Essa sensação de estar dormindo quando se está acordada é no mínimo desconfortável.
Você sabe que daqui a uma hora terá que estar em pé, começando a se produzir para mais um longo e exaustivo dia de trabalho. A hora que você mais precisa desligar, o botãozinho de off não responde!
Pronto... A máquina travou!!!
Não desliga, mas também não está totalmente ligada.
Começa a se habitar um mundo paralelo de reflexos, luzes, sombras, movimentos, confusão, medo, angústia, inquietamento, morbidez.
Um mundo onde você vaga entre o real e pequenas faíscas de insanidade, em piscar de olhos onde imagens confusas passam flutuantes entre o globo ocular e a pálpebra, quando estranhamente aquilo só está em seu cérebro!
Ele produz sensações involuntárias de defesa e cada pequeno ruído ao redor, se transforma em grande, enorme e instala um pronto sinal de alerta!
Aí o que já não desligava, acaba ligando mais e mais e mais...
Os ponteiros do relógio, que passaram todas as horas do dia invisíveis, agora parecem enormes, pesados, se arrastam num som incessante que a cada segundo faz tic, tic, tac, tac ou tic e depois tac... Tanto faz!
Agora 04:21 e eles não param de se mover, porém cada segundo parece demorar um minuto e cada minuto uma hora e cada hora, um dia e esse dia, é daqueles que parece que nunca vai acabar!
Uma frase, dois minutos!
Teriam meus olhos se fechado ou apenas minha mente se distraído?
Não adianta, agora não vai dar mais mesmo, interessante essa coisa de pensar..
Pensar faz a gente viajar, numa viagem tranquila, onde podemos ser e estar onde a gente quiser, por exemplo: agora estou do lado de uma pessoa muito especial, que por acaso está dormindo.
Eu vejo seu corpo, sua aura, ouço o som de sua respiração, mas não estou aqui, nem estou lá!
As coisas estão estranhas...
Parece que a qualquer momento alguém vai gritar "buuuuuuu" ou rir pra me dizer que é só primeiro de abril e que não é verdade, estou dormindo.
Será que estou?
Eu não me lembro das coisas, muitos acontecimentos tem se perdido de mim e apenas sei que foi real por testemunhos de pessoas.
Horas inteiras foram suprimidas, apagadas, deletadas, arrancadas da memória e não sei porque!
Ai essa dor de cabeça que anda incomodando. Deve ser de forçar para achar o que se perdeu e a vista não avista nada!
A TV do vizinho parece que está na minha sala, mas isso eu disse quando estava no quarto e agora que eu estou na sala a TV parece que está no vizinho.
Fato curioso esse...
Então... são 04:32 e perdi a conta de quanto tempo faz que eu mencionei o tempo e ele passou e nem sei se rápido ou devagar!
Divagar, adoro divagar, devagar num vagão... Ói, ói o trem, cuidado!
Aquela piadinha...
O maquinista de um trem a 60 Km por hora avista uma vaca a 5 metros de distância e buzina.
Calcule!
(Nessa hora você pergunta: - Calcule o que?)
O susto da vaca...
Me lembrei do meu pai, essa era das dele.
Oba... 04:35!
Vou deixar o blá, blá, blá e vou tomar o meu café da manhã!
Ai que fome, bom dia!!!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Adolescência
Não lembro o ano, mas era na adolescência.
Eu tinha uma agenda, que funcionava como um diário com recordações quase vivas: papelzinho de bala, bilhete de entrada pra show, palito de sorvete, bilhetinho de amigas e “amigos” eventualmente e todo tipo de material que fizesse parte do dia, fosse especial e coubesse na dita agenda.
As mais gordas eram as mais legas e… estava obviamente, NA MODA.
Eu sempre fui um pouco avessa as convencionalidades mundanas, mas vez ou outra deixava me seduzir pelo argumento funcionalidade e a tal agenda diário era útil.
Vá lá que a minha não era gorda, mas tinha, ao contrário das outras, conteúdo. Escrever sempre foi algo que me trouxe prazer, mesmo lembrando da professora que me ensinou a escrever brigando comigo porque “F” não era “FE”, mas convenhamos: era tão parecido, precisava brigar com o bebezinho de 7 anos?
Nessa agenda, que Deus a tenha, apesar que eu mesma gostaria de tê-la como tudo que se vai e a gente sente falta, tinha na capa, em letras garrafais escrito “I didn’t ask to be born” uma menção a música do Sepultura “Dead Embryonic Cells” e a frasezinha que eu lembro vez ou outra quer dizer: “Eu não pedi pra nascer” e não pedi mesmo! E se me perguntassem hoje numa dessas estações tipo “céu” onde a gente fica no gancho esperando pra nascer, eu provavelmente ainda não ia pedir pra vir pra essa tal de Terra.
Graças a internet, fiz uma pequena lição de casa que há tempos gostaria de fazer e pesquisei a música, que tem uma tradução muito verdadeira ainda nos dias de hoje.
O disco, que também foi lançado em CD é de 1991 “Arise”, excelente trabalho do Sepultura, vale a pena ouvir e pra quem quiser, dar uma olhada na tradução da minha música com a frase que me acompanha até hoje (20 anos após) http://letras.terra.com.br/sepultura/80392/traducao.html
Com essa lição de casa, consegui me localizar no tempo espaço, o ano era 1991 e eu estava no terceiro ano do odioso Magistério.
Foi nesse ano que eu fiz minha carteira de identidade que durou 19 anos e perdeu-se na véspera do natal de 2010 no trajeto entre o mercado e o Fórum, onde fui levar um processinho montado por um colega de trabalho pra tentar ganhar uma grana de um banco que me fazia 20 ligações por dia para me cobrar uma coisa que eu já havia pago, me acordando com a maior cara de pau antes das 8:00 da manhã, de segunda a segunda, acabando com o meu já não tão ótimo humor e destruindo meu sono embelezador.
Resultado, perdi a identidade literalmente e em todos os sentidos.
O RG foi hilário, porque eu tinha raspado o cabelo… é você leu direitinho “raspado o cabelo” e tava o demônio em pessoa.
A sorte que tenho fotos desse momento zen em que eu fiquei parecida com Buda e como diria uma pessoa que conheço muito - Agora só falta jogar moedinhas…
Ahh vai lá, vou deixar esse momento mico acontecer e postar a foto, afinal, quem nunca teve um surto psicótico e resolveu ficar careca no auge dos seus 120 kg???
Para o bem da humanidade meu cabelo cresceu e eu emagreci, tudo ao mesmo tempo, e valeu a pena, fiquei bemmmm melhor, mas isso já é um outro assunto né?
A vida se transformou muito nesses anos, ao invés de agenda gorda, hoje eu tenho blog, hotmail, facebook e até tumblr.
O importante é que continuo escrevendo, em partes é um monte de asneira, mas tem dias que sai coisa que preste lá do fundo do coração, como no Pseudo Neura o blog mais depressivo do mundo de uma neurótica (eu, caso tenha dúvida) que reflete sobre conflitos existênciais e transforma até parede em poesia…
Menina xonada, desiludida, triste, feliz, realizada, decepcionada, enfim HUMANA, como todo ser dito racional, sou humana do tipo “ser humano” que as vezes se esquece de SER e finge que não é um bichinho totalmente instintivo, mesmo sendo!
É baby, somos animais.
Veja seu cachorro ou gato e entenda: você não é melhor que ele, ele é melhor que você e sempre está com cara de feliz abanando o rabinho e te cobrindo de mimos (exclua-se aqui pitbulls, rottweilers e outros cães anti-sociais de qualquer raça, credo ou cor).
Aprendi que na vida nada é regra, tudo é excessão.
Mas é divertido viver quando você sabe olhar pra trás e rir dos tombos que você caiu, sem lembrar da dor que você sentiu!
E o bom mesmo é caminhar olhando pra frente, sem se preocupar muito com o que ficou. Se você caminhar olhando sempre para trás, vai fatalmente tropeçar em algo que não está vendo, e vai cair e vai se machucar e vai ficar parado pela beira do caminho enquanto o mundo inteiro avança e só você fica ali parado, tentando se curar por não ter tido a simples precaução de se certificar que estava vivendo o presente, pra poder pegar um bônus no futuro…
Ficou lá, olhando pra passado, que passou e não volta jamais (feliz ou infelizmente)!!!
Eu tinha uma agenda, que funcionava como um diário com recordações quase vivas: papelzinho de bala, bilhete de entrada pra show, palito de sorvete, bilhetinho de amigas e “amigos” eventualmente e todo tipo de material que fizesse parte do dia, fosse especial e coubesse na dita agenda.
As mais gordas eram as mais legas e… estava obviamente, NA MODA.
Eu sempre fui um pouco avessa as convencionalidades mundanas, mas vez ou outra deixava me seduzir pelo argumento funcionalidade e a tal agenda diário era útil.
Vá lá que a minha não era gorda, mas tinha, ao contrário das outras, conteúdo. Escrever sempre foi algo que me trouxe prazer, mesmo lembrando da professora que me ensinou a escrever brigando comigo porque “F” não era “FE”, mas convenhamos: era tão parecido, precisava brigar com o bebezinho de 7 anos?
Nessa agenda, que Deus a tenha, apesar que eu mesma gostaria de tê-la como tudo que se vai e a gente sente falta, tinha na capa, em letras garrafais escrito “I didn’t ask to be born” uma menção a música do Sepultura “Dead Embryonic Cells” e a frasezinha que eu lembro vez ou outra quer dizer: “Eu não pedi pra nascer” e não pedi mesmo! E se me perguntassem hoje numa dessas estações tipo “céu” onde a gente fica no gancho esperando pra nascer, eu provavelmente ainda não ia pedir pra vir pra essa tal de Terra.
Graças a internet, fiz uma pequena lição de casa que há tempos gostaria de fazer e pesquisei a música, que tem uma tradução muito verdadeira ainda nos dias de hoje.
O disco, que também foi lançado em CD é de 1991 “Arise”, excelente trabalho do Sepultura, vale a pena ouvir e pra quem quiser, dar uma olhada na tradução da minha música com a frase que me acompanha até hoje (20 anos após) http://letras.terra.com.br/sepultura/80392/traducao.html
Com essa lição de casa, consegui me localizar no tempo espaço, o ano era 1991 e eu estava no terceiro ano do odioso Magistério.
Foi nesse ano que eu fiz minha carteira de identidade que durou 19 anos e perdeu-se na véspera do natal de 2010 no trajeto entre o mercado e o Fórum, onde fui levar um processinho montado por um colega de trabalho pra tentar ganhar uma grana de um banco que me fazia 20 ligações por dia para me cobrar uma coisa que eu já havia pago, me acordando com a maior cara de pau antes das 8:00 da manhã, de segunda a segunda, acabando com o meu já não tão ótimo humor e destruindo meu sono embelezador.
Resultado, perdi a identidade literalmente e em todos os sentidos.
O RG foi hilário, porque eu tinha raspado o cabelo… é você leu direitinho “raspado o cabelo” e tava o demônio em pessoa.
A sorte que tenho fotos desse momento zen em que eu fiquei parecida com Buda e como diria uma pessoa que conheço muito - Agora só falta jogar moedinhas…
Ahh vai lá, vou deixar esse momento mico acontecer e postar a foto, afinal, quem nunca teve um surto psicótico e resolveu ficar careca no auge dos seus 120 kg???
Para o bem da humanidade meu cabelo cresceu e eu emagreci, tudo ao mesmo tempo, e valeu a pena, fiquei bemmmm melhor, mas isso já é um outro assunto né?
A vida se transformou muito nesses anos, ao invés de agenda gorda, hoje eu tenho blog, hotmail, facebook e até tumblr.
O importante é que continuo escrevendo, em partes é um monte de asneira, mas tem dias que sai coisa que preste lá do fundo do coração, como no Pseudo Neura o blog mais depressivo do mundo de uma neurótica (eu, caso tenha dúvida) que reflete sobre conflitos existênciais e transforma até parede em poesia…
Menina xonada, desiludida, triste, feliz, realizada, decepcionada, enfim HUMANA, como todo ser dito racional, sou humana do tipo “ser humano” que as vezes se esquece de SER e finge que não é um bichinho totalmente instintivo, mesmo sendo!
É baby, somos animais.
Veja seu cachorro ou gato e entenda: você não é melhor que ele, ele é melhor que você e sempre está com cara de feliz abanando o rabinho e te cobrindo de mimos (exclua-se aqui pitbulls, rottweilers e outros cães anti-sociais de qualquer raça, credo ou cor).
Aprendi que na vida nada é regra, tudo é excessão.
Mas é divertido viver quando você sabe olhar pra trás e rir dos tombos que você caiu, sem lembrar da dor que você sentiu!
E o bom mesmo é caminhar olhando pra frente, sem se preocupar muito com o que ficou. Se você caminhar olhando sempre para trás, vai fatalmente tropeçar em algo que não está vendo, e vai cair e vai se machucar e vai ficar parado pela beira do caminho enquanto o mundo inteiro avança e só você fica ali parado, tentando se curar por não ter tido a simples precaução de se certificar que estava vivendo o presente, pra poder pegar um bônus no futuro…
Ficou lá, olhando pra passado, que passou e não volta jamais (feliz ou infelizmente)!!!
domingo, 19 de fevereiro de 2012
A Morte!
Bom dia!
Ontem eu cruzei com a morte, ela olhou para mim e me desafiou em tom de absoluta ironia e intimidação.
Senti uma repulsa imediata, uma raiva e uma vontade instantânea de desafiá-la.
Reparei que ela levava consigo uma bolsa e então simplesmente me calei, pois não sabia que armas ela tinha ali dentro.
Eu estava simplesmente sentada, no meu percurso habitual de final de trabalho, me dirigindo para casa.
Não tinha nenhuma preocupação a não ser a de chegar ao meu destino.
Minha cabeça não estava pensando em nada, estava tranquila e até feliz.
Então ela chegou ali, sentou quase ao meu lado, só que no banco de trás.
Senti um cheiro estranho e olhei para ela!
Vi um rosto quase desfigurado e muito hostil.
Olhei mais fixamente, pois aquilo foi no mínimo curioso.
Foi quando ela se irritou!
Acho que as pessoas não encaram a morte de frente normalmente, e eu o fiz!
Ela olhou com ira e me disse: - O que que você ta olhando?
Desviei o olhar, senti um frio percorrer minha alma.
Pensei comigo mesma: "Quem ela pensa que é pra falar assim?"
Olhei novamente... Com um olhar de ironia acrescido de deboche e provocação
E ela: - Que que foi moça?
Foi nesse momento que olhei a bolsa...
Ainda pensei por alguns instantes em responder algo, mas fiquei com medo que ela pudesse usar alguma coisa daquela "bolsa".
Uma arma, seu cajado, o que quer que fosse, eu sairia perdendo.
De repente, um moço vai e senta ao lado dela!
Eu fiquei surpresa, jamais me sentaria ao lado da morte. Afinal, no meu caso, foi ela que sentou próxima a mim.
O rapaz ficou exatos 20 segundos, muito inquieto, até que levantou e foi para o outro extremo, bem longe e sentou-se!
Não devia ser a hora dele!
Mas e a minha?
Fiquei ansiosa, esperando o golpe.
Olhei milhares de vezes de canto de olho.
Que figura amedrontadora, uma pele que parecia um misto de podridão, decomposição, olhos de ira, desprezo, raiva e ausência de sentimentos.
Cabelos ensebados, um suor oleoso na face...
Não me senti intimidada. Muito pelo contrário, senti curiosidade, vontade de desafio!
Mas simplesmente me calei...
Foi isso que a dcepcionou!
Não fiz nada, apenas a aceitei e fiquei esperando o momento.
Mas ela deve me conhecer bem e saber que eu sou um inimigo difícil e a altura.
Para ela, senhora de todas as vidas ceifadas, não teria graça levar alguém como eu, sem ao menos lutar.
Quando eu prendi a atenção em alguma outra coisa, ela entendeu que eu não estava sequer preocupada com ela.
Deu o sinal, levantou... ainda me olhou mais uma vez e desembarcou!
Aí estando ela um pouco mais longe, encarei desafiadora aquele rosto sombrio e esperei ainda que ela falasse algo!
Ia ser agora... Só podia ser!!!
Pegou uma coisa na bolsa, levou à boca e bebeu algo, uma bebida que deveria se chamar derrota!
E eu venci a morte numa batalha silenciosa, continuei no meu caminho e cheguei em casa mais um dia sã e salva para viver ainda mais intensamente, com mais vontade, nem que seja para provocar a Dona Morte e provar para ela, que só vai me vencer quando eu estiver pronta para ir e com certeza, não é agora!!!
Ontem eu cruzei com a morte, ela olhou para mim e me desafiou em tom de absoluta ironia e intimidação.
Senti uma repulsa imediata, uma raiva e uma vontade instantânea de desafiá-la.
Reparei que ela levava consigo uma bolsa e então simplesmente me calei, pois não sabia que armas ela tinha ali dentro.
Eu estava simplesmente sentada, no meu percurso habitual de final de trabalho, me dirigindo para casa.
Não tinha nenhuma preocupação a não ser a de chegar ao meu destino.
Minha cabeça não estava pensando em nada, estava tranquila e até feliz.
Então ela chegou ali, sentou quase ao meu lado, só que no banco de trás.
Senti um cheiro estranho e olhei para ela!
Vi um rosto quase desfigurado e muito hostil.
Olhei mais fixamente, pois aquilo foi no mínimo curioso.
Foi quando ela se irritou!
Acho que as pessoas não encaram a morte de frente normalmente, e eu o fiz!
Ela olhou com ira e me disse: - O que que você ta olhando?
Desviei o olhar, senti um frio percorrer minha alma.
Pensei comigo mesma: "Quem ela pensa que é pra falar assim?"
Olhei novamente... Com um olhar de ironia acrescido de deboche e provocação
E ela: - Que que foi moça?
Foi nesse momento que olhei a bolsa...
Ainda pensei por alguns instantes em responder algo, mas fiquei com medo que ela pudesse usar alguma coisa daquela "bolsa".
Uma arma, seu cajado, o que quer que fosse, eu sairia perdendo.
De repente, um moço vai e senta ao lado dela!
Eu fiquei surpresa, jamais me sentaria ao lado da morte. Afinal, no meu caso, foi ela que sentou próxima a mim.
O rapaz ficou exatos 20 segundos, muito inquieto, até que levantou e foi para o outro extremo, bem longe e sentou-se!
Não devia ser a hora dele!
Mas e a minha?
Fiquei ansiosa, esperando o golpe.
Olhei milhares de vezes de canto de olho.
Que figura amedrontadora, uma pele que parecia um misto de podridão, decomposição, olhos de ira, desprezo, raiva e ausência de sentimentos.
Cabelos ensebados, um suor oleoso na face...
Não me senti intimidada. Muito pelo contrário, senti curiosidade, vontade de desafio!
Mas simplesmente me calei...
Foi isso que a dcepcionou!
Não fiz nada, apenas a aceitei e fiquei esperando o momento.
Mas ela deve me conhecer bem e saber que eu sou um inimigo difícil e a altura.
Para ela, senhora de todas as vidas ceifadas, não teria graça levar alguém como eu, sem ao menos lutar.
Quando eu prendi a atenção em alguma outra coisa, ela entendeu que eu não estava sequer preocupada com ela.
Deu o sinal, levantou... ainda me olhou mais uma vez e desembarcou!
Aí estando ela um pouco mais longe, encarei desafiadora aquele rosto sombrio e esperei ainda que ela falasse algo!
Ia ser agora... Só podia ser!!!
Pegou uma coisa na bolsa, levou à boca e bebeu algo, uma bebida que deveria se chamar derrota!
E eu venci a morte numa batalha silenciosa, continuei no meu caminho e cheguei em casa mais um dia sã e salva para viver ainda mais intensamente, com mais vontade, nem que seja para provocar a Dona Morte e provar para ela, que só vai me vencer quando eu estiver pronta para ir e com certeza, não é agora!!!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
16 fevereiro 2012
Interpretação...
As pessoas tem uma estranha tendência a interpretar as coisas de acordo com seus sentimentos, sem nenhuma consideração à realidade, como se o mundo girasse em torno desses sentimentos individuais de cada um.
O que eu digo, é o que eu sinto, mas o que você ouve, é o que você entende, de acordo com o momento em que está vivendo.
Confuso, vago, mas real.
Se eu digo que você hoje está linda, você deveria pensar: ela acha que eu estou linda!
Seria simples e correto. Ponto!
Porém o ser humano confunde as coisas a tal ponto que às vezes fica difícil separar a realidade da fantasia que construímos de acordo com o nosso momento.
Aí entra a interpretação...
As pessoas vão além do que simplesmente foi dito e transformam a realidade, deformam a informação, de acordo com as suas expectativas, suas vontades, seus desejos, suas frustrações, seus medos e uma enorme e complexa lista de sentimentos que variam de acordo com o estado de espírito, que é mutável a todo o momento.
Aí aquela simples frase "Você está linda"! Passa a ter milhares de significações, exceto, claro, a real... a de que você realmente está linda!
Tem gente que vai aceitar isso como um deboche, como um puxa-saquismo, como uma forma de pedir algo, como inveja, como mentira, como se você quisesse ser ela, como uma cantada e como outras formas de deformação de algo que seria tão simples: Um elogio despretensioso! Uma afirmativa de que realmente você está bonita.
É só um exemplo da capacidade de interpretar algo, da maneira que filtramos a informação e devolvemos a nós mesmos, com um fantasiamento enorme de algo óbvio, tão óbvio que nos faz criar outra alternativa que justifique a frase!
Eu gosto de escrever... Para mim é simples encher uma linha, uma folha, um caderno. É uma forma de esvaziamento de muitas coisas que circulam na minha muito fértil mente.
Eu uso a minha imaginação para criar muitas coisas.
Eu fantasio coisas negativamente também, mas tem gente que exagera.
Tem gente que devolve as coisas, vomitadas e misturadas a um veneno letal para alma.
O que escrevo não é direcionado a ninguém especial, mas alguém sempre acha que eu estou falando claramente para essa ou aquela pessoa.
Perdão, lamento decepcionar egos tão voltados para si mesmos.
Hoje eu tenho cuidado de mim, do meu eu, da minha auto-estima, da minha vida dos meus sonhos, das minhas lutas.
Para mim, cada simples dia é uma batalha a ser vencida e desejo para cada desses dias, uma vitória limpa, linda e merecida.
Não me prendo em deixar recados para ninguém, pois cada um vive à sua maneira e aprende com suas experiências.
O que eu vivo, não é o que você vive.
Somos pessoas distintas, cada um com suas peculiaridades...
Portanto, saiba você e você e você, que escrevo por prazer, coisas que penso, que sinto e que gosto.
E isto é apenas sobre mim, sobre a perspectiva que eu vejo o mundo.
Ninguém precisa acreditar, concordar ou sequer ler.
Mas por favor, não torne pessoal para você as coisas que eu digo.
Tudo o que escrevo, penso e compartilho nos lugares que escrevo, são pessoais sim... "minhas idéias pessoais" e quero apenas respeito às minhas opiniões.
Deixe elas longe de seu mundo, não misture às suas coisas e as coisas que são minhas, porque quando eu quiser dizer algo para alguém que mereça ser mencionado, essa pessoa será a primeira a saber.
Não mando indiretas, falo de frente o que tiver que ser dito, se e quando isso for necessário.
Se eu jogo, meu jogo é limpo!
Boa Noite!!!
As pessoas tem uma estranha tendência a interpretar as coisas de acordo com seus sentimentos, sem nenhuma consideração à realidade, como se o mundo girasse em torno desses sentimentos individuais de cada um.
O que eu digo, é o que eu sinto, mas o que você ouve, é o que você entende, de acordo com o momento em que está vivendo.
Confuso, vago, mas real.
Se eu digo que você hoje está linda, você deveria pensar: ela acha que eu estou linda!
Seria simples e correto. Ponto!
Porém o ser humano confunde as coisas a tal ponto que às vezes fica difícil separar a realidade da fantasia que construímos de acordo com o nosso momento.
Aí entra a interpretação...
As pessoas vão além do que simplesmente foi dito e transformam a realidade, deformam a informação, de acordo com as suas expectativas, suas vontades, seus desejos, suas frustrações, seus medos e uma enorme e complexa lista de sentimentos que variam de acordo com o estado de espírito, que é mutável a todo o momento.
Aí aquela simples frase "Você está linda"! Passa a ter milhares de significações, exceto, claro, a real... a de que você realmente está linda!
Tem gente que vai aceitar isso como um deboche, como um puxa-saquismo, como uma forma de pedir algo, como inveja, como mentira, como se você quisesse ser ela, como uma cantada e como outras formas de deformação de algo que seria tão simples: Um elogio despretensioso! Uma afirmativa de que realmente você está bonita.
É só um exemplo da capacidade de interpretar algo, da maneira que filtramos a informação e devolvemos a nós mesmos, com um fantasiamento enorme de algo óbvio, tão óbvio que nos faz criar outra alternativa que justifique a frase!
Eu gosto de escrever... Para mim é simples encher uma linha, uma folha, um caderno. É uma forma de esvaziamento de muitas coisas que circulam na minha muito fértil mente.
Eu uso a minha imaginação para criar muitas coisas.
Eu fantasio coisas negativamente também, mas tem gente que exagera.
Tem gente que devolve as coisas, vomitadas e misturadas a um veneno letal para alma.
O que escrevo não é direcionado a ninguém especial, mas alguém sempre acha que eu estou falando claramente para essa ou aquela pessoa.
Perdão, lamento decepcionar egos tão voltados para si mesmos.
Hoje eu tenho cuidado de mim, do meu eu, da minha auto-estima, da minha vida dos meus sonhos, das minhas lutas.
Para mim, cada simples dia é uma batalha a ser vencida e desejo para cada desses dias, uma vitória limpa, linda e merecida.
Não me prendo em deixar recados para ninguém, pois cada um vive à sua maneira e aprende com suas experiências.
O que eu vivo, não é o que você vive.
Somos pessoas distintas, cada um com suas peculiaridades...
Portanto, saiba você e você e você, que escrevo por prazer, coisas que penso, que sinto e que gosto.
E isto é apenas sobre mim, sobre a perspectiva que eu vejo o mundo.
Ninguém precisa acreditar, concordar ou sequer ler.
Mas por favor, não torne pessoal para você as coisas que eu digo.
Tudo o que escrevo, penso e compartilho nos lugares que escrevo, são pessoais sim... "minhas idéias pessoais" e quero apenas respeito às minhas opiniões.
Deixe elas longe de seu mundo, não misture às suas coisas e as coisas que são minhas, porque quando eu quiser dizer algo para alguém que mereça ser mencionado, essa pessoa será a primeira a saber.
Não mando indiretas, falo de frente o que tiver que ser dito, se e quando isso for necessário.
Se eu jogo, meu jogo é limpo!
Boa Noite!!!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Filosofando....
Bom dia, já vou filosofar cedo...
Dia cinzento, garoa, triste terça, prefiro o sol, os 30 graus, o caldeirão.
Mas assim está ótimo, para voltar para cama, deitar com que você ama, abraçar um corpo, respirar um pouco!
Mas não há nada aqui, nenhum dos meus amores, nenhuma pessoa.
Que solidão... como somos dependentes dos outros, de pessoas, do contato físico, do amor, da atenção, da palavra, da conversa, do riso!
As pessoas são nosso combustível sentimental, vivemos por elas, para elas, com elas.
Nos misturamos aos outros e não nos perdemos na multidão. Não... absorvemos coisas delas e entregamos parte de nós, numa troca singela, dócil, silenciosa e maravilhosa.
Acrescentamos em nós, o pensamento de alguns, a idéia de outros, o sotaque, o riso, as frases, as ideologias, criando nosso caráter embasado no que conhecemos do outro.
Não sei o que realmente é nosso, tudo é aprendizagem.
Talvez o que seja nosso mesmo, é nosso temperamento, nosso tempero, nosso gosto que diferencia cada um de nós.
As idéias surgem, como uma chuva torrencial, um pouco daqui, um pouco dali, nessa eterna fusão de vivenciamentos.
Sou a soma de cada pessoa que passou na minha vida e sou cada uma daquelas pessoas, pois que absorvi um pouco delas e a elas acrescentei um pouco de mim.
Minhas células estão por aí, espalhadas por cada canto em que derramei uma poeira de meus sintomas de viver, existir, sonhar e viver.
Cada um saberá onde eu estou contida nelas, sei onde cada um mora em mim.
Estão no meu coração, no meu amor, na minha alma e também na minha ira, no meus transtornos, nas minhas idas e nos meus retornos.
Cada um à sua maneira, é responsável hoje por minhas alegrias e minhas tristezas, pois que cada um moldou quem hoje eu sou, com partículas de quem eles eram!
Dia cinzento, garoa, triste terça, prefiro o sol, os 30 graus, o caldeirão.
Mas assim está ótimo, para voltar para cama, deitar com que você ama, abraçar um corpo, respirar um pouco!
Mas não há nada aqui, nenhum dos meus amores, nenhuma pessoa.
Que solidão... como somos dependentes dos outros, de pessoas, do contato físico, do amor, da atenção, da palavra, da conversa, do riso!
As pessoas são nosso combustível sentimental, vivemos por elas, para elas, com elas.
Nos misturamos aos outros e não nos perdemos na multidão. Não... absorvemos coisas delas e entregamos parte de nós, numa troca singela, dócil, silenciosa e maravilhosa.
Acrescentamos em nós, o pensamento de alguns, a idéia de outros, o sotaque, o riso, as frases, as ideologias, criando nosso caráter embasado no que conhecemos do outro.
Não sei o que realmente é nosso, tudo é aprendizagem.
Talvez o que seja nosso mesmo, é nosso temperamento, nosso tempero, nosso gosto que diferencia cada um de nós.
As idéias surgem, como uma chuva torrencial, um pouco daqui, um pouco dali, nessa eterna fusão de vivenciamentos.
Sou a soma de cada pessoa que passou na minha vida e sou cada uma daquelas pessoas, pois que absorvi um pouco delas e a elas acrescentei um pouco de mim.
Minhas células estão por aí, espalhadas por cada canto em que derramei uma poeira de meus sintomas de viver, existir, sonhar e viver.
Cada um saberá onde eu estou contida nelas, sei onde cada um mora em mim.
Estão no meu coração, no meu amor, na minha alma e também na minha ira, no meus transtornos, nas minhas idas e nos meus retornos.
Cada um à sua maneira, é responsável hoje por minhas alegrias e minhas tristezas, pois que cada um moldou quem hoje eu sou, com partículas de quem eles eram!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
13/02/2012
Ontem meu dia foi ótimo e minha noite estranha!
Pensei em coisas, muitas coisas...
Fiquei triste, fiquei alegre, ri e quase chorei também!
Que montanha russa de emoções.
Vejo um cenário relativamente real, construído por mim mesma, onde vilões se transformam em heróis e heróis em vilões.
Duas faces da moeda em uma história só.
Vejo só o que não desejo ver, aliás, não vejo, apenas crio.
Difícil entender, mas muito mais difícil explicar.
Amo, não amo, odeio, não odeio e a cada segundo mudo de lado, mas jamais ando em cima do muro, ou to dentro ou to fora!
Só o que me confunde às vezes é saber onde fico na história dos outros, se eles me querem ali dentro de suas vidinhas ou fora.
Pelamor... só não me obriguem a ficar em cima do muro, porque ainda prefiro escolher do que cair, descer do que ser empurrada!
Mas muitas pessoas não sabem o que querem da vida e ficam ali naquele meio termo, desencorajadas a seguir adiante e acabam levando outras pessoas junto naquela onda de indecisões e medos.
Se você está perdido em sua vida, peça ajuda, posso e quero ajudar a humanidade inteira, onde eu for útil, mas por favor, se estiver se afogando, tentarei lhe ajudar, desde que você não me afunde apenas para poder respirar!
Pensei em coisas, muitas coisas...
Fiquei triste, fiquei alegre, ri e quase chorei também!
Que montanha russa de emoções.
Vejo um cenário relativamente real, construído por mim mesma, onde vilões se transformam em heróis e heróis em vilões.
Duas faces da moeda em uma história só.
Vejo só o que não desejo ver, aliás, não vejo, apenas crio.
Difícil entender, mas muito mais difícil explicar.
Amo, não amo, odeio, não odeio e a cada segundo mudo de lado, mas jamais ando em cima do muro, ou to dentro ou to fora!
Só o que me confunde às vezes é saber onde fico na história dos outros, se eles me querem ali dentro de suas vidinhas ou fora.
Pelamor... só não me obriguem a ficar em cima do muro, porque ainda prefiro escolher do que cair, descer do que ser empurrada!
Mas muitas pessoas não sabem o que querem da vida e ficam ali naquele meio termo, desencorajadas a seguir adiante e acabam levando outras pessoas junto naquela onda de indecisões e medos.
Se você está perdido em sua vida, peça ajuda, posso e quero ajudar a humanidade inteira, onde eu for útil, mas por favor, se estiver se afogando, tentarei lhe ajudar, desde que você não me afunde apenas para poder respirar!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Minhas Meninas
Elas me fascinam, eu sou feliz com elas e às vezes pareço até pertencer àquele mundo.
Incrivel como a gente adquire a capacidade de amar coisas que não são nossas, coisas que deveriam estar a km de distância de nós, mas ao contrário do que se espera, a obrigação se torna prazer.
É uma entrega tão grande, que não suga nada da alma, apenas acrescenta!
Entro lá com meu sono matinal habitual e quando saio, parece que carreguei minha energia com reservas para 100 anos.
Como isso é possível?
Não sei, pois para a maioria das pessoas que estão por lá comigo, tudo parece um enorme fardo, pesado, triste, ruim... E enquanto isso eu me divirto!
Sei que não sou referência para essas e nem outras coisas, tenho atestado de loucura, com ISO 9000 mas se isso for a minha loucura, espero que seja altamente contagioso.
A minha loucura tem sobrenome: Felicidade! e sim, sou uma louca feliz!
As minhas meninas me dão isso e a única coisa que passa a fazer sentido para mim é que elas estão lá com esse único propósito, me fazer feliz!
São minhas filhinhas lindas, que andaram tropeçando pelos caminhos da vida e cairam feio em abismos envoltos em crueldade reflexa, como um espelho onde elas se contemplaram tristemente em suas vidas de derrotas e essas verdades tivessem se transformado em ira, revolta, raiva, ou simplesmente cobiça... de dinheiro, de poder, de se inserir em uma sociedade onde a embalagem vale mais que o conteúdo.
Se perderam no caminho, foram na idéia errada, na fita errada, na cena errada!
CL Aparecida, toca naquele som o dia inteiro e eu vejo "as mina das quebrada", tentando se render às regras, em busca de uma liberdade que para elas sempre está tão longe, como se a vida delas se resumisse a esse momento ruim, de limitações, de sentenciamento, de exílio, de prisão.
Eu até tento entender, um dia passei passei por algo próximo a isso, mas sem a repressão ou a hostilidade que existe lá.
Foi um laboratório forçado de 16 dias, incluindo reclusão, roupas marcadas, horário para banho, sol, refeições... limites e mais limites!
Que coisa de doido, chorei compulsivamente todos os dias, mas nos últimos, em troca da liberdade, consenti a mim mesma o direito de parecer feliz e ganhei alta!
O processo delas é igual...
Difícil explicar, mas criam a expectativa de que se houver respeito às normas, a liberdade vem mais fácil e às vezes ela vem, mas normalmente ela demora, mas tem que vir para todas elas, independente de comportamento.
E cria-se a barreira do medo, medo de fazer a coisa errada e pagar por mais tempo.
Que sistema estranho... mas funciona e tem gente que sai de lá muito melhor do que entrou e tem gente que só piora!
Mas eu vou lá, dia sim, dia não e dou o melhor de mim, por prazer!
Faria até de graça talvez, se não precisasse de dinheiro para sobreviver.
Amo essa coisa de interação com o próximo e depois de 12 horas de trabalho, monto no meu amado verdinho e quem embarca comigo ve no meu rosto um sorriso estampado beirando o abobamento.
Mais um dia intenso, às vezes estressante, mas um dia em que eu fui feliz dando um pouco de mim para quem nunca teve nada ou quase nada.
Incrivel como a gente adquire a capacidade de amar coisas que não são nossas, coisas que deveriam estar a km de distância de nós, mas ao contrário do que se espera, a obrigação se torna prazer.
É uma entrega tão grande, que não suga nada da alma, apenas acrescenta!
Entro lá com meu sono matinal habitual e quando saio, parece que carreguei minha energia com reservas para 100 anos.
Como isso é possível?
Não sei, pois para a maioria das pessoas que estão por lá comigo, tudo parece um enorme fardo, pesado, triste, ruim... E enquanto isso eu me divirto!
Sei que não sou referência para essas e nem outras coisas, tenho atestado de loucura, com ISO 9000 mas se isso for a minha loucura, espero que seja altamente contagioso.
A minha loucura tem sobrenome: Felicidade! e sim, sou uma louca feliz!
As minhas meninas me dão isso e a única coisa que passa a fazer sentido para mim é que elas estão lá com esse único propósito, me fazer feliz!
São minhas filhinhas lindas, que andaram tropeçando pelos caminhos da vida e cairam feio em abismos envoltos em crueldade reflexa, como um espelho onde elas se contemplaram tristemente em suas vidas de derrotas e essas verdades tivessem se transformado em ira, revolta, raiva, ou simplesmente cobiça... de dinheiro, de poder, de se inserir em uma sociedade onde a embalagem vale mais que o conteúdo.
Se perderam no caminho, foram na idéia errada, na fita errada, na cena errada!
CL Aparecida, toca naquele som o dia inteiro e eu vejo "as mina das quebrada", tentando se render às regras, em busca de uma liberdade que para elas sempre está tão longe, como se a vida delas se resumisse a esse momento ruim, de limitações, de sentenciamento, de exílio, de prisão.
Eu até tento entender, um dia passei passei por algo próximo a isso, mas sem a repressão ou a hostilidade que existe lá.
Foi um laboratório forçado de 16 dias, incluindo reclusão, roupas marcadas, horário para banho, sol, refeições... limites e mais limites!
Que coisa de doido, chorei compulsivamente todos os dias, mas nos últimos, em troca da liberdade, consenti a mim mesma o direito de parecer feliz e ganhei alta!
O processo delas é igual...
Difícil explicar, mas criam a expectativa de que se houver respeito às normas, a liberdade vem mais fácil e às vezes ela vem, mas normalmente ela demora, mas tem que vir para todas elas, independente de comportamento.
E cria-se a barreira do medo, medo de fazer a coisa errada e pagar por mais tempo.
Que sistema estranho... mas funciona e tem gente que sai de lá muito melhor do que entrou e tem gente que só piora!
Mas eu vou lá, dia sim, dia não e dou o melhor de mim, por prazer!
Faria até de graça talvez, se não precisasse de dinheiro para sobreviver.
Amo essa coisa de interação com o próximo e depois de 12 horas de trabalho, monto no meu amado verdinho e quem embarca comigo ve no meu rosto um sorriso estampado beirando o abobamento.
Mais um dia intenso, às vezes estressante, mas um dia em que eu fui feliz dando um pouco de mim para quem nunca teve nada ou quase nada.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Vício
Estou muito inclinada a escrever sobre um tema que me fascina...
O vício, o prazer e a necessidade!
Acho que vou iniciar um laboratório sobre experiências com esses tópicos!
O homem vive numa busca constante pelo prazer, seja por prazer no conforto, dinheiro, amor, sexo, drogas e etc, numa vasta gama de coisas que passam a ser necessidade.
Essa necessidade se torna um vício, uma dependência e a maioria das pessoas nem se apercebe disso.
O amor é um dos melhores exemplos de vício, necessidade e prazer!
Dependência quase muda, que poucos percebem, mas que deveria ser vista com outros olhos!
Até o amor pode ser perigoso, sorte nossa que ele não pode ser comprado ou teríamos ainda mais crimes e roubos porque amor quase todo o mundo quer, não só sentir, mas receber!
Vou ver isso, projeto novo!
Boa semana
O vício, o prazer e a necessidade!
Acho que vou iniciar um laboratório sobre experiências com esses tópicos!
O homem vive numa busca constante pelo prazer, seja por prazer no conforto, dinheiro, amor, sexo, drogas e etc, numa vasta gama de coisas que passam a ser necessidade.
Essa necessidade se torna um vício, uma dependência e a maioria das pessoas nem se apercebe disso.
O amor é um dos melhores exemplos de vício, necessidade e prazer!
Dependência quase muda, que poucos percebem, mas que deveria ser vista com outros olhos!
Até o amor pode ser perigoso, sorte nossa que ele não pode ser comprado ou teríamos ainda mais crimes e roubos porque amor quase todo o mundo quer, não só sentir, mas receber!
Vou ver isso, projeto novo!
Boa semana
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Vou bem, obrigada...
Eu...
Quem sou eu?
Perdi minha identidade, não sei quando e não sei porque...
O que eu queria para minha vida?
Quais eram meus sonhos?
Quais eram meus planos?
Não consigo me lembrar e nem saber onde me desviei do caminho
Mas hoje, pensando bem... eu não sou eu!
Não sei quando deixei de ser e quando passei a ser fruto daquilo que as pessoas esperavam que eu fosse...
Fruto de uma série de defeitos que as pessoas apontavam e eu repetidamente ia corrigindo, até me tornar uma pessoa sem identidade, sem vontade própria, vazia, triste, solitária! Até me mesclar com a paisagem e esperar que alguém me reparasse e dissesse "que bonitinha" e passasse, como se eu fosse simplesmente um objeto numa vitrine que as pessoas devessem olhar, enxergar, mas jamais tocar ou levar para casa!
Quem eu me tornei?
Não sei... sei as coisas que fiz que me trouxeram até aqui e sei o suficiente para desconfiar que talvez eu seja um monstro, talvez não... somente um objeto de argila que foi passando pelas mãos das pessoas que eu amei, um objeto que foi moldado pela vontade das pessoas que eu amei, as pessoas que eu julguei merecerem me transformar para que eu fosse melhor para elas!
E me transformei tanto que não sou capaz de me reconhecer...
O tempo passou, sem que eu olhasse para o espelho para ver no que estava me transformando e hoje vejo algo que não reconheço como "eu mesma".
Estranho...
Sempre as pessoas falando dos meus defeitos e eu sempre tentando transformá-los e transformei e não foi o suficiente!
O que as pessoas esperam de nós, não é que nos tornemos melhores... Puro engano: o que lhes dá prazer é falar de nossos defeitos e se julgarem melhores!
Aí um belo dia você percebe que você é infinitamente melhor do que aqueles que esfregaram o dedo na sua cara e que feriram intensamente sua alma dizendo que você não era o que elas queriam... que você era incapaz.
Você jamais foi incapaz... quem era incapaz eram eles!
E hoje eles continuam a viver na sua incapacidade de mudar, tristemente sem enxergar seus defeitos de tão ocupados que estão em olhar o defeito alheio, enquanto os deles crescem e os seus desapareceram, junto com sua identidade!
Você se perdeu de você mesma, porém no tempo que passou, você se transformou e está melhor do que jamais foi e o que realmente mudou hoje, é que não existem defeitos em você e você já não precisa mudar...
Não ter que mudar em absolutamente nada, lhe trouxe um pouco de vazio, pois você já não sabe para onde ir!
E estagnadamente, parou, acordou e resolveu fazer por eles o que fizeram por você!
Apontemos para os defeitos daqueles que um dia apontaram para você...
Nossa, como você é feio, como você se veste mal, como você fala errado, como você é inconveniente, como você ronca, como você tem mal hálito, como você fala, como você, você, você, você...
Enquanto eu, eu vou bem, obrigada!
Quem sou eu?
Perdi minha identidade, não sei quando e não sei porque...
O que eu queria para minha vida?
Quais eram meus sonhos?
Quais eram meus planos?
Não consigo me lembrar e nem saber onde me desviei do caminho
Mas hoje, pensando bem... eu não sou eu!
Não sei quando deixei de ser e quando passei a ser fruto daquilo que as pessoas esperavam que eu fosse...
Fruto de uma série de defeitos que as pessoas apontavam e eu repetidamente ia corrigindo, até me tornar uma pessoa sem identidade, sem vontade própria, vazia, triste, solitária! Até me mesclar com a paisagem e esperar que alguém me reparasse e dissesse "que bonitinha" e passasse, como se eu fosse simplesmente um objeto numa vitrine que as pessoas devessem olhar, enxergar, mas jamais tocar ou levar para casa!
Quem eu me tornei?
Não sei... sei as coisas que fiz que me trouxeram até aqui e sei o suficiente para desconfiar que talvez eu seja um monstro, talvez não... somente um objeto de argila que foi passando pelas mãos das pessoas que eu amei, um objeto que foi moldado pela vontade das pessoas que eu amei, as pessoas que eu julguei merecerem me transformar para que eu fosse melhor para elas!
E me transformei tanto que não sou capaz de me reconhecer...
O tempo passou, sem que eu olhasse para o espelho para ver no que estava me transformando e hoje vejo algo que não reconheço como "eu mesma".
Estranho...
Sempre as pessoas falando dos meus defeitos e eu sempre tentando transformá-los e transformei e não foi o suficiente!
O que as pessoas esperam de nós, não é que nos tornemos melhores... Puro engano: o que lhes dá prazer é falar de nossos defeitos e se julgarem melhores!
Aí um belo dia você percebe que você é infinitamente melhor do que aqueles que esfregaram o dedo na sua cara e que feriram intensamente sua alma dizendo que você não era o que elas queriam... que você era incapaz.
Você jamais foi incapaz... quem era incapaz eram eles!
E hoje eles continuam a viver na sua incapacidade de mudar, tristemente sem enxergar seus defeitos de tão ocupados que estão em olhar o defeito alheio, enquanto os deles crescem e os seus desapareceram, junto com sua identidade!
Você se perdeu de você mesma, porém no tempo que passou, você se transformou e está melhor do que jamais foi e o que realmente mudou hoje, é que não existem defeitos em você e você já não precisa mudar...
Não ter que mudar em absolutamente nada, lhe trouxe um pouco de vazio, pois você já não sabe para onde ir!
E estagnadamente, parou, acordou e resolveu fazer por eles o que fizeram por você!
Apontemos para os defeitos daqueles que um dia apontaram para você...
Nossa, como você é feio, como você se veste mal, como você fala errado, como você é inconveniente, como você ronca, como você tem mal hálito, como você fala, como você, você, você, você...
Enquanto eu, eu vou bem, obrigada!
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