Essa noite passeei por corredores de hospitais, era doente ali, mas era a menos enferma.
Encontrei pastas, li prontuários e me deparei com óbitos.
Fui liberada para acompanhar funerais, onde pessoas necessitavam da minha força.
Estranhamente, conversei com várias mulheres e todas elas estava no banheiro, disputando um espelho, preocupadas tão somente com suas vaidades imediatas.
No meio de tanta gente, encontrei uma senhora, com a tristeza estampada no rosto, sem nenhuma maquiagem, sem nenhuma vaidade, estava ali por estar ali.
No exato instante que a vi, lembrei do prontuário, uma criança de 5 anos, câncer e a identifiquei como familiar desse inocente e entendi porque eu estava ali.
Comecei a conversar com ela, confirmou-me que era mesmo esse caso e então, comecei a falar da vida, da brevidade dela e sobre as dívidas que nós mesmos assumimos para estar aqui.
Ela me disse que estava muito triste e queria tê-lo ao seu lado... e só pude lhe dizer que, amar é uma coisa muito bela, que devemos amar sem limites, incondicionalemente, mas, quando uma pessoa se vai, ela tem um novo caminho a trilhar e reclamar a presença física dela a todo momento, corresponde a amarrá-la atrasando o seu novo caminhar.
Pedi a ela, que em seu imenso amor, trouxesse alegria nesse sentimento de perda, lembrando dos doces momentos em que teve com essa linda criança em sua breve existência aqui na Terra.
E seus olhos se encheram de luz, porque aquilo tudo o que eu dizia, começou a fazer sentido para ela e ela transbordou amor nesse momento, me abraçou, disse que eu era uma pessoa muito linda e saiu.
Eu estava em um cemitério onde tinham pelo menos 3 funerais acontecendo simultâneamente.
Mas dentre todas as pessoas, apenas aquela mulher parecia estar vivendo um momento de perda, de luto, enquanto todas as outras, pareciam estar num desfile de vaidades exacerbadas....
Enfim, acordei...
Mas foi um sonho, porém de uma realidade tão grande, que acordei com a sensação de que uma grande verdade se manifestou para mim enquanto eu dormia.
Meu domingo está mais significativo, antes mesmo de levantar, já fiz um bem e essa sensação eleva o espírito de qualquer ser e traz uma sensação de paz.
Talvez tenha sonhado tudo isso, por ter usado palavras parecidas no final da noite, para conter lágrimas que minha filha trazia aos olhos, pedindo pelo pai, que assim como aquela criança do sonho, também partiu.
E ela, assim como a mulher do sonho entendeu, que a vida não cessa com a morte, que tudo é um processo natural de evolução e cada um tem seu caminho a percorrer.
E, nos deparando com a morte, sofreremos a perda, mas devemos deixar o espírito livre para continuar sua jornada, que a partir da morte, é apenas um processo longe de nossos olhos.
Bom domingo...
Encontrei pastas, li prontuários e me deparei com óbitos.
Fui liberada para acompanhar funerais, onde pessoas necessitavam da minha força.
Estranhamente, conversei com várias mulheres e todas elas estava no banheiro, disputando um espelho, preocupadas tão somente com suas vaidades imediatas.
No meio de tanta gente, encontrei uma senhora, com a tristeza estampada no rosto, sem nenhuma maquiagem, sem nenhuma vaidade, estava ali por estar ali.
No exato instante que a vi, lembrei do prontuário, uma criança de 5 anos, câncer e a identifiquei como familiar desse inocente e entendi porque eu estava ali.
Comecei a conversar com ela, confirmou-me que era mesmo esse caso e então, comecei a falar da vida, da brevidade dela e sobre as dívidas que nós mesmos assumimos para estar aqui.
Ela me disse que estava muito triste e queria tê-lo ao seu lado... e só pude lhe dizer que, amar é uma coisa muito bela, que devemos amar sem limites, incondicionalemente, mas, quando uma pessoa se vai, ela tem um novo caminho a trilhar e reclamar a presença física dela a todo momento, corresponde a amarrá-la atrasando o seu novo caminhar.
Pedi a ela, que em seu imenso amor, trouxesse alegria nesse sentimento de perda, lembrando dos doces momentos em que teve com essa linda criança em sua breve existência aqui na Terra.
E seus olhos se encheram de luz, porque aquilo tudo o que eu dizia, começou a fazer sentido para ela e ela transbordou amor nesse momento, me abraçou, disse que eu era uma pessoa muito linda e saiu.
Eu estava em um cemitério onde tinham pelo menos 3 funerais acontecendo simultâneamente.
Mas dentre todas as pessoas, apenas aquela mulher parecia estar vivendo um momento de perda, de luto, enquanto todas as outras, pareciam estar num desfile de vaidades exacerbadas....
Enfim, acordei...
Mas foi um sonho, porém de uma realidade tão grande, que acordei com a sensação de que uma grande verdade se manifestou para mim enquanto eu dormia.
Meu domingo está mais significativo, antes mesmo de levantar, já fiz um bem e essa sensação eleva o espírito de qualquer ser e traz uma sensação de paz.
Talvez tenha sonhado tudo isso, por ter usado palavras parecidas no final da noite, para conter lágrimas que minha filha trazia aos olhos, pedindo pelo pai, que assim como aquela criança do sonho, também partiu.
E ela, assim como a mulher do sonho entendeu, que a vida não cessa com a morte, que tudo é um processo natural de evolução e cada um tem seu caminho a percorrer.
E, nos deparando com a morte, sofreremos a perda, mas devemos deixar o espírito livre para continuar sua jornada, que a partir da morte, é apenas um processo longe de nossos olhos.
Bom domingo...
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