sábado, 25 de julho de 2015

O palco da vida!

A vida é um grande palco, onde somos protagonistas de um espetáculo grandioso,  chamado aprendizagem.
Todos os dias um capítulo novo, faz com que a história continue melhor, ou pior, mas nunca igual.
E dentro desse roteiro, existem nossos sonhos, que são projetos ainda não concretizados, mas que queremos escrever nesse script da vida, para que nossa felicidade seja ainda maior, pois o desejo comum a todo o ser humano é um só: a felicidade.
Eu sonhei... sonhei um sonho lindo, de mulher, esposa e mãe!
Sonhei ter um novo filho para encher meu ventre, minha casa e minha vida dessa felicidade que a gente tanto procura.
Escrevi no meu script, coloquei no meu roteiro esse sonho que parecia ser impossível...
E ele veio, um pequeno milagre que nos foi concedido, através da cura de um problema de infertilidade...
Sempre soube que não iria pegá-lo no colo, mas guardei essa angústia comigo, pois temia parecer pessimista.
Fui a única a ouvir seu coração batendo e seus pequenos movimentos num exame de imagem, pois se houvesse algo errado, não queria que ninguém soubesse.
Mas estava tudo bem e respirei um pouco mais aliviada, mas não o suficiente para comprar um sapatinho, uma roupinha ou algo que fosse.
Sabia que não poderia me apegar, nem me iludir...  aquilo não era meu, não me pertencia, estava apenas por um tempo comigo.
Um tempo que eu não sabia quando iria acabar, até que houve aquele pequeno sangramento... aí eu soube que tudo estava chegando ao final.
E aquele pequeno anjo, se foi da mesma maneira que veio... sem nenhuma razão lógica que pudesse explicar o que aconteceu.
Mas ele era especial e eu sabia disso, da sua grandeza, da sua luz e passei a me sentir a mãe mais feliz do mundo, por saber que gerei um espírito evoluído... mas tão evoluído, que não precisou encarnar nessa Terra e nem passar pelas provações do corpo para melhorar, era puro... puro amor, pura luz!
E no dia que me despedi dele, reclamei do abraço que não seria possível!
Porém dias depois eu vi mais um milagre acontecer, bem diante dos meus olhos, durante uma gira: meu querido pai, Seu Curumataí, tentou consolar meu coração tão machucado e me explicou que esse espírito tinha vindo apenas para me fazer o bem e que eu não podia sofrer por ele, porque o meu sofrimento estava lhe fazendo mal.
Pediu pra que eu preparasse meu coração e esvaziasse toda minha tristeza acendendo uma vela aos pés da Vó Benta... quando acendi a chama de luz, numa vela de um guerreiro de Oxóssi, fruto de uma homanagem a Paulo Pena, que havia recém desencarnado, ouvi um som surdo se alguém caindo atrás de mim...
Imediatamente soube o que era, quem era! E não era apenas um médium, não era um simples Erê que estava ali!
Mas não quis ser traída por minha mente, por minhas emoções ou por minha imaginação... mas o toque da mão de Seu Curumataí no meu ombro, confirmou o que o meu coração de mãe já sabia.
E ele disse: - Seu filho está aqui!
Olhei e vi aquele pequeno ser se contorcendo no chão e era claro o seu sofrimento!
Ele sofria com o meu sofrimento... e isso bastou para que meu coração de mãe fizesse o certo!
O abracei, lhe pedi perdão, lhe entreguei toda a luz que era possível, juntamente com o meu amor e minha gratidão e o deixei partir!
E tudo se iluminou enormemente e ele se foi.
E então o meu coração se aquietou, com a certeza de que tudo se cumpriu da maneira que tinha que ser e de que não há porque chorar nem lamentar, somente há motivos para agradecer.
A vida encenou mais um belíssimo capítulo e contracenamos unidos na luz divina do amor!
Quem tem fé, tem tudo!

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