: o bem gratuito! Aquele que a gente faz sem esperar nada, absolutamente nada em troca, nem reconhecimento, nem muito obrigado... nada!
Quando projetamos no outro qualquer coisa, nos frustramos, então pra que esperar algo das pessoas para que possamos ativar nossas áreas de felicidade?
Não podemos nós mesmos fazer isso por nós?
Não podemos nos alimentar do bem para sermos mais felizes?
Não podemos dar um bom dia com o coração aberto, desejando que a pessoa realmente tenha um bom dia, ao invés de ser um cumprimento automático?
Não podemos mudar nossas posturas?
Qualquer coisa, qualquer coisa que façamos por alguém, com intenções verdadeiras e com bondade, é uma semeadura do bem... e quem planta colhe!
De alguma maneira a colheita vem e um dia nos fartaremos nos frutos das boas sementes que plantarmos... então basta de pensamentos negativos, coisas tristes, maldades, vinganças, raivas e ódios, pois são sementes que plantaremos para nós mesmos e seremos então, dessa forma, os únicos prejudicados!
É a única lei desse universo: o equilíbrio!
E se nesse mundo existe tanto mal, vamos neutralizá-lo, com nossas ações benéficas, para que as coisas se reestabeleçam e haja um mínimo de harmonia.
As coisas estão se perdendo, existe um grande mal rondando e a nós cabe, não permitir a sua chegada em nossos corações.
Deixar o amor falar mais alto... ter paciência, resignação!
Exercícios diários e necessários, não custa tentar, um dia a gente consegue e quem sabe no outro também e assim por diante, até que se torne parte de nós diariamente!


Alexandra Mello

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Fazer o bem, me faz bem!

E essa é mais uma história de um dia comum...
Não fossem os significados, de pequenas coincidências, que às vezes, ficam ofuscadas pela correria do dia a dia e passam desapercebidas.
Sim!
Acredito, que todos os dias, acordamos com uma missão, com um plano traçado, mas nem sempre concluímos nossas tarefas com êxito, quer seja por egoísmo, por falta de fé, ou simplesmente por estarmos cercados por uma cegueira que nos impede de enxergarmos quem não nos interessa.
E geralmente temos interesse especificamente, apenas por aquelas pessoas, por quem nutrimos mais amor e afinidade, como amigos e familiares. Via de regra é quase sempre assim.
Mas, quando abrimos o nosso coração, nos damos conta, que ele é do tamanho do Universo, guiado por uma força muito maior e se nos deixarmos levar, intuitivamente, ele sempre nos conduzirá a quem mais precisa.
Não precisa ser uma busca consciente, do tipo: hoje vou sair procurando quem ajudar.
Isso sempre acontecerá naturalmente, pois será regido pelas leis do Universo, basta se entregar e encher o coração de amor e colher os frutos.
Para algumas pessoas, pode soar apenas como mais uma história boba, mas para mim, é mais uma história, entre tantas que tem acontecido na minha vida depois que decidi me entregar aos outros também e que faz meu coração transbordar de felicidade e que tem feito toda a diferença na minha vida, que tem moldado meu caráter, lapidado minha alma e a cada dia tem me tornado um pouquinho melhor.
Logo eu, com fama de braba, briguenta, nervosa, estressada... veja, como é possível, através da reforma íntima, melhorar e fazer as coisas mais brandas e agradáveis e transformar grandes depressões em solos férteis, jardins belos, dias ensolarados.
E foi assim, que saí atrás de uma costureira no bairro, para reformar duas saias e um vestido, que ficaram muito largos depois que perdi alguns quilos.
Fui em duas e estavam fechadas e então decidi ir, num lugar que faz uniformes escolares, já sem muita esperança, apenas para perguntar.
Detalhe que as outras duas eram bem longe e essa última, fica a uma quadra de casa, na minha rua.
Chegando lá, o marido da senhora, muito simpático e conversador me disse que eu teria que perguntar para a sua esposa, que ela andava muito ocupada, já que as aulas estavam para começar e ela estava com muitas encomendas de uniforme.
Me pediu para esperar uns minutinhos, que ela estava lá dentro tomando um café.
E eu, encostei minha bicicleta e fiquei esperando bem tranquila, sem muita esperança que fosse dar certo.
Chegou um casal com uma menininha linda, pegar um uniforme e eis que chegou a "senhora".
Eu cedi a minha vez para eles, afinal, não estava com pressa e era sábado!
Fiquei analisando... olhando bem para aquela senhora, observando suas roupas e fiquei meio sem jeito, pois ela tinha um tipão de evangélica, não que eu tivesse algo contra.
Chegou minha vez de ser atendida.
Tirei minhas saias brancas e meu vestido de cor igual.
Expliquei que emagreci muito e que as saias passavam reto na minha cintura e que a alça do vestido não parava, mesmo fazendo menos de dois meses que comprei. Disse que precisaria para quinta-feira, pois iria usar.
Ela analisou, analisou... disse que poderia fazer, pelo menos uma para eu poder usar na quinta e já emendou a pergunta: você é da umbanda?
Me deu um frio na barriga, mas não foi uma pergunta de desaprovação, que era o que eu estava temendo... respondi que sim e ela sorriu e disse: eu também já fui.
Fiquei aliviada e confusa. Confesso que foi engraçado hehehehehe
Ainda estávamos conversando quando chegou um casal, a moça era parente da senhora.
Ela comentava sobre emagrecer, que não era fácil e contou para mim: ta vendi essa moça? Entrou na fila para fazer bariátrica! E a moça contou, muito feliz, que já estava com a data marcada!
De repente a senhora mudou de expressão, ficou visivelmente apreensiva.
E soltou: - E minha filha opera na segunda...
Pronto... Estava feita a conexão
Estávamos ali, três pessoas, completamente desconhecidas, num lugar totalmente inusitado, na hora certa, no momento certo, falando do assunto certo.
Logo, abri meu coração e expliquei que havia feito bariátrica há quase 5 anos, que às vezes engordava, que era uma batalha diária.
Expliquei que tinha engordado "uns quilos" e que em dezembro tratei de me empenhar para me livrar de todos eles, por isso tinha emagrecido tanto.
A filha iria operar pelo SUS, logo perguntei se a cirurgia era aberta, ela disse que sim, que tinha muito medo e mais uma vez, consegui aliviar o coração da pobre senhora.
Expliquei que a minha cirurgia tinha sido feita assim também, expliquei sobre os cuidados, falamos por um longo tempo e minha intuição me fez perguntar... sua filha já tem aquela cinta que é necessária para a cirurgia (que por sinal é bem cara).
Ela disse que não, que não tinham conseguido comprar ainda, às vésperas da cirurgia.
Eu apenas sorri e disse: eu acho que tenho a minha guardada, nem sei porque, devia estar esperando pela pessoa certa né!
Corri para casa e voltei para entregar a ela.
Essas coisas me deixam feliz... e ser feliz para mim, custa muito pouco!
Beijos a todos com muito Axé.

Alexandra Mello