Eu tinha uma crença, mas às vezes ela vai se despedaçando, perdendo a forma, a razão, se amiudando, que acho por vezes que vai acabar sumindo de tanto que já desapareceu de mim.Acreditava na ação e reação, de vidas, outras vidas antes dessa, de somas de carmas, pecados, erros, maldades.
Achava que tudo era uma questão de dívidas ou bônus, que tudo isso era necessário para nossa melhora como pessoas, como espíritos, que era tudo uma questaão de evolução ou (des)evolução.
Justificava todos os fardos nessa crença, as coisas realmente faziam sentido e a morte era algo tão natural, que nunca chegou a me incomodar demais.
Pouco chorei pelas pessoas que se foram, pois, acreditava que elas estavam aqui próximas a nós, separadas apenas por uma cortina que lhes tornava invisível.
E era tão bom acreditar, ter o conforto de saber que bastava fazer o bem para ser um pouco mais feliz, mesmo sabendo que a felicidade não era deste mundo, e que aqui só havia expiação, sofrimentos, provas e que para caminhar por esse vale chamado vida, bastava você ter paciência, caridade e ser capaz de perdoar.
Agora eu vejo as coisas por ângulos diferentes, mesmo sabendo que cada um tem uma carga a carregar, as coisas não me parecem mais injustas do que eram antes.
Vejo pessoas maravilhosas partindo, vejo um mundo ficando cada dia mais feio, pessoas fazendo o mal a toda hora e não me identifico nessa miscelânia de desajustes que o mundo se tornou.
Sou a própria imperfeição, tenho plena consciência disso, mas não me vejo fazendo mal algum para as pessoas. Claro que já fiz muitas coisas erradas, estou longe de ser santa, mas não estou sofrendo... por nada que possa ter feito de pior nessa vida.
O que tem me feito mergulhar em profundos questionamentos, é ver pessoas tão inocentes, com fardos tão pesados para carregar.
Acreditava que elas traziam suas dívidas de outras vidas, mas como sofrem tanto se nessa vida só fizeram o bem?
Eu sei que existem muitas respostas, baseadas na minha crença. Uma das que melhor se encaixa é o fato da família sofrer por aquela pessoa, um teste de tolerância, paciência, amor... pessoas que vieram apenas para serem amadas, unirem lares, darem força, colocarem luz e esperança no caminho dos descrentes.
Mas mesmo assim, penso e não paro de pensar: Sacrifica-se uma vida, tortura-se uma criança, uma família inteira é levada a exaustão, acodem-se na fé, acreditam na cura, que coisa...
Essa cura eu também quero, uma cura milagrosa, que não deixe sequelas, uma vitória gloriosa!
Mas temo muito que ela não aconteça e então, essas pessoas que estão sendo expostas a uma prova tão cruel, se tornarão melhores? O que elas aprenderão além da dor?
Temo que essas pessoas se afastem de Deus, que desacreditem em todas as suas convicções, pois creio que não haveria justiça em uma luta tão dolorosa, que culmine em derrota para todos os lados.
Eu quero acreditar que possa existir algum bem em toda essa circunstância, mas está difícil, isso porque tudo está se passando longe de mim...
Minha amiga querida, já conversei um milhão de vezes com você e nunca acho uma palavra sequer que consiga fazer você se sentir melhor, menos impotente e menos decepcionada com a vida.
Tento dar algum tipo de consolo nessa situação em que vocês estão envolvidos, não quero eu também perder a fé, mas confesso, já estou achando difícil e estou quase concordando com as suas palavras...
Você me disse que não dava para acreditar que exista um ser onipotente, onisciente que deixasse uma criança inocente sofrer a esse ponto... e eu te disse que para tudo existia uma razão.
Me lembro que você respondeu que não tinha razão e era completamente injusto.
Verdade, hoje eu concordo muito com essa injustiça, mas prefiro me apegar no pouco que resta de minha fé e acreditar que nenhuma vida foi colocada nesse mundo em vão e que as coisas tem sim uma razão, que tudo o que passamos aqui é para tocar no coração de alguém e hoje, mesmo com quase nada de fé eu vejo a Thaís dando um imenso exemplo de vida nessa luta diária que ela está travando, penso que tudo isso não é a toa!!!
Não pode ser, não deve ser... em mim ela toca muito forte e há dias que eu penso nela sem parar, uma coisa que grudou na minha mente, já escrevi sobre ela em posts anteriores, pois graças a ela, tenho visto muito mais sentido na vida!
Tenho uma enorme vergonha de ter fraquejado tantas vezes, em ter pensado em desistir por coisas tão pequenas, por problemas que eu mesma criei, pela minha covardia, enquanto ela briga com um monstro gigante todos os dias, sem armas, apenas com a coragem e a vontade de viver que o tal Deus deu de presente a ela.
Assim como ela toca no meu coração, eu que estou aqui longe, imagine quanto de bem que ela faz para quem a conhece, quem sabe das batalhas dela?
Não amiga, não é em vão, ainda que seja muito injusto, tem sim uma grande razão para tudo isso.
Parece egoísmo, mas sim, o mundo é egoísta, ninguém quer perder jamais, não adimitimos perder nada nem ninguém, mas estamos num mundo de muitas perdas, só o que não podemos perder é a vontade de lutar, de viver e nisso, sua irmã está sendo exemplo.
Pense nisso, amo muito você, sei do seu grande medo e acredito que infelizmente seus temores estão certos.
Saiba que estou aqui, que posso também estar aí no momento que precisar, mas saiba dar adeus e guardar nesse seu coração tudo de melhor que ela te deu...
Sem revoltas, sem raivas, sem mágoas, deixa apenas a tristeza da saudade, o lamento por não poder mudar as coisas, mas tenha certeza: tudo isso não foi, não é e nem será em vão!
Achava que tudo era uma questão de dívidas ou bônus, que tudo isso era necessário para nossa melhora como pessoas, como espíritos, que era tudo uma questaão de evolução ou (des)evolução.
Justificava todos os fardos nessa crença, as coisas realmente faziam sentido e a morte era algo tão natural, que nunca chegou a me incomodar demais.
Pouco chorei pelas pessoas que se foram, pois, acreditava que elas estavam aqui próximas a nós, separadas apenas por uma cortina que lhes tornava invisível.
E era tão bom acreditar, ter o conforto de saber que bastava fazer o bem para ser um pouco mais feliz, mesmo sabendo que a felicidade não era deste mundo, e que aqui só havia expiação, sofrimentos, provas e que para caminhar por esse vale chamado vida, bastava você ter paciência, caridade e ser capaz de perdoar.
Agora eu vejo as coisas por ângulos diferentes, mesmo sabendo que cada um tem uma carga a carregar, as coisas não me parecem mais injustas do que eram antes.
Vejo pessoas maravilhosas partindo, vejo um mundo ficando cada dia mais feio, pessoas fazendo o mal a toda hora e não me identifico nessa miscelânia de desajustes que o mundo se tornou.
Sou a própria imperfeição, tenho plena consciência disso, mas não me vejo fazendo mal algum para as pessoas. Claro que já fiz muitas coisas erradas, estou longe de ser santa, mas não estou sofrendo... por nada que possa ter feito de pior nessa vida.
O que tem me feito mergulhar em profundos questionamentos, é ver pessoas tão inocentes, com fardos tão pesados para carregar.
Acreditava que elas traziam suas dívidas de outras vidas, mas como sofrem tanto se nessa vida só fizeram o bem?
Eu sei que existem muitas respostas, baseadas na minha crença. Uma das que melhor se encaixa é o fato da família sofrer por aquela pessoa, um teste de tolerância, paciência, amor... pessoas que vieram apenas para serem amadas, unirem lares, darem força, colocarem luz e esperança no caminho dos descrentes.
Mas mesmo assim, penso e não paro de pensar: Sacrifica-se uma vida, tortura-se uma criança, uma família inteira é levada a exaustão, acodem-se na fé, acreditam na cura, que coisa...
Essa cura eu também quero, uma cura milagrosa, que não deixe sequelas, uma vitória gloriosa!
Mas temo muito que ela não aconteça e então, essas pessoas que estão sendo expostas a uma prova tão cruel, se tornarão melhores? O que elas aprenderão além da dor?
Temo que essas pessoas se afastem de Deus, que desacreditem em todas as suas convicções, pois creio que não haveria justiça em uma luta tão dolorosa, que culmine em derrota para todos os lados.
Eu quero acreditar que possa existir algum bem em toda essa circunstância, mas está difícil, isso porque tudo está se passando longe de mim...
Minha amiga querida, já conversei um milhão de vezes com você e nunca acho uma palavra sequer que consiga fazer você se sentir melhor, menos impotente e menos decepcionada com a vida.
Tento dar algum tipo de consolo nessa situação em que vocês estão envolvidos, não quero eu também perder a fé, mas confesso, já estou achando difícil e estou quase concordando com as suas palavras...
Você me disse que não dava para acreditar que exista um ser onipotente, onisciente que deixasse uma criança inocente sofrer a esse ponto... e eu te disse que para tudo existia uma razão.
Me lembro que você respondeu que não tinha razão e era completamente injusto.
Verdade, hoje eu concordo muito com essa injustiça, mas prefiro me apegar no pouco que resta de minha fé e acreditar que nenhuma vida foi colocada nesse mundo em vão e que as coisas tem sim uma razão, que tudo o que passamos aqui é para tocar no coração de alguém e hoje, mesmo com quase nada de fé eu vejo a Thaís dando um imenso exemplo de vida nessa luta diária que ela está travando, penso que tudo isso não é a toa!!!
Não pode ser, não deve ser... em mim ela toca muito forte e há dias que eu penso nela sem parar, uma coisa que grudou na minha mente, já escrevi sobre ela em posts anteriores, pois graças a ela, tenho visto muito mais sentido na vida!
Tenho uma enorme vergonha de ter fraquejado tantas vezes, em ter pensado em desistir por coisas tão pequenas, por problemas que eu mesma criei, pela minha covardia, enquanto ela briga com um monstro gigante todos os dias, sem armas, apenas com a coragem e a vontade de viver que o tal Deus deu de presente a ela.
Assim como ela toca no meu coração, eu que estou aqui longe, imagine quanto de bem que ela faz para quem a conhece, quem sabe das batalhas dela?
Não amiga, não é em vão, ainda que seja muito injusto, tem sim uma grande razão para tudo isso.
Parece egoísmo, mas sim, o mundo é egoísta, ninguém quer perder jamais, não adimitimos perder nada nem ninguém, mas estamos num mundo de muitas perdas, só o que não podemos perder é a vontade de lutar, de viver e nisso, sua irmã está sendo exemplo.
Pense nisso, amo muito você, sei do seu grande medo e acredito que infelizmente seus temores estão certos.
Saiba que estou aqui, que posso também estar aí no momento que precisar, mas saiba dar adeus e guardar nesse seu coração tudo de melhor que ela te deu...
Sem revoltas, sem raivas, sem mágoas, deixa apenas a tristeza da saudade, o lamento por não poder mudar as coisas, mas tenha certeza: tudo isso não foi, não é e nem será em vão!