segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Minhas Meninas

Elas me fascinam, eu sou feliz com elas e às vezes pareço até pertencer àquele mundo.
Incrivel como a gente adquire a capacidade de amar coisas que não são nossas, coisas que deveriam estar a km de distância de nós, mas ao contrário do que se espera, a obrigação se torna prazer.
É uma entrega tão grande, que não suga nada da alma, apenas acrescenta!
Entro lá com meu sono matinal habitual e quando saio, parece que carreguei minha energia com reservas para 100 anos.
Como isso é possível?
Não sei, pois para a maioria das pessoas que estão por lá comigo, tudo parece um enorme fardo, pesado, triste, ruim... E enquanto isso eu me divirto!
Sei que não sou referência para essas e nem outras coisas, tenho atestado de loucura, com ISO 9000 mas se isso for a minha loucura, espero que seja altamente contagioso.
A minha loucura tem sobrenome: Felicidade! e sim, sou uma louca feliz!
As minhas meninas me dão isso e a única coisa que passa a fazer sentido para mim é que elas estão lá com esse único propósito, me fazer feliz!
São minhas filhinhas lindas, que andaram tropeçando pelos caminhos da vida e cairam feio em abismos envoltos em crueldade reflexa, como um espelho onde elas se contemplaram tristemente em suas vidas de derrotas e essas verdades tivessem se transformado em ira, revolta, raiva, ou simplesmente cobiça... de dinheiro, de poder, de se inserir em uma sociedade onde a embalagem vale mais que o conteúdo.
Se perderam no caminho, foram na idéia errada, na fita errada, na cena errada!
CL Aparecida, toca naquele som o dia inteiro e eu vejo "as mina das quebrada", tentando se render às regras, em busca de uma liberdade que para elas sempre está tão longe, como se a vida delas se resumisse a esse momento ruim, de limitações, de sentenciamento, de exílio, de prisão.
Eu até tento entender, um dia passei passei por algo próximo a isso, mas sem a repressão ou a hostilidade que existe lá.
Foi um laboratório forçado de 16 dias, incluindo reclusão, roupas marcadas, horário para banho, sol, refeições... limites e mais limites!
Que coisa de doido, chorei compulsivamente todos os dias, mas nos últimos, em troca da liberdade, consenti a mim mesma o direito de parecer feliz e ganhei alta!
O processo delas é igual...
Difícil explicar, mas criam a expectativa de que se houver respeito às normas, a liberdade vem mais fácil e às vezes ela vem, mas normalmente ela demora, mas tem que vir para todas elas, independente de comportamento.
E cria-se a barreira do medo, medo de fazer a coisa errada e pagar por mais tempo.
Que sistema estranho... mas funciona e tem gente que sai de lá muito melhor do que entrou e tem gente que só piora!
Mas eu vou lá, dia sim, dia não e dou o melhor de mim, por prazer!
Faria até de graça talvez, se não precisasse de dinheiro para sobreviver.
Amo essa coisa de interação com o próximo e depois de 12 horas de trabalho, monto no meu amado verdinho e quem embarca comigo ve no meu rosto um sorriso estampado beirando o abobamento.
Mais um dia intenso, às vezes estressante, mas um dia em que eu fui feliz dando um pouco de mim para quem nunca teve nada ou quase nada.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vício

Estou muito inclinada a escrever sobre um tema que me fascina...
O vício, o prazer e a necessidade!
Acho que vou iniciar um laboratório sobre experiências com esses tópicos!
O homem vive numa busca constante pelo prazer, seja por prazer no conforto, dinheiro, amor, sexo, drogas e etc, numa vasta gama de coisas que passam a ser necessidade.
Essa necessidade se torna um vício, uma dependência e a maioria das pessoas nem se apercebe disso.
O amor é um dos melhores exemplos de vício, necessidade e prazer!
Dependência quase muda, que poucos percebem, mas que deveria ser vista com outros olhos!
Até o amor pode ser perigoso, sorte nossa que ele não pode ser comprado ou teríamos ainda mais crimes e roubos porque amor quase todo o mundo quer, não só sentir, mas receber!
Vou ver isso, projeto novo!
Boa semana

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vou bem, obrigada...

Eu...
Quem sou eu?
Perdi minha identidade, não sei quando e não sei porque...
O que eu queria para minha vida?
Quais eram meus sonhos?
Quais eram meus planos?
Não consigo me lembrar e nem saber onde me desviei do caminho
Mas hoje, pensando bem... eu não sou eu!
Não sei quando deixei de ser e quando passei a ser fruto daquilo que as pessoas esperavam que eu fosse...
Fruto de uma série de defeitos que as pessoas apontavam e eu repetidamente ia corrigindo, até me tornar uma pessoa sem identidade, sem vontade própria, vazia, triste, solitária! Até me mesclar com a paisagem e esperar que alguém me reparasse e dissesse "que bonitinha" e passasse, como se eu fosse simplesmente um objeto numa vitrine que as pessoas devessem olhar, enxergar, mas jamais tocar ou levar para casa!
Quem eu me tornei?
Não sei... sei as coisas que fiz que me trouxeram até aqui e sei o suficiente para desconfiar que talvez eu seja um monstro, talvez não... somente um objeto de argila que foi passando pelas mãos das pessoas que eu amei, um objeto que foi moldado pela vontade das pessoas que eu amei, as pessoas que eu julguei merecerem me transformar para que eu fosse melhor para elas!
E me transformei tanto que não sou capaz de me reconhecer...
O tempo passou, sem que eu olhasse para o espelho para ver no que estava me transformando e hoje vejo algo que não reconheço como "eu mesma".
Estranho...
Sempre as pessoas falando dos meus defeitos e eu sempre tentando transformá-los e transformei e não foi o suficiente!
O que as pessoas esperam de nós, não é que nos tornemos melhores... Puro engano: o que lhes dá prazer é falar de nossos defeitos e se julgarem melhores!
Aí um belo dia você percebe que você é infinitamente melhor do que aqueles que esfregaram o dedo na sua cara e que feriram intensamente sua alma dizendo que você não era o que elas queriam... que você era incapaz.
Você jamais foi incapaz... quem era incapaz eram eles!
E hoje eles continuam a viver na sua incapacidade de mudar, tristemente sem enxergar seus defeitos de tão ocupados que estão em olhar o defeito alheio, enquanto os deles crescem e os seus desapareceram, junto com sua identidade!
Você se perdeu de você mesma, porém no tempo que passou, você se transformou e está melhor do que jamais foi e o que realmente mudou hoje, é que não existem defeitos em você e você já não precisa mudar...
Não ter que mudar em absolutamente nada, lhe trouxe um pouco de vazio, pois você já não sabe para onde ir!
E estagnadamente, parou, acordou e resolveu fazer por eles o que fizeram por você!
Apontemos para os defeitos daqueles que um dia apontaram para você...
Nossa, como você é feio, como você se veste mal, como você fala errado, como você é inconveniente, como você ronca, como você tem mal hálito, como você fala, como você, você, você, você...
Enquanto eu, eu vou bem, obrigada!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Intrigada

Muitas coisas me intrigam nessa vida e acho mesmo que o homem tem uma natureza filosófica infinita de perguntas, dúvidas e tentativas repetitivas de explicações para os casos supostamente inexplicáveis e não cientificamente comprovados.
As coincidências, o destino, a sorte, o azar... Tudo sempre tão misturado, que não se pode peneirar nada para separar as partes e decifrá-las passo a passo.
Aliás, não sei o que é dar passos nessa vida, pois sempre tive uma fúria em viver, que ocasionalmente me faz correr, voar e me antecipar aos fins antes mesmo dos começos, tamanha a minha ansiedade, ou curiosidade em saber o que está lá no fim da linha.
Que linha?
A do tempo, a de pesca, de costura, da folha, do texto, do caderno, da luz...
Quanta falta de criatividade em inventar uma palavra que pode ser tantas coisas absurdamente diferente.
A mensagem de 01:50 am de 20/01/2012 me deixou tão intrigada, que não poderia dormir simplesmente antes de escrever sobre ela, mesmo com o efeito do Apraz tão evidente!
Você escrever pra uma pessoa e no mesmo momento a pessoa estar escrevendo pra você... Como é possível uma conexão tão enorme, mesmo com 120 km de obstáculos físicos, como se o pensamento voasse solto com a velocidade do meu desejo de responder àquela mensagem que tinha acabado de ler?
Não da para explicar o que aconteceu e nem porque aconteceu... mas aconteceu e isso só pode significar uma ligação tão imensa que nada pode separar e isso me deixa feliz e forte e segura para seguir adiante e acreditar que o amor é algo indestrutível.
Eu amo, eu amo, eu amo!
Amo você meu amor, amo viver, amo saber que estamos tão próximos em nossos pensamentos e que não se explicam essas coisas.
Vou dormir, a bateria do note vai acabar e que venha amanhã...
Ahhhhhhhhh como estou apaixonada...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Carta para Isa Bell

Expressar tudo o que sinto por você, me parece impossível
Assim como parece impossível expressar qualquer tipo de amor
Mesmo que eu achasse palavras perfeitas
Sei que não iria compreendê-las
Mas, seu olhar me acalma
Me faz feliz com o riso que ele expressa
Tens-me todos os dias, com sua gigante paciência
Com seu amor inesgotável
Jamais vi um sinal de tristeza ao me olhar
Jamais esperei um carinho seu que não viesse
Esteve pronta sempre
Ao acordar, ao me encontrar, ao dormir
Aninhou-se quantas vezes ao meu lado
Suportou quantas vezes meu mal humor
Nunca se queixou, parecia indiferente às coisas ruins
Briguei tantas vezes com você
E você parece que nunca compreendeu nenhuma delas
Seu amor é incondicional
Gostaria de emprestar seu caráter a todos no mundo
Gostaria de aprender um pouco da sua paciência
Desse seu dom de esquecer tudo
De não se entristecer, de não se zangar
Te desejo uma vida longa,
Pois a felicidade já faz parte de você
E és para mim o ser mais perfeito que Deus criou.
Te amo!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Acordei...

Sabe aquela história de que quando você vai morrer, toda a sua vida passa pela frente...
É fato, acontece mesmo!
E isso acontece na morte de tudo, da vida em si, da esperança, dos sonhos!
Essa semana, meus sonhos ficaram gravemente doentes, achei que eles iriam realmente morrer!
Vi toda minha vida passar pela minha frente, cada passo que me trouxe até onde eu estou e lamentei saber que tudo aquilo que eu construí, poderia simplesmente acabar, mudar drasticamente e senti um pavor tão grande, que deve ser o mesmo pavor que a pessoa sente quando se depara com a morte física do corpo.
Fiz um balanço de tudo o que eu perderia e descobri que estou bem assim, como estou e na minha vida não preciso mais de nada do que aquilo que gentilmente o mundo me cedeu.
Por muito tempo achei que faltava algo, que eu devia alguma coisa a mim mesma e quando me deparei com a chance de viver o que eu achava que faltava, percebi que não é para mim e me acovardei de tamanha maneira, que achei que a coisa toda terminaria ali.
Então, tratei de escolher viver...
E viver bem, com tudo ou com nada, com muito ou com pouco.
E se hoje não deu pra ser feliz, que eu possa viver o amanhã para correr atrás do prejuízo!
Assim Seja

terça-feira, 18 de maio de 2010

O estranho mês de maio...

Meu mês!
O que eu nasci, o que eu comemoro mais um ano de vida, o que eu comemoro minha deliciosa maternidade, o que tem um clima que eu gosto, friozinho, veranico, friozinho...
Surpresas reveladas nesse mes que para mim é tão especial, que antes que ele terminasse, não poderia eu deixar de escrever sobre as coisas estranhas que aconteceram.
Meu aniversário foi comemorado por quase uma semana... festa, festa, festa e despedida, afinal cirurgia marcada e um mundo de privações pela frente então melhor fazer tudo o que você pode, enquanto pode!!!
E realmente eu fiz tudo, mas tudo mesmo e me diverti muito (como sempre aliás).
Dia 17, tudo certo! Sai de casa, passa no banco, vai para o hospital, pega acesso e espera, espera e o tempo podia ter sido generoso, para me dar tempo... Mas as horas voaram e antes das 16:00 lá ia eu num misto de pavor e alegria numa maca andando pelos corredores sempre frios, comum nos hospitais.
Entro no centro cirurgico e la vamos nós: colocar a tal meia minúscula nessas pernas carnudas, que dificuldade... e também, é só disso que me lembro e quem sabe de respirar numa máscara, se bem que disso não tenho certeza rs!
Dor... sensação de ter uma ferida aberta gigante em mim! Essa é a minha próxima lebrança, que veio acompanhada de morfina, sono e imagens distorcidas que não me lembro... não tenho noção das horas.
De repente ouço meu celular, acho que acordo, devia estar dormindo...
Minha irmã atende, parece nervosa, ouço nomes muito familiares e ela me conta o que aconteceu, um acidente, uma pessoa muito especial no hospital (o mesmo que eu estou). Dito com a voz cambaleante, um número de telefone e fico agitada, mas logo volto ao meu sono, vencida pelo efeito dos medicamentos.
Passo a noite com uma espécie de falta de ar, me afogo segudas vezes e isso aumenta a dor.
Amanhece, prontamente pergunto detalhes do telefonema, achava que poderia ser apenas sonho e não era.
Fico angustiada e nada posso fazer, aprisionada pelos dois litros de soro que pingam incesante e calmamente.
É minha irmã quem vai vê-lo e traz informações, volta preocupada, quase transtornada o que só me deixa mais aflita.
Vem o irmão dele e me conta também o que está se passando e minha mente começa a montar um cenário de falta de lembranças tão preciosas como filho e pai.
Quarta, finalmente posso vê-lo, ele vai até meu quarto e ainda fico preocupada, mesmo sabendo que ele me reconheceu, temo por ele, pela família, pelos problemas.
Quinta-feira, já posso me alimentar, sinto muita sede, meus lábios partem, sinto menos dor, acho que amanhã recebo alta.