segunda-feira, 26 de abril de 2010

26/04/2010

Divagando...
A vida é uma caixinha de mistérios, de coisas que vivemos porque simplesmente temos que viver. Provas pelas quais temos que passar e tirar as melhores lições transformando o ruim em bom, a tristeza em alegria de certa forma, reconstruindo as nossas próprias histórias que não deram certo.
Em todos os momentos de nossas vidas, nos deparamos com segundas chances, re-começos, novas perspectivas para fazer uma nova história e um novo final.
As pessoas tentam se defender de suas imperfeições, com eternos bordões do tipo “nessa vida só me arrependo do que não fiz”, ou “se pudesse recomeçar, faria tudo exatamente igual”, mas na prática tudo é muito diferente. Desejamos o tempo todo uma outra vida, diferente da que temos e da que podemos ter, uma vida de sonho e perfeição que em nada lembre nosso presente e que seja também, diferente do passado.
Quem jamais se arrependeu de uma decisão, de uma palavra dita, uma escolha equivocada, de um caminho tomado?
Isso me leva a uma reflexão, a um exame de consciência, sobre como vivi, como vivo e como gostaria de viver.
Dessa forma ficou tudo muito claro diante de mim e assim percebi que os erros de minha vida foram somente meus e as coisas aconteceram devido a caminhos que optei percorrer e principalmente: foram o resultado de uma conduta que me parecia correta, mas que não era a melhor, nem a pior escolha, mas a que me pareceu mais adequada nos diversos momentos em que vivi, sem pensar em conseqüências, no futuro e na construção de algo sólido e verdadeiro.
A partir da minha vida solo as coisas começaram a depender apenas de mim e protagonizei todos os espetáculos, trocando sempre de papéis, sendo vilã e mocinha, culpada e vítima, amiga e inimiga, boa e má, mas precisei viver dos dois lados do muro, mesmo em cima dele, para saber onde era o melhor lugar e onde eu queria estar.
Confesso que existiram dias longos, tristes, sombrios em que tentei mesmo desistir de tudo e outros mais felizes, mas sempre uma sensação de vazio, de falta, de solidão denunciavam que coisas deixaram de ser feitas, entendidas, vividas, merecidas, conquistadas.
Foram todos esses anos de batalhas entre minhas vontades e meus limites e ainda não posso decretar um vencedor e nem sei se u dia haverá vitória.
É tudo muito relativo... mas de certa maneira isso é bom, simplesmente bom, pois ainda há vagas para eternas mudanças e que sejam elas sempre para melhor.
As paixões mundanas são as maiores vilãs de minha vida, me seduziram e me conduziram por caminhos tortuosos, dolorosos e dentre as que mais me cegaram, está indiscutivelmente o amor que foi palco pra vida e morte, espetáculos de horror, falsa felicidade e decepções sem fim.
O homem é um viciado em prazeres!
O homem busca sempre o prazer, pelo sexo, pela comida, pela bebida, pelo conforto, pelo bem estar, por sensações com as mais variadas facetas e nem percebe que é simplesmente o que ele busca: o prazer para de certa forma estar simplesmente bem.
Como boa humana que sou, fui caindo nas armadilhas, pelos caminhos que segui buscando os meus prazeres, sendo incapaz de detectá-las ou assumi-las preferindo ignorá-las vendo e aceitando tudo como absolutamente normal.
Mas o que é normal?
E o que á anormal?
São conceitos e preconceitos convencionados por civilizações que se reconhecem como racionais e nem percebem o quanto de primata há em cada um.
Quantos instintos meramente animais ainda guardamos e surpreendentemente usamos e usaremos por muitas gerações?
Um dos instintos, talvez o mais selvagem que ainda nos faz muito mais animais do que homens racionais é o sexo, a necessidade fisiológica que nos torna dependentes quase químicos daquele prazer gerado por um ritual animal.
Dois corpos em frenesi absoluto, se contorcendo, se invadindo. O suor, a respiração ofegante o grito surdo de um orgasmo, o cheiro...
Tudo remete à animalidade que conservamos em cada um de nós, por mais que tentemos fazer amor, acabamos fazendo sexo, só o sexo, aquele que é produto da nossa necessidade animal de prazer, reprodução, sobrevivência da espécie ou seja qual for a finalidade que usaremos como desculpa racional e civilizado, no final é só isso e tudo isso.
Em nossos arquivos mais secretos, sabemos que um dia, ou em vários dias fizemos alguma coisa da qual não nos orgulhamos muito devido à nossa necessidade animal e irracional de receber prazer.
Sou humana, desprezo minha parte animal, mas é um instinto natural acima de qualquer convenção, que sobrevive e cada vez mais quebra tabus, ganha mercado, se vende em balcões, ou se ganha em qualquer esquina.
Às vezes eu penso que gostava mais quando era criança e estava alheia às verdades do mundo adulto, porque eu acreditava no amor e hoje acho que ele é um rótulo fazendo parte de uma propaganda enganosa na qual ainda prefiro acreditar, mesmo sabendo que enquanto eu sonho como quando tinha 12 anos, aquela pessoa que eu amo, que diz também me amar, está curando seus instintos com qualquer animal como ele, vendendo o mesmo falso amor que me faz negar minha animalidade, porque eu acredito no amor, mesmo sendo fruto da minha adolescente imaginação!

terça-feira, 20 de abril de 2010

20/02/2010

Coragem... esse é o nome da coisa!!!
E ela voltou, andou de braços dados comigo e jurou que não vamos mais nos separar, mas sinceridade? Acho que em qualquer turbulência ela se esconde, não se acovarda é fato, mas fica ali, na espreita esperando um "Q" de força para agir.
Mas como sentir medo é normal, nós reles mortais temos que abrir mão da amiga coragem um "cadinho" e sentir o que é uma fobia momentânea em qualquer situação ou estágio de nossas vidas né? É justo, senão não saberíamos o que é a coragem, sem experimentar o medo assim como não saberíamos o que é luz se não conhecessemos a escuridão.
Eu senti medo hoje, foi um reflexo natural de defesa, por medo da dor, mas duas quadras bastaram para a coragem sair da toca e andar comigo, fazendo com que eu me enchesse de confiança para manter meu equilíbrio e ir adiante... e quilometros foram transpostos e fui e voltei no meio de carros, fumaça, ruídos e não me intimidei.
Voltei sã e salva ahhhhhhhh isso é bom!
O mal me ronda, mas não me domina, nem me derruba com suas armadilhas bem arquitetadas.
Esse dom de enxergar onde ninguém mais consegue ver é meu diferencial entre o que sou e o que é o resto do mundo.
Conheço a verdade, e ela é absoluta enquanto for pura em suas versões, que acabam sempre sendo denegridas pelos que tem interesse em escondê-la.
Mas ela tem pernas curtas e portanto não anda muito.
Coragem, eu tenho... porém, alguns a evitam.
A esses só resta a minha pena e a minha profunda decepção!

terça-feira, 13 de abril de 2010

12 para 13/04/2010

Quanta dificuldade em simplesmente fechar os olhos como quem desliga uma TV que sai do ar.
Sono, sono... por que só aparece quando não te posso dormir?
O escuro me traz angústia, inquietação e não consigo fechar os olhos de medo de não ver o que se passa ao meu redor e não quero perder nada, nem o espetáculo nem a tragédia que a vida pode ser.
No olho do furacão tudo se agita e o seu rodopio encanta e amedronta. É só a natureza dando seus passos. Enquanto o homem destrói, ela se ira!
Ele vem me visitar, outra vez atrasado, muito atrasado, mas não importa, veio AGAIN!!!
Sono, és bem vindo, entorpece meu corpo e transporta minha alma pra volitar livre no seu cordão prata, cordão umbilical do espírito que me prende ao corpo!
Andei pela Terra dias desses, quando estava prestes a acordar, volitei tão apressadamente que nem vi a paisagem, corri em direção ao meu corpo até encontrá-lo vestí-lo em minha alma para só então despertar.
Por isso que não gosto da química que induz ao repouso e ao sono... ele não nos deixa sonhar, a mente simplesmente apaga, é tirada da tomada e tudo o que se tem é uma noite vazia, com uma alma aprisionada a um corpo como um cárcere de pernoite.
Puxa, mas é tão difícil sonhar???
Só dormindo!
Acordados estamos sempre sonhando, planejando, arquitetando e construindo esses sonhos. Talvez por isso seja tão difícil dormir, com essa mente inquieta que quer concretizar, aumentar, melhorar, conquistar, dominar... e com tantas coisas a fazer, posso me dar ao luxo de dormir e perder o tempo precioso que tenho para construir minha vida?
Que coisa!? É terrível não saber quanto tempo ainda temos e pior ainda desperdiçar o que nos resta, mas é necessário!
Então vou tentar com maior decisão, parar de divagar, pensar, viajar e vou apenas fechar os olhos e aquietar a mente até que ela simplesmente esteja inconsciente e que o sono me domine.
E sonhem com os anjos (se é que eles existem)
Amém!!!

domingo, 11 de abril de 2010

11/04/2010

Ouço vozes... ouço sons!
Ainda sei que não é real, mas está se tornando tão real e tão constante que estou quase aceitando que é real, somente real, racionalmente real!
Dizem coisas desconexas, frases soltas!
Nada faz sentido, a não ser o medo que produzem.
Quem são eles?
Que são vocês?
Ninguém me responde...
Por favor alguém pode me ouvir?
Estou cansada de ficar só escutando, também quero falar.
Tá?
Cadê você?
Ah, já sei! Era só minha imaginação.
Então será que o que eu vivia, vivo... é totalmente imaginário?
Que eco é esse que revolve a mente a se propagar pelo nada?
Há perguntas sem respostas... e nenhuma verdade absoluta enquanto vivemos nesse mundo de transições.
O que parece ser, não é! E o que é parece não ser.
Você acredita? Você sabe?
Duvido!?
Porque vivemos no mundo das dúvidas e as certezas são privilégio de uma vida que simplesmente não existe, só no nosso mundo imaginário, onde inventamos nossas convicções, anseios e projetamos o que queremos quando queremos e se queremos!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sexta 19/02

Os dias passaram rápido e já é sexta.
Tenho conversado bastante, pensado bastante e olhado as coisas de maneira diferente, quem sabe de uma maneira melhor.
Não tenho me sentido só, nem triste e nem alegre...
Apenas tenho vivido como que me recuperando: um dia de cada vez e to tentando não ter pressa porque se amanhã não existir o que importa é o hoje ou o ontem sei lá, mas vivemos bem.
A melhor coisa é ter feito quase tudo que quis e com quem eu quis e no final não descobri nada de novo e nem entendi o que é a vida...
Minhas teorias foram caindo uma a uma e simplesmente ando, sem pressa ou rumo em direção a um ponto final que certamente chegará, quando tiver que chegar!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Casualidades

Casualidades

Amanhece, anoitece, vinte e quatro horas passam voando ou se arrastando, dependendo do dia da semana, da nossa pressa, do nosso humor, do nosso dinheiro, de nossas expectativas.
Corremos, andamos, ficamos parados, sentamos, levantamos, deitamos, dormimos, sonhamos, acordamos e começa tudo outra vez!
Olhamos enxergando e enxergamos sem ver.
São tantas coisas diferentes, milhares de partículas de um universo construído todos os dias bem em nossa frente, mas tantos detalhes escapam de nossa percepção que amanhã, se olharmos para alguns deles, vamos acreditar que eles foram recém inventados sem saber que eles sempre existiram.
Pessoas passam cada uma com suas preocupações, com suas alegrias, suas tristezas, suas pressas, suas preguiças e cada uma delas é uma ilha, cercada de si mesmas por todos os lados, impenetráveis a esses estranhos que caminham ao seu lado pelas ruas cinzas das cidades.
De repente, no meio desse ritmo frenético, alucinado, ou calmo e preguiçoso, pessoas estabelecem contatos entre si, por segundos, minutos e jamais voltam a se encontrar.
No ponto de ônibus alguém olha para o relógio repetidas vezes, em gestos automáticos que remetem à pressa do cotidiano e aquela pessoa, com toda a sua pressa e inquietação já não cabe mais nela mesma e precisa se expandir, soltar para o mundo o seu grito de insatisfação e fala para a senhora que olha atentamente para as nuvens carregadas e semi-negras do céu, sobre o ônibus que tanto demora enquanto ela lhe fala sobre a chuva que está prestes a cair. De repente se vêem em um senso comum discutindo sobre o ônibus que pode os tirar dali.
Ela quer abrigo para a chuva que vem se anunciado agora por trovões, ele quer chegar ao compromisso marcado, sem atraso.
Naquele momento de pura concordância, parecem velhos amigos, mas apenas por alguns minutos mágicos, que permitem que confiem um no outro sem nunca terem se visto e com a alta probabilidade de que jamais se encontrarão ou, que se encontrarem novamente não terão esse momento místico e não se falarão novamente e nem se reconhecerão.
Casualidades...
O momento dele, o momento dela.
Cada um em sua ilha, cercados de si mesmos, conseguiram fundir suas porções de seres únicos e defenderem o interesse comum, sendo duas ilhas em uma só, num complexo e completo momento de desprendimento de si mesmos, olhando um ao outro, sendo o outro, se completando!
Apenas alguns minutos.
Quantas vezes isso já aconteceu com você?
Você já foi o universo de muitas pessoas nesses minutos breves e maravilhosos e muitas pessoas já fizeram parte de sua ilha.
Você sorriu para completos estranhos, que jamais reencontrou.
Você reclamou de muitas coisas que te aborreciam para pessoas que te ouviram como anjos numa oração, sem pedir nada em troca.
Você já riu de situações embaraçosas, com pessoas que não sabem nem ao menos seu nome.
Você já discutiu os preços altos com alguém que não entendia nada de economia, mas como você, achou que aquilo realmente estava caro.
E são tantos encontros como esses e ainda tantos outros diferentes, inusitados, quase acidentais que mostram o quão grande é seu espírito, o quanto ele pode viajar além dos limites de seus conceitos sobre falar sobre você e ser quem você realmente é.
Nesses momentos você é muito mais você do que jamais você será diante de seu melhor amigo, de sua família, de quem você ama e de qualquer pessoa que você julgue conhecer ou ache que conheça você.
Essas pessoas que casualmente cruzaram sua vida sabem mais de você do que todos as pessoas com quem você se relaciona normalmente, porque você consegue ser nesses momentos, puramente você, essencialmente você, sem fingimento, sem máscaras, sem nenhuma necessidade de provar coisa nenhuma.
E, no entanto, de tão importantes, essas pessoas duram apenas alguns minutos em sua vida, que geralmente são esquecidos.
Comece a reparar em cada encontro casual em sua vida e escreva sobre seus encontros, os detalhes, o que você pensava que roupa vestia o que realmente queria naquele momento e vai ter ótimas histórias sobre si mesmo para contar e vai ter o privilégio de conhecer um pouco mais sobre essa misteriosa ilha que você é.

sábado, 5 de setembro de 2009

Fim

Egoísta, um ser dono da verdade!
Apenas despercebida de uma realidade paralela que há muitos se revela, mas de mim se esconde e se desfaz sem que ao menos possa tomar consciência da sua veracidade.
Palavras ditas por meus lábios, são sofrimentos de uma cólera apaixonada, de um dom de se sentir incapaz e que dá ares de loucura aos que não convivem nos domínios de minha insana e tão cansada mente, que não conhecem meu submundo de sofrimentos.
Agoniante é o despertar do sono as mais das vezes, é não poder permitir ao corpo descanso eterno e ter que conviver com o mundo feio que se mostra lá fora.
Dominam-me lágrimas em todos os meus estranhos dias, sorrir é um dilema que inspira ares de falsidade quando o que se sente não é jamais alegria.
Mendigo, suplico migalhas de um amor superficial que ninguém doa e ainda sonho profundamente com um amor totalmente mágico e incondicional e talvez o portador dessa forma tão impar de amar não tenha nascido ou jamais se torne real, apenas fruto de meus desejos.
Beijo uma boca que jamais será minha, que se perdeu dominado pelo amor passado que repousa no coração daquele que jura que jamais amou e que ao despertar de sua inércia verá que seu amor ainda vive no passado, por mais que tente viver no presente, descobrirá que seu futuro já ficou para trás.
Mansamente me conjugo como verbos escritos no pretérito imperfeito, vivo subjugada como ser inferior que não consegue ascender acima do chão.
Passivamente, acolho humilhações de uma vida vazia, em que sucumbe o corpo por ser involuntário criador de uma nova vida para a qual não se dá a luz, que jamais nascerá nesse ventre vazio.
Perdeu-se o ânimo novamente, a luta que se devia travar, se transformou em rendição covarde.
Fuga de um desesperador viver, cansado e lastimoso.
Defeitos repetidos, não há conserto para o que não se estragou, simplesmente sempre foi e será o que se é. Nada se transforma, apenas acostumam-se nos enormes e infindáveis dias que ainda há de se contar.
Histórias sem fim de vidas cruzadas que se somam, fazem parte uma da outra sem jamais se completarem.
Sou apenas eu mais uma vez reclamando desse insuportável dever de ter que viver todos os dias sem poder fugir e sempre correndo o risco de dura punição.
Nada adianta não morrer hoje se a cada dia que passa morre a minha alma numa desgraça de tristezas e amarguras sem fim.
Angústias, angústias, cordas que me enforcam me levem para bem longe daqui!
Morte, contemple-me que minha vida já está muito gasta para ser necessário continuar.
Não há de se suportar de novo o amanhã que estacionou e não mais acontecerá, tudo se apaga, é o fim!
Graças a Deus, terminou...