Essa é uma história que ouvi, no caminho da Clínica onde meu filho faz terapias, até minha casa, de um motorista de aplicativo o qual não me lembro o nome, mas vou chamar de "Seu Paulo", que já teve outros trabalhos anteriores, inclusive motorista de táxi.
Como embarcamos numa clínica de reabilitação neurológica , conversamos algumas coisas sobre o autismo e ele contou sobre uma vizinha que trata o filho ali também.
Mas a conversa começou a fluir de verdade, depois que eu fiz menção ao meu trabalho.
Então ele começou a contar que fez diversas corridas para uma moça que ele chamava de Morena.
Ela cumpria sentença na semiliberdade feminina e ele a pegava sempre na rodoviária, pra levá-la de volta pra passar a semana cumprindo sua sentença.
Ele começou a falar sobre ela, que trabalhava como olheira em bancos, onde analisava os locais que tinham câmeras, maior fluxo de pessoas e entregava as informações para que a quadrilha realizasse o assalto.
Falou que ela era "terrível" e nesse momento eu comentei que algumas pessoas criam gosto pela "vida louca" e não conseguem mais largar essa adrenalina, é como um vício.
Aí nesse ponto, ele mudou totalmente de postura, ficou claramente emotivo e pediu desculpas caso ele chorasse.
Começou a contar a história de um sobrinho, que tinha o nome de um famoso cantor de tango, e vou chamar apenas de "Juan".
Juan desde a adolescência, vivia envolvido em pequenos roubos e outros crimes.
Foi criado pela família de Seu Paulo, moravam juntos no mesmo terreno, onde sua irmã foi morar, quando ele tinha 6 pra 7 anos, depois dela se separar do marido.
Embora ele tivesse tido uma excelente educação, estudo e muitas oportunidades, parece que o gosto pela criminalidade era maior que tudo.
A mãe sempre fazendo tudo por ele, tentando mudar o destino do filho, correndo atras de documentos, advogados e o que mais fosse preciso, sempre visitando religiosamente o filho na prisão, cada vez que era preso.
Ela, que se chamava Inês, trabalhava numa famosa lanchonete, hoje desativada, em Colombo.
No mês de novembro, pouco antes do Natal, seu Paulo recebeu notícia que a mãe dele havia sofrido um enfarte fulminante... nessa época, Juan estava cumprindo pena em regime fechado em Piraquara.
A família conseguiu autorização pra ele participar do velório da avó, com escolta fortemente armada, já que naquela altura da vida, sua ficha criminal havia aumentado e isso incluía fugas da Colônia Penal e PEP 2.
Seu Paulo muito emocionado, lembrou o quanto foi dolorido passar por toda aquela situação.
A mãe continuava visitando Juan na prisão e no mês de dezembro, em uma das visitas, ele disse para a mãe se cuidar, que se ela morresse, quem faria os corres dele?
Ela disse a ele que não se preocupasse, pois viveria ainda muitos anos.
Abraçaram-se e despediram-se.
Ela havia recebido um dinheiro de um acerto e programou com o irmão, Seu Paulo, de dar entrada pra comprar um terreno.
Passaram o dia inteiro resolvendo burocracias, correndo atrás de documentos e conversando como seria feito o Natal, que seria o primeiro em muitos anos, em que o pai passaria sozinho, já que a esposa falecera pouco tempo antes dessa data.
Programaram de levar o pai pra Serra da Graciosa, para que ele não se sentisse tão só.
Ela pediu folga do trabalho, pra poder comprar as coisas necessárias pra preparar a ceia e tudo já estava acertado.
No dia 17, trabalhou normalmente, saiu da lanchonete e embarcou num ônibus.
Eu já sabia que provavelmente algo trágico deveria ter acontecido, mas os acontecimentos foram muito além do que eu poderia ter imaginado.
Seu Paulo recebeu uma ligação de um taxista conhecido dele, dizendo que irmã havia sido atropelada.
Ele apenas perguntou: - Ela se machucou muito?
E o amigo lhe contou que infelizmente ela falecera na hora!
Então ele imediatamente foi até o local.
Inês havia embarcado no ônibus, com um namorado, eles estavam indo a um motel.
Quando eles desceram e colocaram os pés na calçada, um carro em altíssima velocidade os atropelou, batendo em um outro carro também.
O namorado, faleceu no hospital e no outro carro, o motorista também veio a óbito.
O causador do acidente, foi um colega de trabalho de Inês, com quem ela havia tido um relacionamento.
Seu Paulo, perguntou a ele (que se chamava Sérgio), se ele havia matado a irmã....
Ele tremia descontroladamente, o motivo? Teve um ataque epilético ao volante, o que o fez perder o controle causando o acidente.
Ele só havia tido um único ataque epiléptico durante a vida, na adolescência e esse seria o segundo.
Impossível provar que sim e também que não, mas a polícia concluiu que realmente ele teve esse "mal súbito" e não houve nenhuma punição a ele.
Claro que tive certeza de que havia sido proposital, mas fiquei pensativa.
Quando Juan soube da morte da mãe, ficou extremamente revoltado, perguntou tudo sobre o causador do acidente, quem era, onde morava e Seu Paulo contou a ele.
Acabou conseguindo fugir do presídio e indo atrás de Sérgio.
Chegando no endereço, foi recebido pelo pai, que informou que Sérgio estava na praia.
Juan estava armado e pronto para matar o "assassino" da mãe.
Enquanto isso, no litoral, no mesmo dia, Sérgio entrava no mar, para ter seu terceiro e último ataque epiléptico.
Morreu afogado!
Ele morreria de qualquer forma pelas mãos de Juan.
Embora seja difícil acreditar ou ter certeza, fiquei pensando que talvez, o atropelamento tenha sido um acidente... mas as circunstâncias deixam margem pra muitas dúvidas.
Jamais saberemos! Os envolvidos estão mortos.
Juan seguiu na vida do crime, muito visado pela polícia, sempre preso.
A uma certa altura, em 2014, conheceu uma mulher e recorreu ao seu tio pra ajeitar seu casamento, estava apaixonado, disposto a mudar de vida e também queria direito a visitas íntimas.
Conseguiram fazer o casamento por procuração.
O nome da moça: Célia!
Resolveram juntar os trapos!
Pediram pro Seu Paulo comprar um colchão "dos bons" e Juan tentaria se afastar da vida do crime, mesmo sabendo que a polícia estava de olho nele.
Pouco tempo depois, Célia foi atrás do Seu Paulo, muito nervosa, dizendo que achava que a polícia tinha matado Juan, que ele havia saído pra fazer "umas correrias" e tinha dado tudo errado.
Não tinha voltado, e o Edson que estaria junto com ele, havia sido morto pela polícia.
Pediu a ele, pra fazer uma busca pelos hospitais e IML.
Encontraram o corpo no Hospital Evangélico, cravado de tiros.
Encerrava ali a vida de crimes de Juan!
Nessa hora, chegamos ao meu endereço. Seu Paulo, com os olhos marejados, diz que agora vinha a parte que mais o emocionava.
Minha vontade era ficar ali ouvindo para sempre ele falar.
Então ele contou como a morte do sobrinho aconteceu.
Ele e o amigo e comparsa, foram fazer um assalto e deram de cara com a polícia.
Edson atirou num policial, que por sua vez revidou e o acertou.
Juan tentou socorrer o amigo e o policial mesmo ferido o fuzilou com diversos tiros.
Ele correu e caiu na frente de uma pequena igrejinha onde estava um pastor, o Sr. Daniel.
Vendo aquela situação, o pastor falou pra Juan, sobre Jesus, que antes de morrer havia salvo um ladrão.
Perguntou se ele se arrependia e falou sobre a parábola dos trabalhadores que aceitavam o trabalho na vinha, que não importava quão tarde chegassem, receberiam a mesma recompensa daqueles que estavam lá há mais tempo.
Então Juan disse que se arrependia de tudo, todos os crimes, violências e coisas que ele havia feito durante a vida.
Então o pastor o perdoou.
Seu Paulo muito emocionado, disse que tinha certeza que o sobrinho teve a oportunidade de pedir perdão e ser perdoado mesmo nos últimos minutos de vida e isso o confortava.
É sobre perdão!
Ao descer, eu disse apenas, que o que importava era sair dessa vida melhor do que entramos, nem que fosse nos últimos segundos.
Ele me abençoou, desejou tudo de melhor pras nossas vidas e foi embora , enquanto eu, mesmo passado um bom tempo, não consigo esquecer de tantas coisas nessa história que me fizeram pensar em julgamentos, condenações e absolvimentos.
Nem tudo é como acreditamos e percebemos. Sempre existem outros lados e outras possibilidades, mesmo quando as coisas parecem óbvias.
Todos os nomes são fictícios.
terça-feira, 13 de abril de 2021
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Desapegue!
Desapegue!
Dê liberdade aos sentimentos
Leveza para alma
Nada é seu
O pertencimento é uma ilusão
O amor é grato
Não acumule sentimentos negativos
Que aos poucos corróem os bons
Seja mais tolerante
Paciente
Resigne-se
Entenda-se
Perceba que a prática do bem eleva o espírito
Que doação é a mais pura forma de amar
Esvazie a mente
Que nela permaneçam apenas coisas boas
Filtre todos os pensamentos
Sem medo da irracionalidade
Mais vale a felicidade
Do que regras ditadas
Enfim...
Desapegue
E deixe fluir livre
Tudo o que for o bem
E brotar do coração
Pois germinarão as sementes
Para uma colheita sábia e salutar
Dê liberdade aos sentimentos
Leveza para alma
Nada é seu
O pertencimento é uma ilusão
O amor é grato
Não acumule sentimentos negativos
Que aos poucos corróem os bons
Seja mais tolerante
Paciente
Resigne-se
Entenda-se
Perceba que a prática do bem eleva o espírito
Que doação é a mais pura forma de amar
Esvazie a mente
Que nela permaneçam apenas coisas boas
Filtre todos os pensamentos
Sem medo da irracionalidade
Mais vale a felicidade
Do que regras ditadas
Enfim...
Desapegue
E deixe fluir livre
Tudo o que for o bem
E brotar do coração
Pois germinarão as sementes
Para uma colheita sábia e salutar
sábado, 25 de julho de 2015
O palco da vida!
A vida é um grande palco, onde somos protagonistas de um espetáculo grandioso, chamado aprendizagem.
Todos os dias um capítulo novo, faz com que a história continue melhor, ou pior, mas nunca igual.
E dentro desse roteiro, existem nossos sonhos, que são projetos ainda não concretizados, mas que queremos escrever nesse script da vida, para que nossa felicidade seja ainda maior, pois o desejo comum a todo o ser humano é um só: a felicidade.
Eu sonhei... sonhei um sonho lindo, de mulher, esposa e mãe!
Sonhei ter um novo filho para encher meu ventre, minha casa e minha vida dessa felicidade que a gente tanto procura.
Escrevi no meu script, coloquei no meu roteiro esse sonho que parecia ser impossível...
E ele veio, um pequeno milagre que nos foi concedido, através da cura de um problema de infertilidade...
Sempre soube que não iria pegá-lo no colo, mas guardei essa angústia comigo, pois temia parecer pessimista.
Fui a única a ouvir seu coração batendo e seus pequenos movimentos num exame de imagem, pois se houvesse algo errado, não queria que ninguém soubesse.
Mas estava tudo bem e respirei um pouco mais aliviada, mas não o suficiente para comprar um sapatinho, uma roupinha ou algo que fosse.
Sabia que não poderia me apegar, nem me iludir... aquilo não era meu, não me pertencia, estava apenas por um tempo comigo.
Um tempo que eu não sabia quando iria acabar, até que houve aquele pequeno sangramento... aí eu soube que tudo estava chegando ao final.
E aquele pequeno anjo, se foi da mesma maneira que veio... sem nenhuma razão lógica que pudesse explicar o que aconteceu.
Mas ele era especial e eu sabia disso, da sua grandeza, da sua luz e passei a me sentir a mãe mais feliz do mundo, por saber que gerei um espírito evoluído... mas tão evoluído, que não precisou encarnar nessa Terra e nem passar pelas provações do corpo para melhorar, era puro... puro amor, pura luz!
E no dia que me despedi dele, reclamei do abraço que não seria possível!
Porém dias depois eu vi mais um milagre acontecer, bem diante dos meus olhos, durante uma gira: meu querido pai, Seu Curumataí, tentou consolar meu coração tão machucado e me explicou que esse espírito tinha vindo apenas para me fazer o bem e que eu não podia sofrer por ele, porque o meu sofrimento estava lhe fazendo mal.
Pediu pra que eu preparasse meu coração e esvaziasse toda minha tristeza acendendo uma vela aos pés da Vó Benta... quando acendi a chama de luz, numa vela de um guerreiro de Oxóssi, fruto de uma homanagem a Paulo Pena, que havia recém desencarnado, ouvi um som surdo se alguém caindo atrás de mim...
Imediatamente soube o que era, quem era! E não era apenas um médium, não era um simples Erê que estava ali!
Mas não quis ser traída por minha mente, por minhas emoções ou por minha imaginação... mas o toque da mão de Seu Curumataí no meu ombro, confirmou o que o meu coração de mãe já sabia.
E ele disse: - Seu filho está aqui!
Olhei e vi aquele pequeno ser se contorcendo no chão e era claro o seu sofrimento!
Ele sofria com o meu sofrimento... e isso bastou para que meu coração de mãe fizesse o certo!
O abracei, lhe pedi perdão, lhe entreguei toda a luz que era possível, juntamente com o meu amor e minha gratidão e o deixei partir!
E tudo se iluminou enormemente e ele se foi.
E então o meu coração se aquietou, com a certeza de que tudo se cumpriu da maneira que tinha que ser e de que não há porque chorar nem lamentar, somente há motivos para agradecer.
A vida encenou mais um belíssimo capítulo e contracenamos unidos na luz divina do amor!
Quem tem fé, tem tudo!
Todos os dias um capítulo novo, faz com que a história continue melhor, ou pior, mas nunca igual.
E dentro desse roteiro, existem nossos sonhos, que são projetos ainda não concretizados, mas que queremos escrever nesse script da vida, para que nossa felicidade seja ainda maior, pois o desejo comum a todo o ser humano é um só: a felicidade.
Eu sonhei... sonhei um sonho lindo, de mulher, esposa e mãe!
Sonhei ter um novo filho para encher meu ventre, minha casa e minha vida dessa felicidade que a gente tanto procura.
Escrevi no meu script, coloquei no meu roteiro esse sonho que parecia ser impossível...
E ele veio, um pequeno milagre que nos foi concedido, através da cura de um problema de infertilidade...
Sempre soube que não iria pegá-lo no colo, mas guardei essa angústia comigo, pois temia parecer pessimista.
Fui a única a ouvir seu coração batendo e seus pequenos movimentos num exame de imagem, pois se houvesse algo errado, não queria que ninguém soubesse.
Mas estava tudo bem e respirei um pouco mais aliviada, mas não o suficiente para comprar um sapatinho, uma roupinha ou algo que fosse.
Sabia que não poderia me apegar, nem me iludir... aquilo não era meu, não me pertencia, estava apenas por um tempo comigo.
Um tempo que eu não sabia quando iria acabar, até que houve aquele pequeno sangramento... aí eu soube que tudo estava chegando ao final.
E aquele pequeno anjo, se foi da mesma maneira que veio... sem nenhuma razão lógica que pudesse explicar o que aconteceu.
Mas ele era especial e eu sabia disso, da sua grandeza, da sua luz e passei a me sentir a mãe mais feliz do mundo, por saber que gerei um espírito evoluído... mas tão evoluído, que não precisou encarnar nessa Terra e nem passar pelas provações do corpo para melhorar, era puro... puro amor, pura luz!
E no dia que me despedi dele, reclamei do abraço que não seria possível!
Porém dias depois eu vi mais um milagre acontecer, bem diante dos meus olhos, durante uma gira: meu querido pai, Seu Curumataí, tentou consolar meu coração tão machucado e me explicou que esse espírito tinha vindo apenas para me fazer o bem e que eu não podia sofrer por ele, porque o meu sofrimento estava lhe fazendo mal.
Pediu pra que eu preparasse meu coração e esvaziasse toda minha tristeza acendendo uma vela aos pés da Vó Benta... quando acendi a chama de luz, numa vela de um guerreiro de Oxóssi, fruto de uma homanagem a Paulo Pena, que havia recém desencarnado, ouvi um som surdo se alguém caindo atrás de mim...
Imediatamente soube o que era, quem era! E não era apenas um médium, não era um simples Erê que estava ali!
Mas não quis ser traída por minha mente, por minhas emoções ou por minha imaginação... mas o toque da mão de Seu Curumataí no meu ombro, confirmou o que o meu coração de mãe já sabia.
E ele disse: - Seu filho está aqui!
Olhei e vi aquele pequeno ser se contorcendo no chão e era claro o seu sofrimento!
Ele sofria com o meu sofrimento... e isso bastou para que meu coração de mãe fizesse o certo!
O abracei, lhe pedi perdão, lhe entreguei toda a luz que era possível, juntamente com o meu amor e minha gratidão e o deixei partir!
E tudo se iluminou enormemente e ele se foi.
E então o meu coração se aquietou, com a certeza de que tudo se cumpriu da maneira que tinha que ser e de que não há porque chorar nem lamentar, somente há motivos para agradecer.
A vida encenou mais um belíssimo capítulo e contracenamos unidos na luz divina do amor!
Quem tem fé, tem tudo!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
O hoje!
Sentimentos são sensações absolutamente particulares...
E cada um as sente de uma maneira, à sua maneira!
Mas eu me arrisco a falar sobre os meus e não a questionar os seus, nem tentar entendê-los, pois temos universos particulares dentro de nós, formados por nossas vivências, nossas dores e alegrias e o que tiramos delas.
Hoje estou satisfeita, tenho vivido sem aquela pressa toda que me sufocava, que me dava um aperto no peito e a sensação que algo me faltava, me afligia.
A ansiedade me governava, imperava em todos os meus movimentos e cada minuto era uma angústia de uma inquietude absurda.
Hoje eu mesma me questiono o porquê de tanta pressa, de tanta necessidade de correr, sem sair do lugar, pra chegar a nada, pois o que ganhei foi a perda, e isso é tão contrário, que nem sei se essa frase tem sentido... mas para mim tem!
Perdi tempo, saúde, alegria, relacionamentos, amor, qualidade de vida!
E hoje consegui colocar um freio em mim mesma, andar numa marcha mais lenta... e num texto que cita tantas vezes a palavra hoje, fica claro o que me importa é exatamente, evidentemente isso: o hoje, o agora, esse minuto, esse segundo, que tem que ser precioso, sagrado, intenso, lindo!
O que sinto agora é um amor maduro, mais altruísta, que não espera nada, um amor doado... E o bem tomou conta de mim de maneira tão intensa, que parece que fiquei até meio boba!
Tem gente que nem me reconhece mais...
Não importa, não vejo mal nenhum nisso, só não entendo às vezes, como isso pode incomodar!
Se eu pudesse prescrever algo para que você fosse feliz, receitaria isso, uma coisa bem simples: o bem gratuito! Aquele que a gente faz sem esperar nada, absolutamente nada em troca, nem reconhecimento, nem muito obrigado... nada!
Quando projetamos no outro qualquer coisa, nos frustramos, então pra que esperar algo das pessoas para que possamos ativar nossas áreas de felicidade?
Não podemos nós mesmos fazer isso por nós?
Não podemos nos alimentar do bem para sermos mais felizes?
Não podemos dar um bom dia com o coração aberto, desejando que a pessoa realmente tenha um bom dia, ao invés de ser um cumprimento automático?
Não podemos mudar nossas posturas?
Qualquer coisa, qualquer coisa que façamos por alguém, com intenções verdadeiras e com bondade, é uma semeadura do bem... e quem planta colhe!
De alguma maneira a colheita vem e um dia nos fartaremos nos frutos das boas sementes que plantarmos... então basta de pensamentos negativos, coisas tristes, maldades, vinganças, raivas e ódios, pois são sementes que plantaremos para nós mesmos e seremos então, dessa forma, os únicos prejudicados!
É a única lei desse universo: o equilíbrio!
E se nesse mundo existe tanto mal, vamos neutralizá-lo, com nossas ações benéficas, para que as coisas se reestabeleçam e haja um mínimo de harmonia.
As coisas estão se perdendo, existe um grande mal rondando e a nós cabe, não permitir a sua chegada em nossos corações.
Deixar o amor falar mais alto... ter paciência, resignação!
Exercícios diários e necessários, não custa tentar, um dia a gente consegue e quem sabe no outro também e assim por diante, até que se torne parte de nós diariamente!
Alexandra Mello
E cada um as sente de uma maneira, à sua maneira!
Mas eu me arrisco a falar sobre os meus e não a questionar os seus, nem tentar entendê-los, pois temos universos particulares dentro de nós, formados por nossas vivências, nossas dores e alegrias e o que tiramos delas.
Hoje estou satisfeita, tenho vivido sem aquela pressa toda que me sufocava, que me dava um aperto no peito e a sensação que algo me faltava, me afligia.
A ansiedade me governava, imperava em todos os meus movimentos e cada minuto era uma angústia de uma inquietude absurda.
Hoje eu mesma me questiono o porquê de tanta pressa, de tanta necessidade de correr, sem sair do lugar, pra chegar a nada, pois o que ganhei foi a perda, e isso é tão contrário, que nem sei se essa frase tem sentido... mas para mim tem!
Perdi tempo, saúde, alegria, relacionamentos, amor, qualidade de vida!
E hoje consegui colocar um freio em mim mesma, andar numa marcha mais lenta... e num texto que cita tantas vezes a palavra hoje, fica claro o que me importa é exatamente, evidentemente isso: o hoje, o agora, esse minuto, esse segundo, que tem que ser precioso, sagrado, intenso, lindo!
O que sinto agora é um amor maduro, mais altruísta, que não espera nada, um amor doado... E o bem tomou conta de mim de maneira tão intensa, que parece que fiquei até meio boba!
Tem gente que nem me reconhece mais...
Não importa, não vejo mal nenhum nisso, só não entendo às vezes, como isso pode incomodar!
Se eu pudesse prescrever algo para que você fosse feliz, receitaria isso, uma coisa bem simples: o bem gratuito! Aquele que a gente faz sem esperar nada, absolutamente nada em troca, nem reconhecimento, nem muito obrigado... nada!
Quando projetamos no outro qualquer coisa, nos frustramos, então pra que esperar algo das pessoas para que possamos ativar nossas áreas de felicidade?
Não podemos nós mesmos fazer isso por nós?
Não podemos nos alimentar do bem para sermos mais felizes?
Não podemos dar um bom dia com o coração aberto, desejando que a pessoa realmente tenha um bom dia, ao invés de ser um cumprimento automático?
Não podemos mudar nossas posturas?
Qualquer coisa, qualquer coisa que façamos por alguém, com intenções verdadeiras e com bondade, é uma semeadura do bem... e quem planta colhe!
De alguma maneira a colheita vem e um dia nos fartaremos nos frutos das boas sementes que plantarmos... então basta de pensamentos negativos, coisas tristes, maldades, vinganças, raivas e ódios, pois são sementes que plantaremos para nós mesmos e seremos então, dessa forma, os únicos prejudicados!
É a única lei desse universo: o equilíbrio!
E se nesse mundo existe tanto mal, vamos neutralizá-lo, com nossas ações benéficas, para que as coisas se reestabeleçam e haja um mínimo de harmonia.
As coisas estão se perdendo, existe um grande mal rondando e a nós cabe, não permitir a sua chegada em nossos corações.
Deixar o amor falar mais alto... ter paciência, resignação!
Exercícios diários e necessários, não custa tentar, um dia a gente consegue e quem sabe no outro também e assim por diante, até que se torne parte de nós diariamente!
Alexandra Mello
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Fazer o bem, me faz bem!
E essa é mais uma história de um dia comum...
Não fossem os significados, de pequenas coincidências, que às vezes, ficam ofuscadas pela correria do dia a dia e passam desapercebidas.
Sim!
Acredito, que todos os dias, acordamos com uma missão, com um plano traçado, mas nem sempre concluímos nossas tarefas com êxito, quer seja por egoísmo, por falta de fé, ou simplesmente por estarmos cercados por uma cegueira que nos impede de enxergarmos quem não nos interessa.
E geralmente temos interesse especificamente, apenas por aquelas pessoas, por quem nutrimos mais amor e afinidade, como amigos e familiares. Via de regra é quase sempre assim.
Mas, quando abrimos o nosso coração, nos damos conta, que ele é do tamanho do Universo, guiado por uma força muito maior e se nos deixarmos levar, intuitivamente, ele sempre nos conduzirá a quem mais precisa.
Não precisa ser uma busca consciente, do tipo: hoje vou sair procurando quem ajudar.
Isso sempre acontecerá naturalmente, pois será regido pelas leis do Universo, basta se entregar e encher o coração de amor e colher os frutos.
Para algumas pessoas, pode soar apenas como mais uma história boba, mas para mim, é mais uma história, entre tantas que tem acontecido na minha vida depois que decidi me entregar aos outros também e que faz meu coração transbordar de felicidade e que tem feito toda a diferença na minha vida, que tem moldado meu caráter, lapidado minha alma e a cada dia tem me tornado um pouquinho melhor.
Logo eu, com fama de braba, briguenta, nervosa, estressada... veja, como é possível, através da reforma íntima, melhorar e fazer as coisas mais brandas e agradáveis e transformar grandes depressões em solos férteis, jardins belos, dias ensolarados.
E foi assim, que saí atrás de uma costureira no bairro, para reformar duas saias e um vestido, que ficaram muito largos depois que perdi alguns quilos.
Fui em duas e estavam fechadas e então decidi ir, num lugar que faz uniformes escolares, já sem muita esperança, apenas para perguntar.
Detalhe que as outras duas eram bem longe e essa última, fica a uma quadra de casa, na minha rua.
Chegando lá, o marido da senhora, muito simpático e conversador me disse que eu teria que perguntar para a sua esposa, que ela andava muito ocupada, já que as aulas estavam para começar e ela estava com muitas encomendas de uniforme.
Me pediu para esperar uns minutinhos, que ela estava lá dentro tomando um café.
E eu, encostei minha bicicleta e fiquei esperando bem tranquila, sem muita esperança que fosse dar certo.
Chegou um casal com uma menininha linda, pegar um uniforme e eis que chegou a "senhora".
Eu cedi a minha vez para eles, afinal, não estava com pressa e era sábado!
Fiquei analisando... olhando bem para aquela senhora, observando suas roupas e fiquei meio sem jeito, pois ela tinha um tipão de evangélica, não que eu tivesse algo contra.
Chegou minha vez de ser atendida.
Tirei minhas saias brancas e meu vestido de cor igual.
Expliquei que emagreci muito e que as saias passavam reto na minha cintura e que a alça do vestido não parava, mesmo fazendo menos de dois meses que comprei. Disse que precisaria para quinta-feira, pois iria usar.
Ela analisou, analisou... disse que poderia fazer, pelo menos uma para eu poder usar na quinta e já emendou a pergunta: você é da umbanda?
Me deu um frio na barriga, mas não foi uma pergunta de desaprovação, que era o que eu estava temendo... respondi que sim e ela sorriu e disse: eu também já fui.
Fiquei aliviada e confusa. Confesso que foi engraçado hehehehehe
Ainda estávamos conversando quando chegou um casal, a moça era parente da senhora.
Ela comentava sobre emagrecer, que não era fácil e contou para mim: ta vendi essa moça? Entrou na fila para fazer bariátrica! E a moça contou, muito feliz, que já estava com a data marcada!
De repente a senhora mudou de expressão, ficou visivelmente apreensiva.
E soltou: - E minha filha opera na segunda...
Pronto... Estava feita a conexão
Estávamos ali, três pessoas, completamente desconhecidas, num lugar totalmente inusitado, na hora certa, no momento certo, falando do assunto certo.
Logo, abri meu coração e expliquei que havia feito bariátrica há quase 5 anos, que às vezes engordava, que era uma batalha diária.
Expliquei que tinha engordado "uns quilos" e que em dezembro tratei de me empenhar para me livrar de todos eles, por isso tinha emagrecido tanto.
A filha iria operar pelo SUS, logo perguntei se a cirurgia era aberta, ela disse que sim, que tinha muito medo e mais uma vez, consegui aliviar o coração da pobre senhora.
Expliquei que a minha cirurgia tinha sido feita assim também, expliquei sobre os cuidados, falamos por um longo tempo e minha intuição me fez perguntar... sua filha já tem aquela cinta que é necessária para a cirurgia (que por sinal é bem cara).
Ela disse que não, que não tinham conseguido comprar ainda, às vésperas da cirurgia.
Eu apenas sorri e disse: eu acho que tenho a minha guardada, nem sei porque, devia estar esperando pela pessoa certa né!
Corri para casa e voltei para entregar a ela.
Essas coisas me deixam feliz... e ser feliz para mim, custa muito pouco!
Beijos a todos com muito Axé.
Alexandra Mello
Não fossem os significados, de pequenas coincidências, que às vezes, ficam ofuscadas pela correria do dia a dia e passam desapercebidas.
Sim!
Acredito, que todos os dias, acordamos com uma missão, com um plano traçado, mas nem sempre concluímos nossas tarefas com êxito, quer seja por egoísmo, por falta de fé, ou simplesmente por estarmos cercados por uma cegueira que nos impede de enxergarmos quem não nos interessa.
E geralmente temos interesse especificamente, apenas por aquelas pessoas, por quem nutrimos mais amor e afinidade, como amigos e familiares. Via de regra é quase sempre assim.
Mas, quando abrimos o nosso coração, nos damos conta, que ele é do tamanho do Universo, guiado por uma força muito maior e se nos deixarmos levar, intuitivamente, ele sempre nos conduzirá a quem mais precisa.
Não precisa ser uma busca consciente, do tipo: hoje vou sair procurando quem ajudar.
Isso sempre acontecerá naturalmente, pois será regido pelas leis do Universo, basta se entregar e encher o coração de amor e colher os frutos.
Para algumas pessoas, pode soar apenas como mais uma história boba, mas para mim, é mais uma história, entre tantas que tem acontecido na minha vida depois que decidi me entregar aos outros também e que faz meu coração transbordar de felicidade e que tem feito toda a diferença na minha vida, que tem moldado meu caráter, lapidado minha alma e a cada dia tem me tornado um pouquinho melhor.
Logo eu, com fama de braba, briguenta, nervosa, estressada... veja, como é possível, através da reforma íntima, melhorar e fazer as coisas mais brandas e agradáveis e transformar grandes depressões em solos férteis, jardins belos, dias ensolarados.
E foi assim, que saí atrás de uma costureira no bairro, para reformar duas saias e um vestido, que ficaram muito largos depois que perdi alguns quilos.
Fui em duas e estavam fechadas e então decidi ir, num lugar que faz uniformes escolares, já sem muita esperança, apenas para perguntar.
Detalhe que as outras duas eram bem longe e essa última, fica a uma quadra de casa, na minha rua.
Chegando lá, o marido da senhora, muito simpático e conversador me disse que eu teria que perguntar para a sua esposa, que ela andava muito ocupada, já que as aulas estavam para começar e ela estava com muitas encomendas de uniforme.
Me pediu para esperar uns minutinhos, que ela estava lá dentro tomando um café.
E eu, encostei minha bicicleta e fiquei esperando bem tranquila, sem muita esperança que fosse dar certo.
Chegou um casal com uma menininha linda, pegar um uniforme e eis que chegou a "senhora".
Eu cedi a minha vez para eles, afinal, não estava com pressa e era sábado!
Fiquei analisando... olhando bem para aquela senhora, observando suas roupas e fiquei meio sem jeito, pois ela tinha um tipão de evangélica, não que eu tivesse algo contra.
Chegou minha vez de ser atendida.
Tirei minhas saias brancas e meu vestido de cor igual.
Expliquei que emagreci muito e que as saias passavam reto na minha cintura e que a alça do vestido não parava, mesmo fazendo menos de dois meses que comprei. Disse que precisaria para quinta-feira, pois iria usar.
Ela analisou, analisou... disse que poderia fazer, pelo menos uma para eu poder usar na quinta e já emendou a pergunta: você é da umbanda?
Me deu um frio na barriga, mas não foi uma pergunta de desaprovação, que era o que eu estava temendo... respondi que sim e ela sorriu e disse: eu também já fui.
Fiquei aliviada e confusa. Confesso que foi engraçado hehehehehe
Ainda estávamos conversando quando chegou um casal, a moça era parente da senhora.
Ela comentava sobre emagrecer, que não era fácil e contou para mim: ta vendi essa moça? Entrou na fila para fazer bariátrica! E a moça contou, muito feliz, que já estava com a data marcada!
De repente a senhora mudou de expressão, ficou visivelmente apreensiva.
E soltou: - E minha filha opera na segunda...
Pronto... Estava feita a conexão
Estávamos ali, três pessoas, completamente desconhecidas, num lugar totalmente inusitado, na hora certa, no momento certo, falando do assunto certo.
Logo, abri meu coração e expliquei que havia feito bariátrica há quase 5 anos, que às vezes engordava, que era uma batalha diária.
Expliquei que tinha engordado "uns quilos" e que em dezembro tratei de me empenhar para me livrar de todos eles, por isso tinha emagrecido tanto.
A filha iria operar pelo SUS, logo perguntei se a cirurgia era aberta, ela disse que sim, que tinha muito medo e mais uma vez, consegui aliviar o coração da pobre senhora.
Expliquei que a minha cirurgia tinha sido feita assim também, expliquei sobre os cuidados, falamos por um longo tempo e minha intuição me fez perguntar... sua filha já tem aquela cinta que é necessária para a cirurgia (que por sinal é bem cara).
Ela disse que não, que não tinham conseguido comprar ainda, às vésperas da cirurgia.
Eu apenas sorri e disse: eu acho que tenho a minha guardada, nem sei porque, devia estar esperando pela pessoa certa né!
Corri para casa e voltei para entregar a ela.
Essas coisas me deixam feliz... e ser feliz para mim, custa muito pouco!
Beijos a todos com muito Axé.
Alexandra Mello
sábado, 3 de janeiro de 2015
Frustrações
E seu coração será sempre um grande traidor
Você cairá inocentemente, nas imensas armadilhas
Que ele deixará armadas, nas esquinas desavisadas
Das suas ilusões e seus anseios...
Você estará radiante, cheia de ótimas intenções
Enquanto lá vem a rasteira fulminante, pronta pra lhe dar o bote
E é por isso que você vive triste...
Porque se arma de mil boas vontades
Prepara o banquete lindamente
E quando tudo está pronto e perfeito
Eis que não aparecem os convidados
E tudo se perde...
E a frustração é uma inimiga poderosa
Que desanima gradativa e silenciosamente
Pois um dia você se cansa de fazer tudo
E não receber nada, que não sejam críticas
Reclamações...
As pessoas nos magoam, nos magoam...
Como se fôssemos de concreto, sem sentimentos
Alienados, objetos decorativos
À mercê de sua servidão...
Eu queria poder acordar e ir dormir, usando o dom que recebi
O de poder falar... falar
Com quem precisa, sabe ou quer ouvir
Ajudar... fazer o bem gratuito
E acumular minha fortuna nos céus...
Quem conhecer o tamanho do bem que carrego no coração
Jamais me faria mal
Jamais me magoaria...
Pra não estragar esse tesouro tão especial que Davi criou
Peça única, lapidada em ouro de bondade
Esteve adormecido, mas renasceu para o bem
Ao lado de Santa Sara e de Jesus.
Você cairá inocentemente, nas imensas armadilhas
Que ele deixará armadas, nas esquinas desavisadas
Das suas ilusões e seus anseios...
Você estará radiante, cheia de ótimas intenções
Enquanto lá vem a rasteira fulminante, pronta pra lhe dar o bote
E é por isso que você vive triste...
Porque se arma de mil boas vontades
Prepara o banquete lindamente
E quando tudo está pronto e perfeito
Eis que não aparecem os convidados
E tudo se perde...
E a frustração é uma inimiga poderosa
Que desanima gradativa e silenciosamente
Pois um dia você se cansa de fazer tudo
E não receber nada, que não sejam críticas
Reclamações...
As pessoas nos magoam, nos magoam...
Como se fôssemos de concreto, sem sentimentos
Alienados, objetos decorativos
À mercê de sua servidão...
Eu queria poder acordar e ir dormir, usando o dom que recebi
O de poder falar... falar
Com quem precisa, sabe ou quer ouvir
Ajudar... fazer o bem gratuito
E acumular minha fortuna nos céus...
Quem conhecer o tamanho do bem que carrego no coração
Jamais me faria mal
Jamais me magoaria...
Pra não estragar esse tesouro tão especial que Davi criou
Peça única, lapidada em ouro de bondade
Esteve adormecido, mas renasceu para o bem
Ao lado de Santa Sara e de Jesus.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Silêncio
Ahhhhhh, deixa quieto...
O silêncio te faz pensar melhor
Se está sozinho, faz-te companhia seus pensamentos
Se estás triste, inventa alegrias pra te fazer em sorriso
Se sentes falta de algo, fique apenas em si mesmo
Ser auto suficiente é um exercício
Quem sabe ignorando o que está a sua volta
Você poderá ser capaz de ter a ilusão
De que jamais precisou de alguém
Ou de que ninguém lhe faz falta
Talvez devesse ser assim...
Eu tenho sido minha melhor amiga
Tenho me perdido em conversas com meu silêncio
Tenho me acompanhado de meus pensamentos
Tenho inventado sorrisos para me alegrar
E isso tudo me dá a sensação que não estou só
Mas só estou... apenas em mim
E o que quero, é apenas fingir
Que nada aconteceu,
Ignorar passado e presente
Enxergando apenas o futuro
E é somente ele que me importa
E é lá que quero estar...
Até que se esgote o próximo segundo
E a vida se esvaia em presentes futuros
Em mutações cronológicas
E o fim chegue naturalmente
Sem questionamentos, reclamações
Tentar, tentar, tentar
Isso era tudo o que me importava
Mas hoje, desistir passa a ser minha melhor opção
Desistir de tudo o que não irá valer a pena!
Há coisas que jamais mudarão
E para todas essas, já não há em mim lugar
Paciência e nem mesmo intenção
Quero apenas, o que sabidamente possa dar certo!
O silêncio te faz pensar melhor
Se está sozinho, faz-te companhia seus pensamentos
Se estás triste, inventa alegrias pra te fazer em sorriso
Se sentes falta de algo, fique apenas em si mesmo
Ser auto suficiente é um exercício
Quem sabe ignorando o que está a sua volta
Você poderá ser capaz de ter a ilusão
De que jamais precisou de alguém
Ou de que ninguém lhe faz falta
Talvez devesse ser assim...
Eu tenho sido minha melhor amiga
Tenho me perdido em conversas com meu silêncio
Tenho me acompanhado de meus pensamentos
Tenho inventado sorrisos para me alegrar
E isso tudo me dá a sensação que não estou só
Mas só estou... apenas em mim
E o que quero, é apenas fingir
Que nada aconteceu,
Ignorar passado e presente
Enxergando apenas o futuro
E é somente ele que me importa
E é lá que quero estar...
Até que se esgote o próximo segundo
E a vida se esvaia em presentes futuros
Em mutações cronológicas
E o fim chegue naturalmente
Sem questionamentos, reclamações
Tentar, tentar, tentar
Isso era tudo o que me importava
Mas hoje, desistir passa a ser minha melhor opção
Desistir de tudo o que não irá valer a pena!
Há coisas que jamais mudarão
E para todas essas, já não há em mim lugar
Paciência e nem mesmo intenção
Quero apenas, o que sabidamente possa dar certo!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Manual
E no fim ninguém sabe nada sobre a vida...
Não tem manual, receita, dica ou nada, ou quase nada que tenha aplicabilidade plena com aproveitamento máximo, no sentido de indicar, interferir, solucionar, sanar, melhorar ou mesmo conduzir qualquer coisa, em qualquer âmbito, cotidiano, normal, básico, real, abstrato, simples, composto, cardinal, ordinal etc e tal em nossas vidas, de forma que haja um sentido único, simples de ser transcrito, decifrado, analisado, definido, entendido e resumido.
Mas a vida é assim, ou assada, cozida, frita, refogada.
Tem sabor suave, adocicado, azedo, salgado, amargo e até envenenado.
São as papilas gustativas de nosso humor, que conduzem que sabor nos aprovem em que se transfomam as intervenções diárias de nossos sentimentos em relação ao nosso entendimento.
As vezes 100 gramas é algo tão pesado, que não conseguimos carregar, e vem permeado de significações que se internalizam e nos fazem refletir em centenas de processos cerebrais sobre um determinado acontecimento que se soma em milhares de possibilidades, fazendo nossa mente divagar entre o que realmente aconteceu, o que poderia acontecer e o que gostaríamos que de fato ocorresse.
Aí se misturam expectativas, sonhos, desejos, vontades em contraposição com medos, evitabilidades, frustrações e coisas que realmente esperávamos que nunca acontecessem.
Bem vindos à vida real... aquela vida que não te poupa de nada, nem de alegrias, nem de dores, nem de realizações, nem de fracassos.
Vida de possibilidades, 50% de cada lado, meio termo, riscos!
Sim, você tanto pode tudo, quanto não pode nada!
E o que você faz é montar um lindo mosaico multicolorido, com dominós enfileirados, fragilmente dispostos de forma que tanto pode seu desenho de anseios ser concretizado, quanto ao menor deslize, fazer tudo desmoronar.
Correr riscos... riscos que desenham a vida, numa aquarela frágil de cores semi vivas, ou quase mortas, realizem-se, destruam-se...
Vida de querer, proceder, tentar, conseguir, reviver, envelhecer.
Tantos verbos conjugados e nenhum manual no final.
Ninguém sabe, também não o sei!
E tentaria a vida inteira exemplificar o que eu sinto, mesmo sabendo que hoje não sou mais quem fui ontem e amanhã não me restará nada do que sou hoje.
Transformações profundas acometem o mundo em todos os segundos.
Enfim, isso tudo não é sobre você e nem mesmo sobre mim.
Gostaria de versar palavras que explicassem o mundo, perfeitamente assim, com princípios, meios e fins...
Mas palavras faltam para montar esse manual, então, sinceramente o que me resta é voltar ao ponto inicial!
E no fim ninguém sabe nada sobre a vida!
Assim por agora, termino o que comecei a escrever, indicando a você o início que termina e coloca o fim...
Não tem manual, receita, dica ou nada, ou quase nada que tenha aplicabilidade plena com aproveitamento máximo, no sentido de indicar, interferir, solucionar, sanar, melhorar ou mesmo conduzir qualquer coisa, em qualquer âmbito, cotidiano, normal, básico, real, abstrato, simples, composto, cardinal, ordinal etc e tal em nossas vidas, de forma que haja um sentido único, simples de ser transcrito, decifrado, analisado, definido, entendido e resumido.
Mas a vida é assim, ou assada, cozida, frita, refogada.
Tem sabor suave, adocicado, azedo, salgado, amargo e até envenenado.
São as papilas gustativas de nosso humor, que conduzem que sabor nos aprovem em que se transfomam as intervenções diárias de nossos sentimentos em relação ao nosso entendimento.
As vezes 100 gramas é algo tão pesado, que não conseguimos carregar, e vem permeado de significações que se internalizam e nos fazem refletir em centenas de processos cerebrais sobre um determinado acontecimento que se soma em milhares de possibilidades, fazendo nossa mente divagar entre o que realmente aconteceu, o que poderia acontecer e o que gostaríamos que de fato ocorresse.
Aí se misturam expectativas, sonhos, desejos, vontades em contraposição com medos, evitabilidades, frustrações e coisas que realmente esperávamos que nunca acontecessem.
Bem vindos à vida real... aquela vida que não te poupa de nada, nem de alegrias, nem de dores, nem de realizações, nem de fracassos.
Vida de possibilidades, 50% de cada lado, meio termo, riscos!
Sim, você tanto pode tudo, quanto não pode nada!
E o que você faz é montar um lindo mosaico multicolorido, com dominós enfileirados, fragilmente dispostos de forma que tanto pode seu desenho de anseios ser concretizado, quanto ao menor deslize, fazer tudo desmoronar.
Correr riscos... riscos que desenham a vida, numa aquarela frágil de cores semi vivas, ou quase mortas, realizem-se, destruam-se...
Vida de querer, proceder, tentar, conseguir, reviver, envelhecer.
Tantos verbos conjugados e nenhum manual no final.
Ninguém sabe, também não o sei!
E tentaria a vida inteira exemplificar o que eu sinto, mesmo sabendo que hoje não sou mais quem fui ontem e amanhã não me restará nada do que sou hoje.
Transformações profundas acometem o mundo em todos os segundos.
Enfim, isso tudo não é sobre você e nem mesmo sobre mim.
Gostaria de versar palavras que explicassem o mundo, perfeitamente assim, com princípios, meios e fins...
Mas palavras faltam para montar esse manual, então, sinceramente o que me resta é voltar ao ponto inicial!
E no fim ninguém sabe nada sobre a vida!
Assim por agora, termino o que comecei a escrever, indicando a você o início que termina e coloca o fim...
domingo, 26 de agosto de 2012
O cigarro
No princípio era o repúdio, na moralidade de minha doce infância...
Via meus pais ali, tragando e expirando aquela fumaça branca azulada, com cinzas espalhadas, um cheiro ruim, brasas que se acendiam e cripitavam na noite e se acendiam mais intensas em meio a tragadas, risadas, palavras e tosses roucas.
Então, simplesmente por convenção ou convencimento, eu negava aquele vício e me imaginava na minha distante vida adulta, longe dele, porque cheirava mal, fazia mal...
De braços dados com a adolescência, veio aquela rebeldia e desafiar o que era certo, era dever, prazer e então instalou-se o "desafio do desafiar"...
Às vezes, ia andando até o colégio e economizava a grana do bonde e comprava um solto pra na hora do lanche, me juntar àquela rodinha de pessoas descoladas e acender o pito e esbanjar liberdade e poder... e eu podia tudo nos meus lindos 13, 14 anos!
Eu era tão revolucionária, que as piores idéias (que sempre são as melhores) partiam de mim.
Organizava excursões à liberdade e depois do recreio arrebanhava a sala de aula toda para enganar a tia do portão dizendo que não tínhamos mais aula e as portas se abriam e fugíamos contentes e vitoriosos rumo a aventuras.
Saindo do Água Verde, cruzávamos o centro rumo ao Shopping e no Centro Cívico, lá estávamos nós no Mueller.
Me achava a rainha da contravenção e isso me conferia tanto poder, que as pessoas me rondavam sempre, como quem se fascina por um líder e o segue onde quer que ele vá.
E nossas armas eram nossa juventude, nosso destemor, nossa alegria e nossos cigarros, que mais pareciam uniformes e demarcavam quem eram as pessoas mais legais.
Deve ser por isso que comecei a fumar, por essa necessidade de ser, ou em me fazer diferente!
Driblei tudo e todos desde cedo, em busca das coisas que eu queria.
Dificilmente em algum momento pessoas conseguiram me fazer desistir das minhas vontades.
Jamais me acovardei em lutar, em mudar, em transpor limites, abrindo portas onde existiam apenas paredes...
Quando minha mãe suspeitou, vasculhou minha mochila surrada e encontrou carteira e isqueiro... acho que ela sentiu o cheiro enquanto eu tomava banho muito feliz com o cigarro preso a um grampinho de roupa pra não molhar!
Nem era vício, era o prazer de fazer o avesso do convencional.
Não eram tragadas, era impunhar uma bandeira de conquista pelo que eu queria e ninguém poderia me impedir!
Ela contou a meu pai... senti um medo escorrendo pelo corpo e enfrentei, com aquele sarcasmo que me faz rir nas horas mais impróprias! E ele disse, acenda um e fume.
Então peguei o cigarro, coloquei no canto da boca, o isqueiro subiu junto, fiz uma concha pra espantar o vento e o fogo veio e se misturou ao papel e ao fumo, que incendiou aquele tubo branco de papel pra fumaceira começar fácil.
Puxei aquela fumaça grossa, densa, com gosto de queimado e soltei aquela nuvem branca que ficou entre mim e meu pai.
Aí nesse momento, imaginei qual seria o veredito...
Eu estava ferrada, essa era a única certeza que me vinha à mente.
Ele olhou pra mim, com um olhar intrigado e disse:
- Olha! E acendeu um cigarro... Puxou a fumaça, abriu a boca e nada... A fumaça não estava lá!!!!
Depois de alguns segundos, um milagre aconteceu! A fumaça saiu pelos lábios.
Então ele riu e disse:
- É assim que se traga!
E então eu entendi que eu nem sabia tragar e minha mãe ficou furiosa, pois esperou que eu levasse aquela mijada e o que meu pai fez, foi me ensinar a tragar.
Depois desse episódio, coisas passaram a acontecer.
Quando eu ia para Castro, no final de 91, meu pai gentilmente deixava na cozinha, uma carteira de "Capri" dando sopa.
Sabia que não era dele e nem pra ele.
E abria a carteira e deixava ela lá, ia furtando aos poucos e sabia que ele estava me vigiando.
Então passei a fumar e fumar e fumar.
Agora entendo esse "fumar" como um vício, que ao mesmo tempo era necessidade e que se revertia em prazer.
Acordava já pensando nele e o procurava para matar minha vontade e ele estava comigo o dia todo e eu sequer pensava no motivo de precisar daquilo.
Nos últimos anos as coisas estavam ainda mais automáticas... Fumava, fumava, fumava, acendia um cigarro no outro, entre um e outro usava bombinha para asma e meu ar já era escasso e meu pulmão doía.
E mesmo assim eu fumava, tragava aquela fumaça para consolar minha alma da necessidade que aquilo me causava e os gestos ficaram somente ainda mais automáticos e impensados.
O cigarro se tornou um vício desnecessário, que não me acrescentava em nada, me fazia mal, me deixava mal, dilacerava aos poucos meu corpo e fui me escravizando num prazer que eu sequer tinha consciência que era desnecessário.
Fui parando aos poucos...
Comecei a vê-lo menos, a meta era fumar em espaços cada vez maiores e maiores e maiores.
E meu corpo estava mal... eu estava morrendo e não sei se queria morrer por causa de um vício maldito.
Então, um belo dia, eu quase morri de verdade durante a madrugada, em meu quarto.
Acho que foi o propulsor da decisão final...
Meu pai já não estava mais aqui, fazia um ano que ele tinha ido, sem sequer dar um adeus.
Na madrugada acordei, como que afogada e o ar não entrava e me deseperei tentando tragar ar para meus pulmões e ele não vinha e lutei quando a morte parecia certa.
Passado um tempo, não maior que um minuto, o ar veio tímido e a cor voltou a meu rosto e eu respirei e quando acordei, pensei nele.
Mesmo sabendo o quanto ele fez parte da minha vida e o quanto eu precisava dele, o deixei de lado, na estante ao lado da cama, onde podia vê-lo e até tocá-lo se eu quisesse, mas não o desejei, não me dominei por ele, não mais o permiti em minha vida.
E os primeiros dias foram confusos, associava tudo a ele, desejava ele, queria ele a todo o momento... ao acordar, depois de comer, ao estar no ócio, ao sair, ao piscar, ao respirar...
E uma fome avassaladora tomava conta de mim, evitava aquela fumaça que pairava sobre minha alma, comendo a toda hora para preencher um estranho vazio.
E os dias foram passando e as coisas foram ficando mais fáceis, e o desejo diminuiu, sonhava com ele... e acordava pensando "não resisti"... mas não era a realidade.
E no mundo real eu fui desistindo daquele grande mal, dia após dia, resistindo a tentações de voltar atrás e descobrindo que na verdade eu nunca precisei dele.
E depois de quase 20 dias me convenci, que era hora de fazer algo por mim e comecei a cuidar de mim mesma e ressurgi e me apaixonei outra vez por mim.
Então comecei a me cuidar, a comer menos, a andar mais, a beber mais água, a ir em outros lugares, a ver outras pessoas.
Mas o vício ainda está em mim!
Mesmo sem sentir vontade consciente, penso no prazer, em estar com ele e como ele combinava comigo, como ele me dava um ar mais despojado e como ele desejava me matar aos poucos... e como realmente eu quase morri e acordei descobrindo que não... ainda estava viva!
E desejei viver e viver passou a me fazer bem e hoje viver é minha única opção.
Então estou aprendendo algumas coisas novas a cada dia e cada dia fica mais fácil estar longe e no final das contas, parece que isso jamais fez parte de mim e que na verdade, eu nunca fumei!
Via meus pais ali, tragando e expirando aquela fumaça branca azulada, com cinzas espalhadas, um cheiro ruim, brasas que se acendiam e cripitavam na noite e se acendiam mais intensas em meio a tragadas, risadas, palavras e tosses roucas.
Então, simplesmente por convenção ou convencimento, eu negava aquele vício e me imaginava na minha distante vida adulta, longe dele, porque cheirava mal, fazia mal...
De braços dados com a adolescência, veio aquela rebeldia e desafiar o que era certo, era dever, prazer e então instalou-se o "desafio do desafiar"...
Às vezes, ia andando até o colégio e economizava a grana do bonde e comprava um solto pra na hora do lanche, me juntar àquela rodinha de pessoas descoladas e acender o pito e esbanjar liberdade e poder... e eu podia tudo nos meus lindos 13, 14 anos!
Eu era tão revolucionária, que as piores idéias (que sempre são as melhores) partiam de mim.
Organizava excursões à liberdade e depois do recreio arrebanhava a sala de aula toda para enganar a tia do portão dizendo que não tínhamos mais aula e as portas se abriam e fugíamos contentes e vitoriosos rumo a aventuras.
Saindo do Água Verde, cruzávamos o centro rumo ao Shopping e no Centro Cívico, lá estávamos nós no Mueller.
Me achava a rainha da contravenção e isso me conferia tanto poder, que as pessoas me rondavam sempre, como quem se fascina por um líder e o segue onde quer que ele vá.
E nossas armas eram nossa juventude, nosso destemor, nossa alegria e nossos cigarros, que mais pareciam uniformes e demarcavam quem eram as pessoas mais legais.
Deve ser por isso que comecei a fumar, por essa necessidade de ser, ou em me fazer diferente!
Driblei tudo e todos desde cedo, em busca das coisas que eu queria.
Dificilmente em algum momento pessoas conseguiram me fazer desistir das minhas vontades.
Jamais me acovardei em lutar, em mudar, em transpor limites, abrindo portas onde existiam apenas paredes...
Quando minha mãe suspeitou, vasculhou minha mochila surrada e encontrou carteira e isqueiro... acho que ela sentiu o cheiro enquanto eu tomava banho muito feliz com o cigarro preso a um grampinho de roupa pra não molhar!
Nem era vício, era o prazer de fazer o avesso do convencional.
Não eram tragadas, era impunhar uma bandeira de conquista pelo que eu queria e ninguém poderia me impedir!
Ela contou a meu pai... senti um medo escorrendo pelo corpo e enfrentei, com aquele sarcasmo que me faz rir nas horas mais impróprias! E ele disse, acenda um e fume.
Então peguei o cigarro, coloquei no canto da boca, o isqueiro subiu junto, fiz uma concha pra espantar o vento e o fogo veio e se misturou ao papel e ao fumo, que incendiou aquele tubo branco de papel pra fumaceira começar fácil.
Puxei aquela fumaça grossa, densa, com gosto de queimado e soltei aquela nuvem branca que ficou entre mim e meu pai.
Aí nesse momento, imaginei qual seria o veredito...
Eu estava ferrada, essa era a única certeza que me vinha à mente.
Ele olhou pra mim, com um olhar intrigado e disse:
- Olha! E acendeu um cigarro... Puxou a fumaça, abriu a boca e nada... A fumaça não estava lá!!!!
Depois de alguns segundos, um milagre aconteceu! A fumaça saiu pelos lábios.
Então ele riu e disse:
- É assim que se traga!
E então eu entendi que eu nem sabia tragar e minha mãe ficou furiosa, pois esperou que eu levasse aquela mijada e o que meu pai fez, foi me ensinar a tragar.
Depois desse episódio, coisas passaram a acontecer.
Quando eu ia para Castro, no final de 91, meu pai gentilmente deixava na cozinha, uma carteira de "Capri" dando sopa.
Sabia que não era dele e nem pra ele.
E abria a carteira e deixava ela lá, ia furtando aos poucos e sabia que ele estava me vigiando.
Então passei a fumar e fumar e fumar.
Agora entendo esse "fumar" como um vício, que ao mesmo tempo era necessidade e que se revertia em prazer.
Acordava já pensando nele e o procurava para matar minha vontade e ele estava comigo o dia todo e eu sequer pensava no motivo de precisar daquilo.
Nos últimos anos as coisas estavam ainda mais automáticas... Fumava, fumava, fumava, acendia um cigarro no outro, entre um e outro usava bombinha para asma e meu ar já era escasso e meu pulmão doía.
E mesmo assim eu fumava, tragava aquela fumaça para consolar minha alma da necessidade que aquilo me causava e os gestos ficaram somente ainda mais automáticos e impensados.
O cigarro se tornou um vício desnecessário, que não me acrescentava em nada, me fazia mal, me deixava mal, dilacerava aos poucos meu corpo e fui me escravizando num prazer que eu sequer tinha consciência que era desnecessário.
Fui parando aos poucos...
Comecei a vê-lo menos, a meta era fumar em espaços cada vez maiores e maiores e maiores.
E meu corpo estava mal... eu estava morrendo e não sei se queria morrer por causa de um vício maldito.
Então, um belo dia, eu quase morri de verdade durante a madrugada, em meu quarto.
Acho que foi o propulsor da decisão final...
Meu pai já não estava mais aqui, fazia um ano que ele tinha ido, sem sequer dar um adeus.
Na madrugada acordei, como que afogada e o ar não entrava e me deseperei tentando tragar ar para meus pulmões e ele não vinha e lutei quando a morte parecia certa.
Passado um tempo, não maior que um minuto, o ar veio tímido e a cor voltou a meu rosto e eu respirei e quando acordei, pensei nele.
Mesmo sabendo o quanto ele fez parte da minha vida e o quanto eu precisava dele, o deixei de lado, na estante ao lado da cama, onde podia vê-lo e até tocá-lo se eu quisesse, mas não o desejei, não me dominei por ele, não mais o permiti em minha vida.
E os primeiros dias foram confusos, associava tudo a ele, desejava ele, queria ele a todo o momento... ao acordar, depois de comer, ao estar no ócio, ao sair, ao piscar, ao respirar...
E uma fome avassaladora tomava conta de mim, evitava aquela fumaça que pairava sobre minha alma, comendo a toda hora para preencher um estranho vazio.
E os dias foram passando e as coisas foram ficando mais fáceis, e o desejo diminuiu, sonhava com ele... e acordava pensando "não resisti"... mas não era a realidade.
E no mundo real eu fui desistindo daquele grande mal, dia após dia, resistindo a tentações de voltar atrás e descobrindo que na verdade eu nunca precisei dele.
E depois de quase 20 dias me convenci, que era hora de fazer algo por mim e comecei a cuidar de mim mesma e ressurgi e me apaixonei outra vez por mim.
Então comecei a me cuidar, a comer menos, a andar mais, a beber mais água, a ir em outros lugares, a ver outras pessoas.
Mas o vício ainda está em mim!
Mesmo sem sentir vontade consciente, penso no prazer, em estar com ele e como ele combinava comigo, como ele me dava um ar mais despojado e como ele desejava me matar aos poucos... e como realmente eu quase morri e acordei descobrindo que não... ainda estava viva!
E desejei viver e viver passou a me fazer bem e hoje viver é minha única opção.
Então estou aprendendo algumas coisas novas a cada dia e cada dia fica mais fácil estar longe e no final das contas, parece que isso jamais fez parte de mim e que na verdade, eu nunca fumei!
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Sonho...
Essa noite passeei por corredores de hospitais, era doente ali, mas era a menos enferma.
Encontrei pastas, li prontuários e me deparei com óbitos.
Fui liberada para acompanhar funerais, onde pessoas necessitavam da minha força.
Estranhamente, conversei com várias mulheres e todas elas estava no banheiro, disputando um espelho, preocupadas tão somente com suas vaidades imediatas.
No meio de tanta gente, encontrei uma senhora, com a tristeza estampada no rosto, sem nenhuma maquiagem, sem nenhuma vaidade, estava ali por estar ali.
No exato instante que a vi, lembrei do prontuário, uma criança de 5 anos, câncer e a identifiquei como familiar desse inocente e entendi porque eu estava ali.
Comecei a conversar com ela, confirmou-me que era mesmo esse caso e então, comecei a falar da vida, da brevidade dela e sobre as dívidas que nós mesmos assumimos para estar aqui.
Ela me disse que estava muito triste e queria tê-lo ao seu lado... e só pude lhe dizer que, amar é uma coisa muito bela, que devemos amar sem limites, incondicionalemente, mas, quando uma pessoa se vai, ela tem um novo caminho a trilhar e reclamar a presença física dela a todo momento, corresponde a amarrá-la atrasando o seu novo caminhar.
Pedi a ela, que em seu imenso amor, trouxesse alegria nesse sentimento de perda, lembrando dos doces momentos em que teve com essa linda criança em sua breve existência aqui na Terra.
E seus olhos se encheram de luz, porque aquilo tudo o que eu dizia, começou a fazer sentido para ela e ela transbordou amor nesse momento, me abraçou, disse que eu era uma pessoa muito linda e saiu.
Eu estava em um cemitério onde tinham pelo menos 3 funerais acontecendo simultâneamente.
Mas dentre todas as pessoas, apenas aquela mulher parecia estar vivendo um momento de perda, de luto, enquanto todas as outras, pareciam estar num desfile de vaidades exacerbadas....
Enfim, acordei...
Mas foi um sonho, porém de uma realidade tão grande, que acordei com a sensação de que uma grande verdade se manifestou para mim enquanto eu dormia.
Meu domingo está mais significativo, antes mesmo de levantar, já fiz um bem e essa sensação eleva o espírito de qualquer ser e traz uma sensação de paz.
Talvez tenha sonhado tudo isso, por ter usado palavras parecidas no final da noite, para conter lágrimas que minha filha trazia aos olhos, pedindo pelo pai, que assim como aquela criança do sonho, também partiu.
E ela, assim como a mulher do sonho entendeu, que a vida não cessa com a morte, que tudo é um processo natural de evolução e cada um tem seu caminho a percorrer.
E, nos deparando com a morte, sofreremos a perda, mas devemos deixar o espírito livre para continuar sua jornada, que a partir da morte, é apenas um processo longe de nossos olhos.
Bom domingo...
Encontrei pastas, li prontuários e me deparei com óbitos.
Fui liberada para acompanhar funerais, onde pessoas necessitavam da minha força.
Estranhamente, conversei com várias mulheres e todas elas estava no banheiro, disputando um espelho, preocupadas tão somente com suas vaidades imediatas.
No meio de tanta gente, encontrei uma senhora, com a tristeza estampada no rosto, sem nenhuma maquiagem, sem nenhuma vaidade, estava ali por estar ali.
No exato instante que a vi, lembrei do prontuário, uma criança de 5 anos, câncer e a identifiquei como familiar desse inocente e entendi porque eu estava ali.
Comecei a conversar com ela, confirmou-me que era mesmo esse caso e então, comecei a falar da vida, da brevidade dela e sobre as dívidas que nós mesmos assumimos para estar aqui.
Ela me disse que estava muito triste e queria tê-lo ao seu lado... e só pude lhe dizer que, amar é uma coisa muito bela, que devemos amar sem limites, incondicionalemente, mas, quando uma pessoa se vai, ela tem um novo caminho a trilhar e reclamar a presença física dela a todo momento, corresponde a amarrá-la atrasando o seu novo caminhar.
Pedi a ela, que em seu imenso amor, trouxesse alegria nesse sentimento de perda, lembrando dos doces momentos em que teve com essa linda criança em sua breve existência aqui na Terra.
E seus olhos se encheram de luz, porque aquilo tudo o que eu dizia, começou a fazer sentido para ela e ela transbordou amor nesse momento, me abraçou, disse que eu era uma pessoa muito linda e saiu.
Eu estava em um cemitério onde tinham pelo menos 3 funerais acontecendo simultâneamente.
Mas dentre todas as pessoas, apenas aquela mulher parecia estar vivendo um momento de perda, de luto, enquanto todas as outras, pareciam estar num desfile de vaidades exacerbadas....
Enfim, acordei...
Mas foi um sonho, porém de uma realidade tão grande, que acordei com a sensação de que uma grande verdade se manifestou para mim enquanto eu dormia.
Meu domingo está mais significativo, antes mesmo de levantar, já fiz um bem e essa sensação eleva o espírito de qualquer ser e traz uma sensação de paz.
Talvez tenha sonhado tudo isso, por ter usado palavras parecidas no final da noite, para conter lágrimas que minha filha trazia aos olhos, pedindo pelo pai, que assim como aquela criança do sonho, também partiu.
E ela, assim como a mulher do sonho entendeu, que a vida não cessa com a morte, que tudo é um processo natural de evolução e cada um tem seu caminho a percorrer.
E, nos deparando com a morte, sofreremos a perda, mas devemos deixar o espírito livre para continuar sua jornada, que a partir da morte, é apenas um processo longe de nossos olhos.
Bom domingo...
sábado, 7 de julho de 2012
Desmotivação
Motivos a gente acaba tendo muitos, sempre...
Para sorrir, para chorar, para comemorar, para lamentar!
Porém, ando sendo acometida por um desmotivo, uma desmotivação...
Onde deveriam sobrar-me os motivos para ser feliz e viver assim e assado, é dado lugar a desmotivação, como se me tirassem os motivos e tudo isso fosse substituído por um nada, um vão, um abismo entre o que eu sou, o que eu fui e o que eu irei ser.
Perspectivas sumiram como por encanto e se instalou um breve não querer que não vai embora, um nada, um vazio.
Estou de novo na estaca zero de um recomeço cego onde não sei para onde quero ir, por que ir e quando ir.
Então me reservo ao direito leve, livre e solto de não ser e não estar e ficar no ponto onde estou, imóvel e estagnada como pedra.
Ahhhhh essa vontade de nada, que coisa estranha...
Nem megasena, nem dinheiro, nem luxo, nem amores, nem sonhos, nem vontades só nadas...
São muitos nadas e zeros a esquerda que não somam, não subtraem, não multiplicam e não dividem...
Nadas absolutos, absolutamente coisa nenhuma.
Enquanto isso, inicia-se um vegetar total, uma plantação vegana de legumes, tubérculos, ervas, matas, plantas, capões de imagine-se... invisibilidades de coisas a fazer, querer, ser e estar.
Cansei... deve ter sido isso, só isso
Não é reclamação nem lamento.
Não é dor nem tristeza....
Sabe? É nada!
Hoje to assim, nada...
Não quero nada, não vivo nada, não sou nada!
Estou na paisagem, camuflada em paredes brancas e com ares de fantasma, sou um espectro fantasmagórico me movendo entre tudo imperceptível e calada.
E vou sumindo, sumindo e me desintegro nessa preguiça vadia e vagabunda de não querer viver o hoje e querer apenas pular para o final da história com tudo pronto, resolvido, mastigado, solucionado, raciocinado....
Sério, é só isso, essa preguiça inteira de viver.
To descansando de mim mesma e estou achando ótimo.
Amanhã me revejo, me reinvento porque hoje é só despedida, até amanhã quem sabe...
Para sorrir, para chorar, para comemorar, para lamentar!
Porém, ando sendo acometida por um desmotivo, uma desmotivação...
Onde deveriam sobrar-me os motivos para ser feliz e viver assim e assado, é dado lugar a desmotivação, como se me tirassem os motivos e tudo isso fosse substituído por um nada, um vão, um abismo entre o que eu sou, o que eu fui e o que eu irei ser.
Perspectivas sumiram como por encanto e se instalou um breve não querer que não vai embora, um nada, um vazio.
Estou de novo na estaca zero de um recomeço cego onde não sei para onde quero ir, por que ir e quando ir.
Então me reservo ao direito leve, livre e solto de não ser e não estar e ficar no ponto onde estou, imóvel e estagnada como pedra.
Ahhhhh essa vontade de nada, que coisa estranha...
Nem megasena, nem dinheiro, nem luxo, nem amores, nem sonhos, nem vontades só nadas...
São muitos nadas e zeros a esquerda que não somam, não subtraem, não multiplicam e não dividem...
Nadas absolutos, absolutamente coisa nenhuma.
Enquanto isso, inicia-se um vegetar total, uma plantação vegana de legumes, tubérculos, ervas, matas, plantas, capões de imagine-se... invisibilidades de coisas a fazer, querer, ser e estar.
Cansei... deve ter sido isso, só isso
Não é reclamação nem lamento.
Não é dor nem tristeza....
Sabe? É nada!
Hoje to assim, nada...
Não quero nada, não vivo nada, não sou nada!
Estou na paisagem, camuflada em paredes brancas e com ares de fantasma, sou um espectro fantasmagórico me movendo entre tudo imperceptível e calada.
E vou sumindo, sumindo e me desintegro nessa preguiça vadia e vagabunda de não querer viver o hoje e querer apenas pular para o final da história com tudo pronto, resolvido, mastigado, solucionado, raciocinado....
Sério, é só isso, essa preguiça inteira de viver.
To descansando de mim mesma e estou achando ótimo.
Amanhã me revejo, me reinvento porque hoje é só despedida, até amanhã quem sabe...
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Amiga...
Eu tinha uma crença, mas às vezes ela vai se despedaçando, perdendo a forma, a razão, se amiudando, que acho por vezes que vai acabar sumindo de tanto que já desapareceu de mim.Acreditava na ação e reação, de vidas, outras vidas antes dessa, de somas de carmas, pecados, erros, maldades.
Achava que tudo era uma questão de dívidas ou bônus, que tudo isso era necessário para nossa melhora como pessoas, como espíritos, que era tudo uma questaão de evolução ou (des)evolução.
Justificava todos os fardos nessa crença, as coisas realmente faziam sentido e a morte era algo tão natural, que nunca chegou a me incomodar demais.
Pouco chorei pelas pessoas que se foram, pois, acreditava que elas estavam aqui próximas a nós, separadas apenas por uma cortina que lhes tornava invisível.
E era tão bom acreditar, ter o conforto de saber que bastava fazer o bem para ser um pouco mais feliz, mesmo sabendo que a felicidade não era deste mundo, e que aqui só havia expiação, sofrimentos, provas e que para caminhar por esse vale chamado vida, bastava você ter paciência, caridade e ser capaz de perdoar.
Agora eu vejo as coisas por ângulos diferentes, mesmo sabendo que cada um tem uma carga a carregar, as coisas não me parecem mais injustas do que eram antes.
Vejo pessoas maravilhosas partindo, vejo um mundo ficando cada dia mais feio, pessoas fazendo o mal a toda hora e não me identifico nessa miscelânia de desajustes que o mundo se tornou.
Sou a própria imperfeição, tenho plena consciência disso, mas não me vejo fazendo mal algum para as pessoas. Claro que já fiz muitas coisas erradas, estou longe de ser santa, mas não estou sofrendo... por nada que possa ter feito de pior nessa vida.
O que tem me feito mergulhar em profundos questionamentos, é ver pessoas tão inocentes, com fardos tão pesados para carregar.
Acreditava que elas traziam suas dívidas de outras vidas, mas como sofrem tanto se nessa vida só fizeram o bem?
Eu sei que existem muitas respostas, baseadas na minha crença. Uma das que melhor se encaixa é o fato da família sofrer por aquela pessoa, um teste de tolerância, paciência, amor... pessoas que vieram apenas para serem amadas, unirem lares, darem força, colocarem luz e esperança no caminho dos descrentes.
Mas mesmo assim, penso e não paro de pensar: Sacrifica-se uma vida, tortura-se uma criança, uma família inteira é levada a exaustão, acodem-se na fé, acreditam na cura, que coisa...
Essa cura eu também quero, uma cura milagrosa, que não deixe sequelas, uma vitória gloriosa!
Mas temo muito que ela não aconteça e então, essas pessoas que estão sendo expostas a uma prova tão cruel, se tornarão melhores? O que elas aprenderão além da dor?
Temo que essas pessoas se afastem de Deus, que desacreditem em todas as suas convicções, pois creio que não haveria justiça em uma luta tão dolorosa, que culmine em derrota para todos os lados.
Eu quero acreditar que possa existir algum bem em toda essa circunstância, mas está difícil, isso porque tudo está se passando longe de mim...
Minha amiga querida, já conversei um milhão de vezes com você e nunca acho uma palavra sequer que consiga fazer você se sentir melhor, menos impotente e menos decepcionada com a vida.
Tento dar algum tipo de consolo nessa situação em que vocês estão envolvidos, não quero eu também perder a fé, mas confesso, já estou achando difícil e estou quase concordando com as suas palavras...
Você me disse que não dava para acreditar que exista um ser onipotente, onisciente que deixasse uma criança inocente sofrer a esse ponto... e eu te disse que para tudo existia uma razão.
Me lembro que você respondeu que não tinha razão e era completamente injusto.
Verdade, hoje eu concordo muito com essa injustiça, mas prefiro me apegar no pouco que resta de minha fé e acreditar que nenhuma vida foi colocada nesse mundo em vão e que as coisas tem sim uma razão, que tudo o que passamos aqui é para tocar no coração de alguém e hoje, mesmo com quase nada de fé eu vejo a Thaís dando um imenso exemplo de vida nessa luta diária que ela está travando, penso que tudo isso não é a toa!!!
Não pode ser, não deve ser... em mim ela toca muito forte e há dias que eu penso nela sem parar, uma coisa que grudou na minha mente, já escrevi sobre ela em posts anteriores, pois graças a ela, tenho visto muito mais sentido na vida!
Tenho uma enorme vergonha de ter fraquejado tantas vezes, em ter pensado em desistir por coisas tão pequenas, por problemas que eu mesma criei, pela minha covardia, enquanto ela briga com um monstro gigante todos os dias, sem armas, apenas com a coragem e a vontade de viver que o tal Deus deu de presente a ela.
Assim como ela toca no meu coração, eu que estou aqui longe, imagine quanto de bem que ela faz para quem a conhece, quem sabe das batalhas dela?
Não amiga, não é em vão, ainda que seja muito injusto, tem sim uma grande razão para tudo isso.
Parece egoísmo, mas sim, o mundo é egoísta, ninguém quer perder jamais, não adimitimos perder nada nem ninguém, mas estamos num mundo de muitas perdas, só o que não podemos perder é a vontade de lutar, de viver e nisso, sua irmã está sendo exemplo.
Pense nisso, amo muito você, sei do seu grande medo e acredito que infelizmente seus temores estão certos.
Saiba que estou aqui, que posso também estar aí no momento que precisar, mas saiba dar adeus e guardar nesse seu coração tudo de melhor que ela te deu...
Sem revoltas, sem raivas, sem mágoas, deixa apenas a tristeza da saudade, o lamento por não poder mudar as coisas, mas tenha certeza: tudo isso não foi, não é e nem será em vão!
Achava que tudo era uma questão de dívidas ou bônus, que tudo isso era necessário para nossa melhora como pessoas, como espíritos, que era tudo uma questaão de evolução ou (des)evolução.
Justificava todos os fardos nessa crença, as coisas realmente faziam sentido e a morte era algo tão natural, que nunca chegou a me incomodar demais.
Pouco chorei pelas pessoas que se foram, pois, acreditava que elas estavam aqui próximas a nós, separadas apenas por uma cortina que lhes tornava invisível.
E era tão bom acreditar, ter o conforto de saber que bastava fazer o bem para ser um pouco mais feliz, mesmo sabendo que a felicidade não era deste mundo, e que aqui só havia expiação, sofrimentos, provas e que para caminhar por esse vale chamado vida, bastava você ter paciência, caridade e ser capaz de perdoar.
Agora eu vejo as coisas por ângulos diferentes, mesmo sabendo que cada um tem uma carga a carregar, as coisas não me parecem mais injustas do que eram antes.
Vejo pessoas maravilhosas partindo, vejo um mundo ficando cada dia mais feio, pessoas fazendo o mal a toda hora e não me identifico nessa miscelânia de desajustes que o mundo se tornou.
Sou a própria imperfeição, tenho plena consciência disso, mas não me vejo fazendo mal algum para as pessoas. Claro que já fiz muitas coisas erradas, estou longe de ser santa, mas não estou sofrendo... por nada que possa ter feito de pior nessa vida.
O que tem me feito mergulhar em profundos questionamentos, é ver pessoas tão inocentes, com fardos tão pesados para carregar.
Acreditava que elas traziam suas dívidas de outras vidas, mas como sofrem tanto se nessa vida só fizeram o bem?
Eu sei que existem muitas respostas, baseadas na minha crença. Uma das que melhor se encaixa é o fato da família sofrer por aquela pessoa, um teste de tolerância, paciência, amor... pessoas que vieram apenas para serem amadas, unirem lares, darem força, colocarem luz e esperança no caminho dos descrentes.
Mas mesmo assim, penso e não paro de pensar: Sacrifica-se uma vida, tortura-se uma criança, uma família inteira é levada a exaustão, acodem-se na fé, acreditam na cura, que coisa...
Essa cura eu também quero, uma cura milagrosa, que não deixe sequelas, uma vitória gloriosa!
Mas temo muito que ela não aconteça e então, essas pessoas que estão sendo expostas a uma prova tão cruel, se tornarão melhores? O que elas aprenderão além da dor?
Temo que essas pessoas se afastem de Deus, que desacreditem em todas as suas convicções, pois creio que não haveria justiça em uma luta tão dolorosa, que culmine em derrota para todos os lados.
Eu quero acreditar que possa existir algum bem em toda essa circunstância, mas está difícil, isso porque tudo está se passando longe de mim...
Minha amiga querida, já conversei um milhão de vezes com você e nunca acho uma palavra sequer que consiga fazer você se sentir melhor, menos impotente e menos decepcionada com a vida.
Tento dar algum tipo de consolo nessa situação em que vocês estão envolvidos, não quero eu também perder a fé, mas confesso, já estou achando difícil e estou quase concordando com as suas palavras...
Você me disse que não dava para acreditar que exista um ser onipotente, onisciente que deixasse uma criança inocente sofrer a esse ponto... e eu te disse que para tudo existia uma razão.
Me lembro que você respondeu que não tinha razão e era completamente injusto.
Verdade, hoje eu concordo muito com essa injustiça, mas prefiro me apegar no pouco que resta de minha fé e acreditar que nenhuma vida foi colocada nesse mundo em vão e que as coisas tem sim uma razão, que tudo o que passamos aqui é para tocar no coração de alguém e hoje, mesmo com quase nada de fé eu vejo a Thaís dando um imenso exemplo de vida nessa luta diária que ela está travando, penso que tudo isso não é a toa!!!
Não pode ser, não deve ser... em mim ela toca muito forte e há dias que eu penso nela sem parar, uma coisa que grudou na minha mente, já escrevi sobre ela em posts anteriores, pois graças a ela, tenho visto muito mais sentido na vida!
Tenho uma enorme vergonha de ter fraquejado tantas vezes, em ter pensado em desistir por coisas tão pequenas, por problemas que eu mesma criei, pela minha covardia, enquanto ela briga com um monstro gigante todos os dias, sem armas, apenas com a coragem e a vontade de viver que o tal Deus deu de presente a ela.
Assim como ela toca no meu coração, eu que estou aqui longe, imagine quanto de bem que ela faz para quem a conhece, quem sabe das batalhas dela?
Não amiga, não é em vão, ainda que seja muito injusto, tem sim uma grande razão para tudo isso.
Parece egoísmo, mas sim, o mundo é egoísta, ninguém quer perder jamais, não adimitimos perder nada nem ninguém, mas estamos num mundo de muitas perdas, só o que não podemos perder é a vontade de lutar, de viver e nisso, sua irmã está sendo exemplo.
Pense nisso, amo muito você, sei do seu grande medo e acredito que infelizmente seus temores estão certos.
Saiba que estou aqui, que posso também estar aí no momento que precisar, mas saiba dar adeus e guardar nesse seu coração tudo de melhor que ela te deu...
Sem revoltas, sem raivas, sem mágoas, deixa apenas a tristeza da saudade, o lamento por não poder mudar as coisas, mas tenha certeza: tudo isso não foi, não é e nem será em vão!
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Vício
Coisas sem explicação geralmente são aquelas que se sobrepõem à razão, não tem quantia líquida nem certa de valores agregados para se medir, pesar, contabilizar... são permissividades do ser sem se esclarecer, apenas permanecer na ignorância do não saber consciente.Mas justifico-me nos meus destemperos com desígnios de palavras simples e arrebatadoras que poderiam dar forma e razão para essas sentimentalidades que me acomentem.
Não seria doença, praga, moléstia, defeito, efeito e sim dependência física, mental, fisiológica, psicológica, cardiológica.
Meu mal deveria ser meu bem, mas é meu vício o senhor do meu corpo, proprietário da minha razão, comandante da minha emoção, motorista da minha direção.
Sou viciada no amor, na dor, no dissabor...
Não sei viver sem quem, estou sempre dependendo de alguém, uma pessoa só que faz de mim tão só como se minha garganta estivesse pendurada por um nó, pronta para cair, escorregando, empurrada, lutando para subir, subir, sem degrau, apenas sentindo um mal, querendo água e bebendo sal...
Que mundo surreal, coisas tão simples explodem em uma discussão banal, não gosto disso, não quero isso.
Por favor, traz de volta para mim a liberdade de expressão, palavras verdadeiras, com emoção, olho no olho, cabeça, corpo e coração, não me ilude, gosto ainda da razão.
Lua, nuvem, estrela, vento, frio, congelamento, empedra meu coração aqui dentro.
Onde estão todos? Onde foram os que amo?
Fiquei apenas com meus enganos...
Constrói, destrói, tudo machuca, tudo dói... não tem que ser assim.
Juramos ser melhores, mas encenamos nossos papéis, continuando a ser os piores...
Não quero assim, quero assado, não me de frito, quero cozido, não adianta refogado.
Eu mudei, de cidade, de casa, de corpo, de dente, de roupa, de cabelo, de voz, de alma e mesmo assim, parecendo estar melhor, estou interiormente pior.
O mal me faz bem, e faço bem o mal, mas não quero fazer, nem para mim e nem para você...
Quero ser feliz, abro mão da felicidade por você, quero fazer o bem, mas o mal às vezes me convém...
Hoje estou ótima para escrever coisas absurdamente sem sentido, só palavras vão se esvaindo e respiro profundo, desculpe-me vida, não sou perfeita, mas enfim, esse é meu mundo.
Hoje eu não sou de mim mesma, não pertenço a nada, nem a mim, não estou em lugares listados em mapas, não estou no certo e nem no errado, mas quero estar junto e toda a hora, somente no colo calado do seu corpo, ou pelo menos ao seu lado.
O problema não seria você, o problema seria apenas eu... vicio maldito
Preciso-te, injeta-me essa dose remanescente de me fazer feliz, vou cheirar esse pó da sua luxúria em mim e fumar esse cigarro do seu beijo, enquanto uso comprimidos sublinguais de suas mãos no meu corpo e bebo desse chá das migalhas do seu amor... Preciso-te!
Não seria doença, praga, moléstia, defeito, efeito e sim dependência física, mental, fisiológica, psicológica, cardiológica.
Meu mal deveria ser meu bem, mas é meu vício o senhor do meu corpo, proprietário da minha razão, comandante da minha emoção, motorista da minha direção.
Sou viciada no amor, na dor, no dissabor...
Não sei viver sem quem, estou sempre dependendo de alguém, uma pessoa só que faz de mim tão só como se minha garganta estivesse pendurada por um nó, pronta para cair, escorregando, empurrada, lutando para subir, subir, sem degrau, apenas sentindo um mal, querendo água e bebendo sal...
Que mundo surreal, coisas tão simples explodem em uma discussão banal, não gosto disso, não quero isso.
Por favor, traz de volta para mim a liberdade de expressão, palavras verdadeiras, com emoção, olho no olho, cabeça, corpo e coração, não me ilude, gosto ainda da razão.
Lua, nuvem, estrela, vento, frio, congelamento, empedra meu coração aqui dentro.
Onde estão todos? Onde foram os que amo?
Fiquei apenas com meus enganos...
Constrói, destrói, tudo machuca, tudo dói... não tem que ser assim.
Juramos ser melhores, mas encenamos nossos papéis, continuando a ser os piores...
Não quero assim, quero assado, não me de frito, quero cozido, não adianta refogado.
Eu mudei, de cidade, de casa, de corpo, de dente, de roupa, de cabelo, de voz, de alma e mesmo assim, parecendo estar melhor, estou interiormente pior.
O mal me faz bem, e faço bem o mal, mas não quero fazer, nem para mim e nem para você...
Quero ser feliz, abro mão da felicidade por você, quero fazer o bem, mas o mal às vezes me convém...
Hoje estou ótima para escrever coisas absurdamente sem sentido, só palavras vão se esvaindo e respiro profundo, desculpe-me vida, não sou perfeita, mas enfim, esse é meu mundo.
Hoje eu não sou de mim mesma, não pertenço a nada, nem a mim, não estou em lugares listados em mapas, não estou no certo e nem no errado, mas quero estar junto e toda a hora, somente no colo calado do seu corpo, ou pelo menos ao seu lado.
O problema não seria você, o problema seria apenas eu... vicio maldito
Preciso-te, injeta-me essa dose remanescente de me fazer feliz, vou cheirar esse pó da sua luxúria em mim e fumar esse cigarro do seu beijo, enquanto uso comprimidos sublinguais de suas mãos no meu corpo e bebo desse chá das migalhas do seu amor... Preciso-te!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Feliz Aniversário!!!
Hoje eu deveria estar muito feliz...Minha saúde vai bem, estou no meu auge físico, estou bonita, financeiramente bem, uma casa linda, uma filha mais do que maravilhosa, um amor que preenche todo o meu coração...
Mas, então? Falta o que?
Deveria comemorar, por qualquer um dos milhares motivos que tenho, por todas as coisas boas que conquistei, pela vida, enfim...
Pois ao contrário do que deveria ter naturalmente acontecido, fui tomada de uma dor profunda, um silêncio avassalador, uma tristeza aterrorizante e um desânimo sem limites.
Imaginei que poderia fazer uma festa, chamar os amigos... Ia ser tão divertido!!!
Pensei nos detalhes, no cardápio, nas bebidas, na música, na roupa que vestiria... e então comecei a pensar nas pessoas que eu amo e que gostaria que estivessem comigo!
Aí foi a queda no abismo, um choro compulsivo, uma taquicardia, um desolamento sem fim e então, tive aquela imensa vontade de sumir, aquela que já me acometeu outras vezes na minha vida.
Ninguém, ninguém vai estar comigo!
Não existe lista, não existe amigos, os que eu tenho estão longe, fisicamente, emocionalmente, financeiramente, propositadamente...
Me vi tão sozinha, minha solidão foi tão imensa, que me pergunto o que tenho feito dessa minha vida para estar assim, sem nada, sem ninguém!
E tem gente que me diz que a vida é boa! Que vida? Não tenho vida, tenho uma sobrevida que me faz sobreviver apenas para o trabalho e para casa... não socializo mais, não tenho lazer, não tenho prazer!
E o que me conserva aqui senão apenas a obrigação?
Sou obrigada a viver até morrer, para evitar o inferno, porque ninguém pode ir de véspera!
Que teatro de horrores, que palco zombateiro em que somos obrigados a contracenar todos os dias, fingindo um sorriso feliz, vida perfeita, status, dinheiro e eternos blá, blá, blás!
38 anos de agonias, dos quais pelo menos 20 eu me arrependo de ter vivido, 20 que eu quis fugir e a vida caprichosamente teimou em me punir.
E eu quis morrer tantas vezes, mas não me lembro de muitas vezes em que quis viver.
Eu vejo um egoísmo tão grande em mim, nesse desejo de morrer, que teima em me acompanhar!
Penso nas pessoas que estão brigando para sobreviver a doenças terríveis, adultos, crianças, idosos, tanto sofrimento e eles ainda insistem em lutar e querem viver, enquanto eu, gostaria sinceramente de trocar de lugar com eles...
A vida está tão doce, mas meu coração dói tanto, que minha alma pisoteia em cacos de vidro em todo o trajeto...
Não cometi os piores crimes, não fiz o mal a quase nada e nem a ninguém, a única pobre vítima de mim, sou eu mesma!
Me suporto a cada dia para aprender a coexistir em mim, mas meu corpo e minha alma, meu espírito, não se suportam, não se entendem e brigam a todo o instante para se sobressaírem um ao outro... e um dos dois sempre está em grande agonia, enquanto o outro celebra pequenas vitórias enquanto não travam a próxima luta.
E eu choro... choro... não consigo entender nada dessas coisas, não consigo medir os defeitos dessa existência e nem ao menos amenizar os erros!
Estou cega... mas gostaria de enxergar, nem que se fosse apenas tateando, o que é que estou fazendo errado para poder ao menos, tentar consertar, remendar, melhorar um pouco que fosse as coisas que não estão saindo como deveriam...
Não fosse o terrível fato de conviver comigo mesma todos os dias, ainda tem uma pessoa especial, que me presenteia com injustiças, em troca de todo o amor que sinto por ele...
É assim, somos às avessas, trate-me com amor e tolerância, que te devolvo indiferença e ignorância!
Essa é a lei de equilíbrio: para o bem existir, tem que haver o mal, para a felicidade existir, precisamos da tristeza... mas alguém então deve estar muito feliz por aí, porque eu não estou...
O mundo é muito injusto, todos devíamos ter os mesmos direitos, a felicidade deveria ter acessabilidade, com rampas, elevadores, guias rebaixadas, bancos preferenciais...
Não sei mais o que estou fazendo, devo ser uma pessoa muito má, muito cruel, amarga, e apenas estou pagando meus pecados, que com certeza não arrebanhei nessa vida!
Hoje passei tão mal, tive hipotermia outra vez, achei que ia convulsionar... pensei até por uns momentos que iria morrer... mas era véspera!
Ninguém vai de véspera e o meu aniverário iria ser apenas após a meia-noite... perdi meu melhor presente!!!
Feliz aniversário, hoje já é 11 de maio, desejamos a você muitos blá, blá, blás automáticos, muitos enters, sms e abraços digitados, felicidades digitais... enquanto eu apenas queria pessoas reais!!!
Mas, mesmo assim, obrigada a você que leu, eu te amo!!!
Mas, então? Falta o que?
Deveria comemorar, por qualquer um dos milhares motivos que tenho, por todas as coisas boas que conquistei, pela vida, enfim...
Pois ao contrário do que deveria ter naturalmente acontecido, fui tomada de uma dor profunda, um silêncio avassalador, uma tristeza aterrorizante e um desânimo sem limites.
Imaginei que poderia fazer uma festa, chamar os amigos... Ia ser tão divertido!!!
Pensei nos detalhes, no cardápio, nas bebidas, na música, na roupa que vestiria... e então comecei a pensar nas pessoas que eu amo e que gostaria que estivessem comigo!
Aí foi a queda no abismo, um choro compulsivo, uma taquicardia, um desolamento sem fim e então, tive aquela imensa vontade de sumir, aquela que já me acometeu outras vezes na minha vida.
Ninguém, ninguém vai estar comigo!
Não existe lista, não existe amigos, os que eu tenho estão longe, fisicamente, emocionalmente, financeiramente, propositadamente...
Me vi tão sozinha, minha solidão foi tão imensa, que me pergunto o que tenho feito dessa minha vida para estar assim, sem nada, sem ninguém!
E tem gente que me diz que a vida é boa! Que vida? Não tenho vida, tenho uma sobrevida que me faz sobreviver apenas para o trabalho e para casa... não socializo mais, não tenho lazer, não tenho prazer!
E o que me conserva aqui senão apenas a obrigação?
Sou obrigada a viver até morrer, para evitar o inferno, porque ninguém pode ir de véspera!
Que teatro de horrores, que palco zombateiro em que somos obrigados a contracenar todos os dias, fingindo um sorriso feliz, vida perfeita, status, dinheiro e eternos blá, blá, blás!
38 anos de agonias, dos quais pelo menos 20 eu me arrependo de ter vivido, 20 que eu quis fugir e a vida caprichosamente teimou em me punir.
E eu quis morrer tantas vezes, mas não me lembro de muitas vezes em que quis viver.
Eu vejo um egoísmo tão grande em mim, nesse desejo de morrer, que teima em me acompanhar!
Penso nas pessoas que estão brigando para sobreviver a doenças terríveis, adultos, crianças, idosos, tanto sofrimento e eles ainda insistem em lutar e querem viver, enquanto eu, gostaria sinceramente de trocar de lugar com eles...
A vida está tão doce, mas meu coração dói tanto, que minha alma pisoteia em cacos de vidro em todo o trajeto...
Não cometi os piores crimes, não fiz o mal a quase nada e nem a ninguém, a única pobre vítima de mim, sou eu mesma!
Me suporto a cada dia para aprender a coexistir em mim, mas meu corpo e minha alma, meu espírito, não se suportam, não se entendem e brigam a todo o instante para se sobressaírem um ao outro... e um dos dois sempre está em grande agonia, enquanto o outro celebra pequenas vitórias enquanto não travam a próxima luta.
E eu choro... choro... não consigo entender nada dessas coisas, não consigo medir os defeitos dessa existência e nem ao menos amenizar os erros!
Estou cega... mas gostaria de enxergar, nem que se fosse apenas tateando, o que é que estou fazendo errado para poder ao menos, tentar consertar, remendar, melhorar um pouco que fosse as coisas que não estão saindo como deveriam...
Não fosse o terrível fato de conviver comigo mesma todos os dias, ainda tem uma pessoa especial, que me presenteia com injustiças, em troca de todo o amor que sinto por ele...
É assim, somos às avessas, trate-me com amor e tolerância, que te devolvo indiferença e ignorância!
Essa é a lei de equilíbrio: para o bem existir, tem que haver o mal, para a felicidade existir, precisamos da tristeza... mas alguém então deve estar muito feliz por aí, porque eu não estou...
O mundo é muito injusto, todos devíamos ter os mesmos direitos, a felicidade deveria ter acessabilidade, com rampas, elevadores, guias rebaixadas, bancos preferenciais...
Não sei mais o que estou fazendo, devo ser uma pessoa muito má, muito cruel, amarga, e apenas estou pagando meus pecados, que com certeza não arrebanhei nessa vida!
Hoje passei tão mal, tive hipotermia outra vez, achei que ia convulsionar... pensei até por uns momentos que iria morrer... mas era véspera!
Ninguém vai de véspera e o meu aniverário iria ser apenas após a meia-noite... perdi meu melhor presente!!!
Feliz aniversário, hoje já é 11 de maio, desejamos a você muitos blá, blá, blás automáticos, muitos enters, sms e abraços digitados, felicidades digitais... enquanto eu apenas queria pessoas reais!!!
Mas, mesmo assim, obrigada a você que leu, eu te amo!!!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Desabafo...
Ultimamente, o que me faz suportar as turbulências, é saber que elas são passageiras.
É tanta coisa, o peso é tão grande, que seria mais fácil tirar o corpo fora, como se fosse possível despir-se dele e ficar só com a alma e a calma.
Gosto do desabafo, escrever esvazia de mim, coisas ruins que vem tumultuar meus pensamentos, por isso despejo os restos com as palavras eufóricas de quem tem todos os dias, milhões de coisas para contar.
Todo o dia é uma aventura nova, como num jogo de vídeo game, que a cada fase, aumenta o nível de dificuldade... e você vai passando por todas elas. Tem sempre aquelas fases que a gente impaca, fica, revira, remexe, revolta e não sossega enquanto não consegue seguir adiante.
Ultimamente estou assim, não desisto mais tão facilmente das coisas que estão ali adiante, porque tenho certeza que o melhor está sempre por vir.
O melhor não precisa ser necessariamente o novo, afinal, estamos no mesmo jogo, o que inova as dificuldades, são os obstáculos, que se tornam cada vez mais densos, mais sombrios, mais complicados, mais tristes, machucam mais, mas sério... depois que você passa assim por tanta coisa, você tem a noção da sua força e de tudo o que você é capaz e começa a achar que realmente aquilo ali não era difícil não.
E passou, tudo passa!
São estágios, ciclos, níveis, etapas ou qualquer coisa assim.
Embora hoje eu esteja me achando um pouco incapaz de dar conta dessa fase, sei que é só uma fase... fase hard, muitas coisas juntas, mas já aconteceram coisas assim ou piores antes.
Grana, maldita e abençoada, que a gente tem que dar cria pra levar uma vida legal, poder se socializar, se inserir no capitalismo aprisionador de almas pobres e ricas e consumistas, etc... Ganhar o pão, pois quem vive come e quem não come passa fome e eu já passei da fase de curtir passar fome!
A saúde, essa as vezes nos dá altas rasteiras, inclusive hoje, vou aproveitar e fazer pelos outros o que fizeram por mim... vou ali em qualquer lugar doar meu sangue, ja que agora faz um ano que eu precisei de sangue anônimo para sobreviver.
Hoje estou bem e posso fazer por alguém esse ato tão simples e que é capaz de me deixar tão feliz... espero que eu consiga! Acho que vai dar certo, parece que realmente estou bem.
Minha mais amada pessoa desse mundo, está batendo asas, cresceu e está começando a romper os laços umbilicais tão fortes que nos uniram por quase 17 anos...
Em julho, vestibular e mudança para outra cidade, morar com o pai, estou hoje praticando o desapego, dela e por ela.
O meu coração é o gerador de energia da minha alma, ele produz uma onda de amor tão intensa, que posso amar, mesmo com todos os motivos do mundo para ter tudo contrário a esse sentimento, incluindo raiva e ódio.
Mas não, eu só tenho um desapontamento de ver tamanha diferença entre valores do lado de cá e do lado de lá.
Eu não posso nada, ele pode tudo e as vontades dele são superiores a tudo e a todos, aí você fica com o mérito de aceitar e se sujeitar ou ignorar e partir para outra.
Que eu faço? Ignoro, sempre... mesmo sabendo que posso entrar numa fria, numa gelada.
Porém agora, tudo o que eu faço é à distância, chega daquela vigília incessante de todos os dias, aquilo não me faz mais sentido e nem tem necessidade.
O que os olhos não vêem o coração não sente, o que me fere é o que imagina minha mente.
Enfim, eu fico sempre na dúvida... nunca sei o que realmente é verdade.
Crio histórias inteiras na cabeça, com início, meio e fim e não sei que versão está correta, minhas inventividades ou as palavras que a pessoa me diz como sendo verdades.
Enfim, hoje estou realmente triste, mas não desanimada, amanhã tem mais e não vale a pena se frustrar ainda porque o jogo não terminou e nem vai terminar.
Eu jogo pra ganhar, não importa o tempo que leve!
E não importa o quanto seja difícil, não admito derrotas minhas, mas as alheias, são permitidas para aqueles que não tem a coragem de lutar e persistir e persistir e persistir!
Inferno astral terminando em 5, 4, 3, 2, 1...
11 de maio, vem ne mim!!!
É tanta coisa, o peso é tão grande, que seria mais fácil tirar o corpo fora, como se fosse possível despir-se dele e ficar só com a alma e a calma.
Gosto do desabafo, escrever esvazia de mim, coisas ruins que vem tumultuar meus pensamentos, por isso despejo os restos com as palavras eufóricas de quem tem todos os dias, milhões de coisas para contar.
Todo o dia é uma aventura nova, como num jogo de vídeo game, que a cada fase, aumenta o nível de dificuldade... e você vai passando por todas elas. Tem sempre aquelas fases que a gente impaca, fica, revira, remexe, revolta e não sossega enquanto não consegue seguir adiante.
Ultimamente estou assim, não desisto mais tão facilmente das coisas que estão ali adiante, porque tenho certeza que o melhor está sempre por vir.
O melhor não precisa ser necessariamente o novo, afinal, estamos no mesmo jogo, o que inova as dificuldades, são os obstáculos, que se tornam cada vez mais densos, mais sombrios, mais complicados, mais tristes, machucam mais, mas sério... depois que você passa assim por tanta coisa, você tem a noção da sua força e de tudo o que você é capaz e começa a achar que realmente aquilo ali não era difícil não.
E passou, tudo passa!
São estágios, ciclos, níveis, etapas ou qualquer coisa assim.
Embora hoje eu esteja me achando um pouco incapaz de dar conta dessa fase, sei que é só uma fase... fase hard, muitas coisas juntas, mas já aconteceram coisas assim ou piores antes.
Grana, maldita e abençoada, que a gente tem que dar cria pra levar uma vida legal, poder se socializar, se inserir no capitalismo aprisionador de almas pobres e ricas e consumistas, etc... Ganhar o pão, pois quem vive come e quem não come passa fome e eu já passei da fase de curtir passar fome!
A saúde, essa as vezes nos dá altas rasteiras, inclusive hoje, vou aproveitar e fazer pelos outros o que fizeram por mim... vou ali em qualquer lugar doar meu sangue, ja que agora faz um ano que eu precisei de sangue anônimo para sobreviver.
Hoje estou bem e posso fazer por alguém esse ato tão simples e que é capaz de me deixar tão feliz... espero que eu consiga! Acho que vai dar certo, parece que realmente estou bem.
Minha mais amada pessoa desse mundo, está batendo asas, cresceu e está começando a romper os laços umbilicais tão fortes que nos uniram por quase 17 anos...
Em julho, vestibular e mudança para outra cidade, morar com o pai, estou hoje praticando o desapego, dela e por ela.
O meu coração é o gerador de energia da minha alma, ele produz uma onda de amor tão intensa, que posso amar, mesmo com todos os motivos do mundo para ter tudo contrário a esse sentimento, incluindo raiva e ódio.
Mas não, eu só tenho um desapontamento de ver tamanha diferença entre valores do lado de cá e do lado de lá.
Eu não posso nada, ele pode tudo e as vontades dele são superiores a tudo e a todos, aí você fica com o mérito de aceitar e se sujeitar ou ignorar e partir para outra.
Que eu faço? Ignoro, sempre... mesmo sabendo que posso entrar numa fria, numa gelada.
Porém agora, tudo o que eu faço é à distância, chega daquela vigília incessante de todos os dias, aquilo não me faz mais sentido e nem tem necessidade.
O que os olhos não vêem o coração não sente, o que me fere é o que imagina minha mente.
Enfim, eu fico sempre na dúvida... nunca sei o que realmente é verdade.
Crio histórias inteiras na cabeça, com início, meio e fim e não sei que versão está correta, minhas inventividades ou as palavras que a pessoa me diz como sendo verdades.
Enfim, hoje estou realmente triste, mas não desanimada, amanhã tem mais e não vale a pena se frustrar ainda porque o jogo não terminou e nem vai terminar.
Eu jogo pra ganhar, não importa o tempo que leve!
E não importa o quanto seja difícil, não admito derrotas minhas, mas as alheias, são permitidas para aqueles que não tem a coragem de lutar e persistir e persistir e persistir!
Inferno astral terminando em 5, 4, 3, 2, 1...
11 de maio, vem ne mim!!!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Saco Vazio!
E no fim eu tentei guardar o melhor de mim em você
Tentei fazer você melhor achando que sendo dois seríamos mais
Mais unidos, mais fortes, mais felizes
E nada no mundo separaria nossas coisas já tão misturadas
Ninguém saberia se aquele riso era meu ou seu
Se aquele vocabulário era de palavras suas ou minhas
Tanto era o mesclado de viver
Identidades se tornaram idênticas
Pessoas afins, afinidades, combinações
Convivência, conveniência...
Compartilhamentos de sonhos comuns
Verdades inexistentes
Palavras incoerentes
Absoluto nada...
Mentiras, falsidades
Errei eu, errou você
Nada de acerto em nossa imperfeição
Mágoas milhões, tristezas pelo chão
Promessas curtas voando ao vento
Cansei, desisti
O melhor de mim não pode se perder outra vez
Já morri milhares de vezes em você
Por favor, não me mate mais uma vez
Eu mereço viver por mim e para mim,
Chega um pouco de você,
Se você já não se contenta em mim
Se eu já não sou, não era ou não fui
O amor que deveria ter sido para você
Não fui suficiente para ti
Reinventei uma pessoa em mim para tentar te compensar
Nada, nada
Nada adiantou, nem mesmo eu ser o melhor do melhor
Nada te bastou, nada te basta
Te enchi com meu melhor, tentei te preencher
Mas onde depositei tantas coisas
Escaparam todas elas por um furo
E você continuou vazando, vazio.
Um vazio insustentável
Onde não se consegue parar em pé
E eu que achava que caia sempre ao chão,
Hoje percebo que o chão é só seu
E que eu me vejo somente em glórias
Envolta em luz, no meu intenso brilho natural
Sou eu, a melhor de todas
A mais capaz até do incapaz!
Enquanto eu vejo em você apenas derrotas
Que levam tudo ao ralo
E não quero mais fazer parte disso
Por que teu mal é o meu mal
E não é justo você sugar de mim tudo o que tenho
Portanto vou me afastar, já me afastei
Estou longe hoje de verdade
Física, emocional e racionalmente longe
E era assim que você gostava de mim,
Eu aqui e você aí
E então abri os olhos e percebi,
Que na verdade na distância de tudo o que eu sentia
Eu deixei de existir, seu amor não era um fato
E sim uma rédea que segurava sua opção
Para que não ficasse só
E sempre pudesse correr para algum lugar quando todos te deixassem.
E eles já te deixaram, você não tem mais nada
A não ser seu egoísmo perfeito
Que te fez acreditar cegamente que suas necessidades sempre se sobressaem
E qua nada mais no mundo importa a não ser você mesmo
Boa sorte para você, com você e só você, ou você "só"
Se baste e viva no seu isolamento feliz!
Te amei quando éramos dois, mas agora um de nós morreu...
E não há mais nada a se fazer, nem mesmo uma despedida
Melhor ignorar, não saber e simplesmente,
Continuar a viver!
Tentei fazer você melhor achando que sendo dois seríamos mais
Mais unidos, mais fortes, mais felizes
E nada no mundo separaria nossas coisas já tão misturadas
Ninguém saberia se aquele riso era meu ou seu
Se aquele vocabulário era de palavras suas ou minhas
Tanto era o mesclado de viver
Identidades se tornaram idênticas
Pessoas afins, afinidades, combinações
Convivência, conveniência...
Compartilhamentos de sonhos comuns
Verdades inexistentes
Palavras incoerentes
Absoluto nada...
Mentiras, falsidades
Errei eu, errou você
Nada de acerto em nossa imperfeição
Mágoas milhões, tristezas pelo chão
Promessas curtas voando ao vento
Cansei, desisti
O melhor de mim não pode se perder outra vez
Já morri milhares de vezes em você
Por favor, não me mate mais uma vez
Eu mereço viver por mim e para mim,
Chega um pouco de você,
Se você já não se contenta em mim
Se eu já não sou, não era ou não fui
O amor que deveria ter sido para você
Não fui suficiente para ti
Reinventei uma pessoa em mim para tentar te compensar
Nada, nada
Nada adiantou, nem mesmo eu ser o melhor do melhor
Nada te bastou, nada te basta
Te enchi com meu melhor, tentei te preencher
Mas onde depositei tantas coisas
Escaparam todas elas por um furo
E você continuou vazando, vazio.
Um vazio insustentável
Onde não se consegue parar em pé
E eu que achava que caia sempre ao chão,
Hoje percebo que o chão é só seu
E que eu me vejo somente em glórias
Envolta em luz, no meu intenso brilho natural
Sou eu, a melhor de todas
A mais capaz até do incapaz!
Enquanto eu vejo em você apenas derrotas
Que levam tudo ao ralo
E não quero mais fazer parte disso
Por que teu mal é o meu mal
E não é justo você sugar de mim tudo o que tenho
Portanto vou me afastar, já me afastei
Estou longe hoje de verdade
Física, emocional e racionalmente longe
E era assim que você gostava de mim,
Eu aqui e você aí
E então abri os olhos e percebi,
Que na verdade na distância de tudo o que eu sentia
Eu deixei de existir, seu amor não era um fato
E sim uma rédea que segurava sua opção
Para que não ficasse só
E sempre pudesse correr para algum lugar quando todos te deixassem.
E eles já te deixaram, você não tem mais nada
A não ser seu egoísmo perfeito
Que te fez acreditar cegamente que suas necessidades sempre se sobressaem
E qua nada mais no mundo importa a não ser você mesmo
Boa sorte para você, com você e só você, ou você "só"
Se baste e viva no seu isolamento feliz!
Te amei quando éramos dois, mas agora um de nós morreu...
E não há mais nada a se fazer, nem mesmo uma despedida
Melhor ignorar, não saber e simplesmente,
Continuar a viver!
sábado, 7 de abril de 2012
Vida de megasena...
Eu deveria seguir mais minhas intuições, meu sexto sentido e acreditar menos na minhas expectativas.
Parece meio duro, você não se permitir esperar que as coisas aconteçam como você quer que elas aconteçam. Mas as intuições sempre estão corretas e vão além das expectativas.
O fato de você desejar muito uma coisa, acaba se sobrepondo à razão e você passa a habitar uma onda otimista e acredita que as coisas que você planeja, deseja e quer vão simplesmente se cumprir e se transformar em realidade.
E quem me dera, te dera e a todos dera, que isso fosse verdade.
Aquele lance de sonhar é permitido, mas é tão arriscado que te eleva a um céu que você cria e de lá você desaba.
Quantas quedas sofremos e sofremos e sofremos.
Como seria bom ter "o dia do vai dar certo"...
Acho que eu sou meio azarada, porque planejo coisas tão simples, como passar um dia feliz com quem devia me fazer feliz e isso não tem nada de complicado, porém acaba também não dando certo.
Vá lá, se fosse algo mais sofisticado, ambicioso, como ganhar na megasena, eu até entenderia, pela porcentagem quase absurda de probabilidades disso acontecer... Mas na minha vida às vezes, um dia de felicidade parece tão difícil de se ganhar, como uma megasena.
Você faz planos tão simples de somente estar ali, do lado daquela pessoa especial e vai lá, está lá fisicamente e a outra pessoa não...
As pessoas acabam se transportando para o centro do universo deles, mesmo sabendo que você está ali só por ela.
E mesmo naquela presença física, a pessoa se torna invisível.
Como é difícil ser feliz com alguém, se esse alguém não quer ser feliz, não quer ser feliz "com você" e nem quer te fazer feliz.
E penso que esse altruismo que eu doo com tanta dedicação e amor, está sendo direcionado para o lado errado.
Seria mais proveitoso emanar essa onda de amor tão grande que eu sinto, ali na rua, para aquele pedinte, para aquela gente anônima que encontramos diariamente.
Questão de desmerecimento...
Acho que meu amor é desmerecido!
E penso tanto em desistir, mas aí vem a expectativa combinada com a dúvida.
E passo a achar que eu posso estar errada, que as coisas que eu vejo, sinto, imagino, são fruto de uma percepção distorcida.
Vem o julgamento e a culpa: Você pode estar errada!
Se eu esiver errada, o egoísmo passa a ser meu, a injustiça passa a ser minha e eu tenho verdadeiros medos de errar com as pessoas como elas erram comigo.
Então eu persisto e a vida vai passando e os anos vão passando e meus negros cabelos vão se misturando com prata, e a pele vai se enrrugando e o cansaço vai se instalando...
E eu me pergunto: Valeu a pena?
Amanhã posso não estar aqui...
E o hoje que era pra ser vivido intensamente, acaba sendo deixado para amanhã, porque hoje não deu certo, ontem não deu certo, semana passada não deu certo, nem ano passado...
Será que só eu estou fazendo alguma coisa errada?
A culpa pode reamente ser só minha?
Ou eu estou me empenhando sozinha em busca de uma vitória unilateral que nunca chega...
A grande questão é: Ela chegará?
Talvez eu esteja andando em círculos por conveniência, sem sair nunca do mesmo lugar.
E de repente vem uma vontade de escolher um caminho novo, mesmo sabendo que cada centímetro de mim quer aquele caminho onde estou.
E eu amo, amo, amo...
Mas mesmo ouvindo que sou amada, começo a desconfiar que amar para mim é uma coisa tão intensa que só eu sinto e o que eles sentem é apenas uma necessidade de ter alguém para despejar seus problemas, suas necessidades, pensando apenas neles próprios e jamais em mim, enquanto eu luto para fazê-los felizes, eles parecem só precisar mesmo, que eu continue a fazer isso para sempre por eles, sou a escrava que tem a obrigação de fazer feliz, mas não pode ser feliz!
E eu faço tanto... mas tanto... que definitivamente estou muitoooooooooo cansada para conseguir continuar a fazer sem receber nada em troca.
Vai-se o altruísmo e dane-se... vem egóismo, vou fazer como eles fazem!!!
Nem migalhas... e quem quer viver apenas de migalhas?
Pelo menos uma vez na vida quero ter um banquete de amor, carinho e ser a prioridade!
Ok, a partir de hoje eu sou a minha única, absoluta e melhor prioridade e contentem-se em um dia terem sido isso para mim, pois provavelmente agora que sou o centro do meu universo, nunca mais enxergarei vocês, nem que estejam a um centímetro do meu nariz, pois agora vou enxergar apenas meu próprio nariz e meu próprio umbigo!
Parece meio duro, você não se permitir esperar que as coisas aconteçam como você quer que elas aconteçam. Mas as intuições sempre estão corretas e vão além das expectativas.
O fato de você desejar muito uma coisa, acaba se sobrepondo à razão e você passa a habitar uma onda otimista e acredita que as coisas que você planeja, deseja e quer vão simplesmente se cumprir e se transformar em realidade.
E quem me dera, te dera e a todos dera, que isso fosse verdade.
Aquele lance de sonhar é permitido, mas é tão arriscado que te eleva a um céu que você cria e de lá você desaba.
Quantas quedas sofremos e sofremos e sofremos.
Como seria bom ter "o dia do vai dar certo"...
Acho que eu sou meio azarada, porque planejo coisas tão simples, como passar um dia feliz com quem devia me fazer feliz e isso não tem nada de complicado, porém acaba também não dando certo.
Vá lá, se fosse algo mais sofisticado, ambicioso, como ganhar na megasena, eu até entenderia, pela porcentagem quase absurda de probabilidades disso acontecer... Mas na minha vida às vezes, um dia de felicidade parece tão difícil de se ganhar, como uma megasena.
Você faz planos tão simples de somente estar ali, do lado daquela pessoa especial e vai lá, está lá fisicamente e a outra pessoa não...
As pessoas acabam se transportando para o centro do universo deles, mesmo sabendo que você está ali só por ela.
E mesmo naquela presença física, a pessoa se torna invisível.
Como é difícil ser feliz com alguém, se esse alguém não quer ser feliz, não quer ser feliz "com você" e nem quer te fazer feliz.
E penso que esse altruismo que eu doo com tanta dedicação e amor, está sendo direcionado para o lado errado.
Seria mais proveitoso emanar essa onda de amor tão grande que eu sinto, ali na rua, para aquele pedinte, para aquela gente anônima que encontramos diariamente.
Questão de desmerecimento...
Acho que meu amor é desmerecido!
E penso tanto em desistir, mas aí vem a expectativa combinada com a dúvida.
E passo a achar que eu posso estar errada, que as coisas que eu vejo, sinto, imagino, são fruto de uma percepção distorcida.
Vem o julgamento e a culpa: Você pode estar errada!
Se eu esiver errada, o egoísmo passa a ser meu, a injustiça passa a ser minha e eu tenho verdadeiros medos de errar com as pessoas como elas erram comigo.
Então eu persisto e a vida vai passando e os anos vão passando e meus negros cabelos vão se misturando com prata, e a pele vai se enrrugando e o cansaço vai se instalando...
E eu me pergunto: Valeu a pena?
Amanhã posso não estar aqui...
E o hoje que era pra ser vivido intensamente, acaba sendo deixado para amanhã, porque hoje não deu certo, ontem não deu certo, semana passada não deu certo, nem ano passado...
Será que só eu estou fazendo alguma coisa errada?
A culpa pode reamente ser só minha?
Ou eu estou me empenhando sozinha em busca de uma vitória unilateral que nunca chega...
A grande questão é: Ela chegará?
Talvez eu esteja andando em círculos por conveniência, sem sair nunca do mesmo lugar.
E de repente vem uma vontade de escolher um caminho novo, mesmo sabendo que cada centímetro de mim quer aquele caminho onde estou.
E eu amo, amo, amo...
Mas mesmo ouvindo que sou amada, começo a desconfiar que amar para mim é uma coisa tão intensa que só eu sinto e o que eles sentem é apenas uma necessidade de ter alguém para despejar seus problemas, suas necessidades, pensando apenas neles próprios e jamais em mim, enquanto eu luto para fazê-los felizes, eles parecem só precisar mesmo, que eu continue a fazer isso para sempre por eles, sou a escrava que tem a obrigação de fazer feliz, mas não pode ser feliz!
E eu faço tanto... mas tanto... que definitivamente estou muitoooooooooo cansada para conseguir continuar a fazer sem receber nada em troca.
Vai-se o altruísmo e dane-se... vem egóismo, vou fazer como eles fazem!!!
Nem migalhas... e quem quer viver apenas de migalhas?
Pelo menos uma vez na vida quero ter um banquete de amor, carinho e ser a prioridade!
Ok, a partir de hoje eu sou a minha única, absoluta e melhor prioridade e contentem-se em um dia terem sido isso para mim, pois provavelmente agora que sou o centro do meu universo, nunca mais enxergarei vocês, nem que estejam a um centímetro do meu nariz, pois agora vou enxergar apenas meu próprio nariz e meu próprio umbigo!
quarta-feira, 28 de março de 2012
Midas
De repente olho pela janela e vejo a cavalgada sombria dos cavaleiros do apocalipse, montados em suas armaduras medievais, espalhando o medo do fim aos quatro cantos da Terra.
Diante dessa cena surreal, nada mais me restou... tive que rir.
Ri do final dos tempos, do fim do mundo e brindei à vida!
E a vida era tão doce, que mesmo quando parecia amarga, sentia o gosto açucarado de ser feliz além das expectativas dos reles mortais.
Isso tudo porque, tenho uma capacidade incrível de transformação, interior, exterior, física, mental e chego a ter um toque de Midas em transformar as coisas. Não em ouro claro, até porque se soubesse transformar qualquer coisa em ouro, já estaria rica.
O meu toque de Midas, transforma coisas simples, em coisas melhores, em coisas elementares e necessárias. Coisas absolutas, raras, necessárias e úteis. Jamais fúteis!
Coisas que se adequam a natureza essencial de viver e viver melhor. Em ser melhor, em ser feliz e em sorrir todos os momentos.
Esse sorriso fácil, que consola qualquer alma, que tem som de colo e abraço, que estampa felicidade no rosto dos outros, ou de todos.
Sou uma magnífica semeadora se sorrisos!
Lógico que nem todos sorrisos são verdades nesse contexto.
Há sempre quem irá sorrir por absoluta simpatia, gesto automático, vago, involuntário e até mesmo desnecessário.
Nossa que coisa... essa nossa sociedade às vezes tem uma coisa tão medíocre. Uma falsidade né?
Eu concordo que as pessoas tentam interagir com estranhos, tentando ser o que não são, mas para agradar (sei lá porque, já que são estranhos).
E o que existe de mais estranho, é um estranho querer não parecer estranho a outro estranho. Isso me causa enorme estranheza.
O ser humano adora agradar!
Tem coisas inexplicáveis mesmo, ou seria isso apenas uma convenção de simpatia para agradar a Gregos e Romanos (ou seria Troianos?)
Aqueles Cavaleiros do Apocalipse deram meia volta.
Eles estavam com uma caixa de som, conectada a um MP3, curtindo um Calypso e pareciam todos chapados ou alcoolizados.
Bando de inúteis!
Entornaram o caneco e esqueceram que hoje era o dia do juízo final e perderam o juízo e o mundo continuou a ser mundo e imundo.
E a vida continuou celebrando seus batimentos cardíacos e suas veias de vidas de seus habitantes, seguiu a jorrar contestamentos de para onde vamos e quem somos.
E o homem filosófa, as idéias vagam por entre nossos pés. Tropeçamos nelas e catamos por esse chão, indícios do que podemos fazer para sermos melhores, mas teimamos em não concordar e passamos a ser simplesmente nós mesmos, na simplicidade de nossa existência ímpar!
E assim, mais uma curta quarta vai chegando ao fim!
Amém
Diante dessa cena surreal, nada mais me restou... tive que rir.
Ri do final dos tempos, do fim do mundo e brindei à vida!
E a vida era tão doce, que mesmo quando parecia amarga, sentia o gosto açucarado de ser feliz além das expectativas dos reles mortais.
Isso tudo porque, tenho uma capacidade incrível de transformação, interior, exterior, física, mental e chego a ter um toque de Midas em transformar as coisas. Não em ouro claro, até porque se soubesse transformar qualquer coisa em ouro, já estaria rica.
O meu toque de Midas, transforma coisas simples, em coisas melhores, em coisas elementares e necessárias. Coisas absolutas, raras, necessárias e úteis. Jamais fúteis!
Coisas que se adequam a natureza essencial de viver e viver melhor. Em ser melhor, em ser feliz e em sorrir todos os momentos.
Esse sorriso fácil, que consola qualquer alma, que tem som de colo e abraço, que estampa felicidade no rosto dos outros, ou de todos.
Sou uma magnífica semeadora se sorrisos!
Lógico que nem todos sorrisos são verdades nesse contexto.
Há sempre quem irá sorrir por absoluta simpatia, gesto automático, vago, involuntário e até mesmo desnecessário.
Nossa que coisa... essa nossa sociedade às vezes tem uma coisa tão medíocre. Uma falsidade né?
Eu concordo que as pessoas tentam interagir com estranhos, tentando ser o que não são, mas para agradar (sei lá porque, já que são estranhos).
E o que existe de mais estranho, é um estranho querer não parecer estranho a outro estranho. Isso me causa enorme estranheza.
O ser humano adora agradar!
Tem coisas inexplicáveis mesmo, ou seria isso apenas uma convenção de simpatia para agradar a Gregos e Romanos (ou seria Troianos?)
Aqueles Cavaleiros do Apocalipse deram meia volta.
Eles estavam com uma caixa de som, conectada a um MP3, curtindo um Calypso e pareciam todos chapados ou alcoolizados.
Bando de inúteis!
Entornaram o caneco e esqueceram que hoje era o dia do juízo final e perderam o juízo e o mundo continuou a ser mundo e imundo.
E a vida continuou celebrando seus batimentos cardíacos e suas veias de vidas de seus habitantes, seguiu a jorrar contestamentos de para onde vamos e quem somos.
E o homem filosófa, as idéias vagam por entre nossos pés. Tropeçamos nelas e catamos por esse chão, indícios do que podemos fazer para sermos melhores, mas teimamos em não concordar e passamos a ser simplesmente nós mesmos, na simplicidade de nossa existência ímpar!
E assim, mais uma curta quarta vai chegando ao fim!
Amém
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Só Insônia
Essa sensação de estar dormindo quando se está acordada é no mínimo desconfortável.
Você sabe que daqui a uma hora terá que estar em pé, começando a se produzir para mais um longo e exaustivo dia de trabalho. A hora que você mais precisa desligar, o botãozinho de off não responde!
Pronto... A máquina travou!!!
Não desliga, mas também não está totalmente ligada.
Começa a se habitar um mundo paralelo de reflexos, luzes, sombras, movimentos, confusão, medo, angústia, inquietamento, morbidez.
Um mundo onde você vaga entre o real e pequenas faíscas de insanidade, em piscar de olhos onde imagens confusas passam flutuantes entre o globo ocular e a pálpebra, quando estranhamente aquilo só está em seu cérebro!
Ele produz sensações involuntárias de defesa e cada pequeno ruído ao redor, se transforma em grande, enorme e instala um pronto sinal de alerta!
Aí o que já não desligava, acaba ligando mais e mais e mais...
Os ponteiros do relógio, que passaram todas as horas do dia invisíveis, agora parecem enormes, pesados, se arrastam num som incessante que a cada segundo faz tic, tic, tac, tac ou tic e depois tac... Tanto faz!
Agora 04:21 e eles não param de se mover, porém cada segundo parece demorar um minuto e cada minuto uma hora e cada hora, um dia e esse dia, é daqueles que parece que nunca vai acabar!
Uma frase, dois minutos!
Teriam meus olhos se fechado ou apenas minha mente se distraído?
Não adianta, agora não vai dar mais mesmo, interessante essa coisa de pensar..
Pensar faz a gente viajar, numa viagem tranquila, onde podemos ser e estar onde a gente quiser, por exemplo: agora estou do lado de uma pessoa muito especial, que por acaso está dormindo.
Eu vejo seu corpo, sua aura, ouço o som de sua respiração, mas não estou aqui, nem estou lá!
As coisas estão estranhas...
Parece que a qualquer momento alguém vai gritar "buuuuuuu" ou rir pra me dizer que é só primeiro de abril e que não é verdade, estou dormindo.
Será que estou?
Eu não me lembro das coisas, muitos acontecimentos tem se perdido de mim e apenas sei que foi real por testemunhos de pessoas.
Horas inteiras foram suprimidas, apagadas, deletadas, arrancadas da memória e não sei porque!
Ai essa dor de cabeça que anda incomodando. Deve ser de forçar para achar o que se perdeu e a vista não avista nada!
A TV do vizinho parece que está na minha sala, mas isso eu disse quando estava no quarto e agora que eu estou na sala a TV parece que está no vizinho.
Fato curioso esse...
Então... são 04:32 e perdi a conta de quanto tempo faz que eu mencionei o tempo e ele passou e nem sei se rápido ou devagar!
Divagar, adoro divagar, devagar num vagão... Ói, ói o trem, cuidado!
Aquela piadinha...
O maquinista de um trem a 60 Km por hora avista uma vaca a 5 metros de distância e buzina.
Calcule!
(Nessa hora você pergunta: - Calcule o que?)
O susto da vaca...
Me lembrei do meu pai, essa era das dele.
Oba... 04:35!
Vou deixar o blá, blá, blá e vou tomar o meu café da manhã!
Ai que fome, bom dia!!!
Você sabe que daqui a uma hora terá que estar em pé, começando a se produzir para mais um longo e exaustivo dia de trabalho. A hora que você mais precisa desligar, o botãozinho de off não responde!
Pronto... A máquina travou!!!
Não desliga, mas também não está totalmente ligada.
Começa a se habitar um mundo paralelo de reflexos, luzes, sombras, movimentos, confusão, medo, angústia, inquietamento, morbidez.
Um mundo onde você vaga entre o real e pequenas faíscas de insanidade, em piscar de olhos onde imagens confusas passam flutuantes entre o globo ocular e a pálpebra, quando estranhamente aquilo só está em seu cérebro!
Ele produz sensações involuntárias de defesa e cada pequeno ruído ao redor, se transforma em grande, enorme e instala um pronto sinal de alerta!
Aí o que já não desligava, acaba ligando mais e mais e mais...
Os ponteiros do relógio, que passaram todas as horas do dia invisíveis, agora parecem enormes, pesados, se arrastam num som incessante que a cada segundo faz tic, tic, tac, tac ou tic e depois tac... Tanto faz!
Agora 04:21 e eles não param de se mover, porém cada segundo parece demorar um minuto e cada minuto uma hora e cada hora, um dia e esse dia, é daqueles que parece que nunca vai acabar!
Uma frase, dois minutos!
Teriam meus olhos se fechado ou apenas minha mente se distraído?
Não adianta, agora não vai dar mais mesmo, interessante essa coisa de pensar..
Pensar faz a gente viajar, numa viagem tranquila, onde podemos ser e estar onde a gente quiser, por exemplo: agora estou do lado de uma pessoa muito especial, que por acaso está dormindo.
Eu vejo seu corpo, sua aura, ouço o som de sua respiração, mas não estou aqui, nem estou lá!
As coisas estão estranhas...
Parece que a qualquer momento alguém vai gritar "buuuuuuu" ou rir pra me dizer que é só primeiro de abril e que não é verdade, estou dormindo.
Será que estou?
Eu não me lembro das coisas, muitos acontecimentos tem se perdido de mim e apenas sei que foi real por testemunhos de pessoas.
Horas inteiras foram suprimidas, apagadas, deletadas, arrancadas da memória e não sei porque!
Ai essa dor de cabeça que anda incomodando. Deve ser de forçar para achar o que se perdeu e a vista não avista nada!
A TV do vizinho parece que está na minha sala, mas isso eu disse quando estava no quarto e agora que eu estou na sala a TV parece que está no vizinho.
Fato curioso esse...
Então... são 04:32 e perdi a conta de quanto tempo faz que eu mencionei o tempo e ele passou e nem sei se rápido ou devagar!
Divagar, adoro divagar, devagar num vagão... Ói, ói o trem, cuidado!
Aquela piadinha...
O maquinista de um trem a 60 Km por hora avista uma vaca a 5 metros de distância e buzina.
Calcule!
(Nessa hora você pergunta: - Calcule o que?)
O susto da vaca...
Me lembrei do meu pai, essa era das dele.
Oba... 04:35!
Vou deixar o blá, blá, blá e vou tomar o meu café da manhã!
Ai que fome, bom dia!!!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Adolescência
Não lembro o ano, mas era na adolescência.
Eu tinha uma agenda, que funcionava como um diário com recordações quase vivas: papelzinho de bala, bilhete de entrada pra show, palito de sorvete, bilhetinho de amigas e “amigos” eventualmente e todo tipo de material que fizesse parte do dia, fosse especial e coubesse na dita agenda.
As mais gordas eram as mais legas e… estava obviamente, NA MODA.
Eu sempre fui um pouco avessa as convencionalidades mundanas, mas vez ou outra deixava me seduzir pelo argumento funcionalidade e a tal agenda diário era útil.
Vá lá que a minha não era gorda, mas tinha, ao contrário das outras, conteúdo. Escrever sempre foi algo que me trouxe prazer, mesmo lembrando da professora que me ensinou a escrever brigando comigo porque “F” não era “FE”, mas convenhamos: era tão parecido, precisava brigar com o bebezinho de 7 anos?
Nessa agenda, que Deus a tenha, apesar que eu mesma gostaria de tê-la como tudo que se vai e a gente sente falta, tinha na capa, em letras garrafais escrito “I didn’t ask to be born” uma menção a música do Sepultura “Dead Embryonic Cells” e a frasezinha que eu lembro vez ou outra quer dizer: “Eu não pedi pra nascer” e não pedi mesmo! E se me perguntassem hoje numa dessas estações tipo “céu” onde a gente fica no gancho esperando pra nascer, eu provavelmente ainda não ia pedir pra vir pra essa tal de Terra.
Graças a internet, fiz uma pequena lição de casa que há tempos gostaria de fazer e pesquisei a música, que tem uma tradução muito verdadeira ainda nos dias de hoje.
O disco, que também foi lançado em CD é de 1991 “Arise”, excelente trabalho do Sepultura, vale a pena ouvir e pra quem quiser, dar uma olhada na tradução da minha música com a frase que me acompanha até hoje (20 anos após) http://letras.terra.com.br/sepultura/80392/traducao.html
Com essa lição de casa, consegui me localizar no tempo espaço, o ano era 1991 e eu estava no terceiro ano do odioso Magistério.
Foi nesse ano que eu fiz minha carteira de identidade que durou 19 anos e perdeu-se na véspera do natal de 2010 no trajeto entre o mercado e o Fórum, onde fui levar um processinho montado por um colega de trabalho pra tentar ganhar uma grana de um banco que me fazia 20 ligações por dia para me cobrar uma coisa que eu já havia pago, me acordando com a maior cara de pau antes das 8:00 da manhã, de segunda a segunda, acabando com o meu já não tão ótimo humor e destruindo meu sono embelezador.
Resultado, perdi a identidade literalmente e em todos os sentidos.
O RG foi hilário, porque eu tinha raspado o cabelo… é você leu direitinho “raspado o cabelo” e tava o demônio em pessoa.
A sorte que tenho fotos desse momento zen em que eu fiquei parecida com Buda e como diria uma pessoa que conheço muito - Agora só falta jogar moedinhas…
Ahh vai lá, vou deixar esse momento mico acontecer e postar a foto, afinal, quem nunca teve um surto psicótico e resolveu ficar careca no auge dos seus 120 kg???
Para o bem da humanidade meu cabelo cresceu e eu emagreci, tudo ao mesmo tempo, e valeu a pena, fiquei bemmmm melhor, mas isso já é um outro assunto né?
A vida se transformou muito nesses anos, ao invés de agenda gorda, hoje eu tenho blog, hotmail, facebook e até tumblr.
O importante é que continuo escrevendo, em partes é um monte de asneira, mas tem dias que sai coisa que preste lá do fundo do coração, como no Pseudo Neura o blog mais depressivo do mundo de uma neurótica (eu, caso tenha dúvida) que reflete sobre conflitos existênciais e transforma até parede em poesia…
Menina xonada, desiludida, triste, feliz, realizada, decepcionada, enfim HUMANA, como todo ser dito racional, sou humana do tipo “ser humano” que as vezes se esquece de SER e finge que não é um bichinho totalmente instintivo, mesmo sendo!
É baby, somos animais.
Veja seu cachorro ou gato e entenda: você não é melhor que ele, ele é melhor que você e sempre está com cara de feliz abanando o rabinho e te cobrindo de mimos (exclua-se aqui pitbulls, rottweilers e outros cães anti-sociais de qualquer raça, credo ou cor).
Aprendi que na vida nada é regra, tudo é excessão.
Mas é divertido viver quando você sabe olhar pra trás e rir dos tombos que você caiu, sem lembrar da dor que você sentiu!
E o bom mesmo é caminhar olhando pra frente, sem se preocupar muito com o que ficou. Se você caminhar olhando sempre para trás, vai fatalmente tropeçar em algo que não está vendo, e vai cair e vai se machucar e vai ficar parado pela beira do caminho enquanto o mundo inteiro avança e só você fica ali parado, tentando se curar por não ter tido a simples precaução de se certificar que estava vivendo o presente, pra poder pegar um bônus no futuro…
Ficou lá, olhando pra passado, que passou e não volta jamais (feliz ou infelizmente)!!!
Eu tinha uma agenda, que funcionava como um diário com recordações quase vivas: papelzinho de bala, bilhete de entrada pra show, palito de sorvete, bilhetinho de amigas e “amigos” eventualmente e todo tipo de material que fizesse parte do dia, fosse especial e coubesse na dita agenda.
As mais gordas eram as mais legas e… estava obviamente, NA MODA.
Eu sempre fui um pouco avessa as convencionalidades mundanas, mas vez ou outra deixava me seduzir pelo argumento funcionalidade e a tal agenda diário era útil.
Vá lá que a minha não era gorda, mas tinha, ao contrário das outras, conteúdo. Escrever sempre foi algo que me trouxe prazer, mesmo lembrando da professora que me ensinou a escrever brigando comigo porque “F” não era “FE”, mas convenhamos: era tão parecido, precisava brigar com o bebezinho de 7 anos?
Nessa agenda, que Deus a tenha, apesar que eu mesma gostaria de tê-la como tudo que se vai e a gente sente falta, tinha na capa, em letras garrafais escrito “I didn’t ask to be born” uma menção a música do Sepultura “Dead Embryonic Cells” e a frasezinha que eu lembro vez ou outra quer dizer: “Eu não pedi pra nascer” e não pedi mesmo! E se me perguntassem hoje numa dessas estações tipo “céu” onde a gente fica no gancho esperando pra nascer, eu provavelmente ainda não ia pedir pra vir pra essa tal de Terra.
Graças a internet, fiz uma pequena lição de casa que há tempos gostaria de fazer e pesquisei a música, que tem uma tradução muito verdadeira ainda nos dias de hoje.
O disco, que também foi lançado em CD é de 1991 “Arise”, excelente trabalho do Sepultura, vale a pena ouvir e pra quem quiser, dar uma olhada na tradução da minha música com a frase que me acompanha até hoje (20 anos após) http://letras.terra.com.br/sepultura/80392/traducao.html
Com essa lição de casa, consegui me localizar no tempo espaço, o ano era 1991 e eu estava no terceiro ano do odioso Magistério.
Foi nesse ano que eu fiz minha carteira de identidade que durou 19 anos e perdeu-se na véspera do natal de 2010 no trajeto entre o mercado e o Fórum, onde fui levar um processinho montado por um colega de trabalho pra tentar ganhar uma grana de um banco que me fazia 20 ligações por dia para me cobrar uma coisa que eu já havia pago, me acordando com a maior cara de pau antes das 8:00 da manhã, de segunda a segunda, acabando com o meu já não tão ótimo humor e destruindo meu sono embelezador.
Resultado, perdi a identidade literalmente e em todos os sentidos.
O RG foi hilário, porque eu tinha raspado o cabelo… é você leu direitinho “raspado o cabelo” e tava o demônio em pessoa.
A sorte que tenho fotos desse momento zen em que eu fiquei parecida com Buda e como diria uma pessoa que conheço muito - Agora só falta jogar moedinhas…
Ahh vai lá, vou deixar esse momento mico acontecer e postar a foto, afinal, quem nunca teve um surto psicótico e resolveu ficar careca no auge dos seus 120 kg???
Para o bem da humanidade meu cabelo cresceu e eu emagreci, tudo ao mesmo tempo, e valeu a pena, fiquei bemmmm melhor, mas isso já é um outro assunto né?
A vida se transformou muito nesses anos, ao invés de agenda gorda, hoje eu tenho blog, hotmail, facebook e até tumblr.
O importante é que continuo escrevendo, em partes é um monte de asneira, mas tem dias que sai coisa que preste lá do fundo do coração, como no Pseudo Neura o blog mais depressivo do mundo de uma neurótica (eu, caso tenha dúvida) que reflete sobre conflitos existênciais e transforma até parede em poesia…
Menina xonada, desiludida, triste, feliz, realizada, decepcionada, enfim HUMANA, como todo ser dito racional, sou humana do tipo “ser humano” que as vezes se esquece de SER e finge que não é um bichinho totalmente instintivo, mesmo sendo!
É baby, somos animais.
Veja seu cachorro ou gato e entenda: você não é melhor que ele, ele é melhor que você e sempre está com cara de feliz abanando o rabinho e te cobrindo de mimos (exclua-se aqui pitbulls, rottweilers e outros cães anti-sociais de qualquer raça, credo ou cor).
Aprendi que na vida nada é regra, tudo é excessão.
Mas é divertido viver quando você sabe olhar pra trás e rir dos tombos que você caiu, sem lembrar da dor que você sentiu!
E o bom mesmo é caminhar olhando pra frente, sem se preocupar muito com o que ficou. Se você caminhar olhando sempre para trás, vai fatalmente tropeçar em algo que não está vendo, e vai cair e vai se machucar e vai ficar parado pela beira do caminho enquanto o mundo inteiro avança e só você fica ali parado, tentando se curar por não ter tido a simples precaução de se certificar que estava vivendo o presente, pra poder pegar um bônus no futuro…
Ficou lá, olhando pra passado, que passou e não volta jamais (feliz ou infelizmente)!!!
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